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“Preso político” e “boi de piranha”: Silveira se diz abandonado em “Guantánamo”

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Bolsonarista diz se sentir abandonado pela base do governo; entenda
Duda Sampaio

Bolsonarista diz se sentir abandonado pela base do governo; entenda

deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que teve a manutenção da prisão confirmada em votação na Câmara dos Deputados na semana passada, tem se sentido abandonado pela base do governo Bolsonaro e já começa a chamar sua cela em um batalhão prisional no Rio de Janeiro de “Guantánamo”, nome da famosa prisão militar gerida pelos EUA em Cuba e que ficou conhecida pelos diversos episódios de tortura de presos.

Segundo interlocutores ouvidos pelo jornal O Globo, além do abandono, Daniel Silveira  se vê como “preso político” e lamenta ter sido usado como “boi de piranha” para “apaziguar a relação” entre o Congresso e o STF, já que foi o ministro Alexandre de Moraes, um dos integrantes do Supremo, a ordenar a prisão em flagrante.

Silveira estaria incomodado com a incoerência do plenário da Câmara em aprovar “às pressas” a PEC da Imunidade , com mudanças na Constituição que aumentam a proteção de parlamentares e diminuem as chances de prisão e processos, dias após ter votado por sua permanência em cárcere. Segundo ele, deputados estariam “atuando para se proteger, mas não para protegê-lo”.

Ainda de acordo com a publicação, o deputado bolsonarista  demonstra poucas esperanças em conseguir um habeas corpus para deixar a cadeia, uma vez que não há nenhum aspecto jurídico que a defesa possa utilizar agora que STF e Câmara já se posicionaram contrários ao um possível pedido de soltura.

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Com demissão de Ernesto Araújo, Ricardo Salles pode ser o próximo na berlinda

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Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
Foto: Alan Santos/PR

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles

Após a demissão de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores, Ricardo Salles  pode ser a bola da vez na Esplanada. O atual ministro do Meio Ambiente é criticado desde o início de sua gestão pela política ambiental.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento temporário de Ricardo Salles, sob acusação de “ingerência indevida” após a Polícia Federal ter dito que ele atuou em favor de madeireiros alvos de uma operação que realizou uma apreensão recorde de madeira ilegal em dezembro passado. Para o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado, a atuação de Salles merece a devida atenção do TCU. “A atuação do ministro do Meio Ambiente, na sequência dos acontecimentos, revela um total descolamento das atribuições do cargo que exerce, que deveria se pautar pela defesa do meio ambiente e pela fiscalização de atividades ilegais que resultam em dano ao patrimônio ambiental brasileiro”, disse.

Salles é alvo de duas ações no Supremo que serão relatadas pela ministra Cármen Lúcia  – uma apresentada pelo PDT e outra pelo próprio superintendente da corporação no estado, Alexandre Saraiva. O episódio resultou na queda de Saraiva esta semana e aumentou a contrariedade dos parlamentares com relação ao ministro.

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A saída de Salles tem o apoio do primeiro-vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que chama Salles de “antiministro” e de ser aliado de criminosos. Lideranças do Centrão, grupo de partidos de centro-direita e direita que apoiam Bolsonaro, também têm pedido a cabeça do ministro, que ainda conta com um grupo de apoiadores entre os integrantes da bancada ruralista.

“Ricardo Salles tem muito a explicar para o Congresso. Além de todo o desmonte da política de proteção ambiental construída no Brasil ao longo de décadas, agora precisa também explicar suas ações que levaram o superintendente da Polícia Federal no Amazonas a denunciá-lo pela prática de diversos crimes. Queremos que ele venha ao Congresso para podermos inquiri-lo a esse respeito”, justifica o pedido de convocação o líder da oposição na Câmara.

A pressão contra Salles também vem de fora do Brasil. Isso em carta a Joe Biden, 15 senadores democratas pediram ontem ao presidente dos Estados Unidos que condicione qualquer parceria com o Brasil na Amazônia a uma mudança real na política ambiental para a redução do desmatamento na região.

Fonte: Congresso em Foco

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