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Procon-RJ notifica Santander por falhas no aplicativo

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Procon Carioca diz ter notificado Santander por falhas no aplicativo. Banco nega recebimento
Yeferson Perez

Procon Carioca diz ter notificado Santander por falhas no aplicativo. Banco nega recebimento

O Procon Carioca afirmou ter enviado notificação ao Santander, na quarta-feira (27), por conta de falhas no aplicativo do banco ocorridas no início da semana. Na última segunda-feira, clientes relataram nas redes sociais problemas de acesso e de conclusão de operações bancárias na ferramenta . Segundo a entidade de Defesa do Consumidor, a instituição terá cinco dias para apresentar os esclarecimentos na sede do órgão, que fica no bairro do Estácio. Procurado pelo EXTRA, o Santander, porém, manifestou que não foi notificado até a tarde desta quinta-feira.

Segundo o Procon, o Santander deverá responder o que causou e por quanto tempo durou a interrupção do serviço, quando foi regularizado e quais providências e procedimentos foram adotados para a regularização. Além disso, o banco tem que informar quais medidas foram tomadas a fim de evitar que a interrupção do serviço ocorra novamente, quais medidas foram adotadas para reduzir danos experimentados pelos consumidores que foram impossibilitados de utilizar o serviço e quantos consumidores registraram reclamações nos canais de atendimento da empresa.

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O diretor executivo do Procon Carioca, Igor Costa, alerta que é importante que os clientes sempre relatem as dificuldades encontradas por problemas no sistema do banco.

Ao EXTRA, o Santander relatou que na segunda-feira, quando os sistemas foram normalizados, seus clientes receberam um posicionamento garantindo que qualquer cobrança que tenha sido feita em virtude da indisponibilidade momentânea será ressarcida, e disponibilizou canais de atendimento para sanar quaisquer dúvidas.

Leia o comunicado, na íntegra: “Nossos sistemas estão de volta ao ar, assim como todos os canais de atendimento. Nossas equipes trabalharam muito para resolver a falha no sistema e garantir que você volte a operar com absoluta tranquilidade, segurança e sem prejuízo algum. Qualquer cobrança que tenha ocorrido em virtude dessa indisponibilidade será ressarcida, mas, caso ainda tenha alguma dúvida, pode entrar em contato conosco pela Central de Atendimento, APP Santander, Internet Banking ou diretamente na sua agência. Pedimos novamente as mais sinceras desculpas pelo transtorno de hoje e, por isso mesmo, agradecemos muito a sua confiança.”

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Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Mesmo rejeitados por comitês, acionistas aprovam nomes para Petrobras

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Acionistas ignoraram recomendação de comitês e colocaram nomes do Planalto no Conselho de Administração
Felipe Moreno

Acionistas ignoraram recomendação de comitês e colocaram nomes do Planalto no Conselho de Administração

Os dois indicados pelo governo federal para o Conselho de Administração da Petrobras e que tiveram nomes recusados pelos comitês internos da companhia e pelo colegiado foram aprovados em assembleia de acionistas realizada na tarde desta sexta-feira (19).

Ricardo Soriano de Alencar, procurador-geral da Fazenda Nacional e, portanto, ligado ao ministro Paulo Guedes, e Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro, secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República, foram considerados pelos comitês de Elegibilidade (Celeg) e de Pessoas (Cope) da estatal como inelegíveis por apresentarem conflito de interesses para assumirem os cargos.

Os nomes de Soriano e de Castro somente entraram na lista de candidatos no início da assembleia de acionistas por indicação do procurador da Fazenda Nacional Ivo Cordeiro Pinho Timbó, representante da União.

Ao todo, o governo federal, acionista controlador da Petrobras, elegeu seis de seus oito indicados. Além de Caio Paes de Andrade, já nomeado de forma provisória para que assumisse a presidência da estatal, entraram Gileno Gurjão Barreto, atual presidente do Serpro; Iêda Cagni, presidente do Conselho do Banco do Brasil, e Edison Antonio Costa Britto Garcia, à frente do Conselho do Banco de Brasília.

Barreto, conforme indicação do governo, será o novo presidente do colegiado da Petrobras. Foram eleitos ainda José João Abdalla Filho e Marcelo Gasparino da Silva, indicados pelos acionistas minoritários.

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Contestação antes e durante a assembleia

É mais um degrau galgado pelo governo em seu esforço de intervir na política de preços da companhia em meio à crise dos combustíveis. Desde o início de 2021, o presidente Jair Bolsonaro fez três trocas no comando da Petrobras.

Na abertura da assembleia, que foi realizada em formato on-line, Timbó afirmou que a União não corrobora “com as manifestações meramente opinativas” dos comitês da Petrobras sobre as indicações de Soriano e Castro. E que dispunha de “robustos posicionamentos técnicos” da Controladoria Geral da União e de outros órgãos de governo de que não há conflito de interesse relativo a esses nomes.

Fernando Leite Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), se manifestou contra a decisão de aceitar a indicações recusadas pelos comitês e pelo board.

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“É seríssima irregularidade ratificar os nomes. Há um brutal conflito de interesse entre as funções que esses indicados exercem no governo e os cargos no Conselho de Administração da Petrobras”, disse ele, destacando haver risco de “intervenção espúria” na estatal.

Siqueira chegou a pedir que a assembleia fosse suspensa de forma a impedir que não se pudesse “passar por cima da legislação”, mas teve seu pedido negado. A mesa reconheceu os nomes dos dois indicados na lista para eleição dos membros do Conselho.

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Na última semana, a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) recorreu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedindo que a assembleia fosse suspensa. O órgão regulador do mercado de capitais negou o pedido na última terça-feira.

A Anapetro também se juntou à Federação Única dos Petroleiros para pedir a suspensão da assembleia na Justiça Federal para impedir que o governo eleja os dois indicados que foram recusados pelo comitê de elegibilidade da estatal.

Resultado será judicializado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) considerou a eleição dos nomes indicados pelo governo e reprovados pelos comitês da Petrobras como “descaso com a governança corporativa e abuso de direito do acionista majoritário”, informou em nota.

E vai entrar com ação na Justiça Federal na segunda-feira, pedindo a anulação da assembleia, disse Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

Mário Dal Zot, presidente da Anapetro, disse que permitir a eleição de Soriano e Castro é “um precedente” que não se pode deixar acontecer.

“A nomeação de pessoas passíveis de conflitos de interesses e sem a necessária formação e experiência no setor de petróleo e gás é inadmissível, pois, além de ferir a lei, ficam mais sujeitas a desmandos do acionista majoritário, podendo trazer prejuízos para a empresa a partir de medidas danosas e muitas vezes eleitoreiras”, afirmou.


Fonte: IG ECONOMIA

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