Agronegócio

Presidentes da CNA e da FAEB e ministra da Agricultura debatem políticas públicas para o agro

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João Martins

Brasília (27/11/2020) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Humberto Miranda, participaram do painel “O Agro Brasileiro e as Políticas Públicas: Oportunidades e Desafios”, na quinta (26).

O debate aconteceu dentro da programação da e-Agro Bahia – Feira de Inovação e Tecnologia Agropecuária realizada pela FAEB e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O moderador foi o jornalista José Luiz Tejon.

O presidente da CNA destacou que o agro brasileiro deverá alcançar uma safra recorde de 300 milhões de toneladas nos próximos anos e tem um PIB superior a R$ 1 trilhão, mas mesmo assim ainda convive com uma situação de desigualdade, onde mais de quatro milhões de produtores estão à margem da riqueza gerada.

Para João Martins é preciso introduzir tecnologias que tragam eficiência e rentabilidade para esses produtores e o melhor caminho são programas como o Agro Nordeste, que oferece Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) na região. “Já estamos atingindo a meta de 28 mil propriedades atendidas”.

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Outros pontos considerados fundamentais pelo presidente da CNA para estimular o crescimento do setor são a construção de um Plano Plurianual de safra, mais recursos para o seguro rural, a aprovação de uma reforma tributária sem o aumento de carga tributária, regularização fundiária, melhorias para o escoamento da produção e da conectividade no campo, entre outros.

“São políticas simples e mais objetivas. Não temos mais tempo para esperar. Temos que avançar e mostrar ao mundo que produzimos com eficiência e sustentabilidade. Vamos nos tornar o grande país agro do mundo. Temos terra, gente e disposição para isso”, afirmou.

Tecnologia – A ministra da Agricultura reforçou que o crescimento do agro brasileiro nos últimos anos só foi possível graças aos investimentos em tecnologia e à organização dos produtores. Apesar dos constantes recordes em produtividade e exportações, Tereza Cristina entende que é preciso trabalhar com planejamento futuro e alinhada com instituições e com a iniciativa privada para o setor continuar avançando e enfrentar os desafios existentes.

Tereza Cristina

Na visão dela é necessário pensar em ações de longo prazo, aumentar o crédito para os pequenos produtores e estimular políticas de títulos verdes para quem realiza práticas ambientais, aumentar a conectividade, melhorar a logística e incentivar a adoção de novas tecnologias. Tereza Cristina revelou que o Ministério está desenvolvendo um programa de avaliação de solos que permitirá uma difusão ainda maior da agricultura de precisão no País.

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“Precisamos trabalhar cada vez mais com a ciência, com empresas como a Embrapa e com a Assistência Técnica e Gerencial do Senar”, afirmou.

A relevância do programa Agro Nordeste para transformar a vida dos produtores da região por meio de acesso a conhecimento, tecnologia e assistência técnica também foi ressaltada pelo presidente da FAEB. Para Humberto Miranda, o produtor precisa ser tratado como um empresário rural, capaz de gerar renda, riqueza e empregos no campo.

O presidente da FAEB defende a construção de políticas públicas a partir da participação plural entre as esferas federais, estaduais e municipais e acredita que a organização social, em associações, sindicatos e cooperativas, é a base para que os produtores possam interferir “positivamente” nas decisões.

Humberto Miranda

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Fonte: CNA Brasil

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Agronegócio

Colheita motiva busca por capacitação em máquinas agrícolas

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Com o início da colheita da soja e o aumento de oportunidades de trabalho no campo, trabalhadores do interior do estado procuram por capacitação. Até o início de fevereiro, uma turma do Sindicato Rural de Sinop realiza curso de mecânica de tratores, no Centro de Treinamento de Sorriso. No dia 22 de janeiro foi concluída a capacitação em manutenção e regulagem de colheitadeira de grãos.

Edson Cavalheiro de Abreu, 26, concluiu o quarto treinamento pelo Senar-MT e já saiu com uma oportunidade de trabalho garantida. “A vontade de trabalhar com máquinas agrícolas vem desde a época que meus pais trabalhavam em fazenda e depois que conheci o Senar-MT, tive a oportunidade de me qualificar”, explica.

Segundo o engenheiro mecânico e instrutor credenciado junto ao Senar-MT, Eduardo Alvim Cunha, a demanda por treinamento está cada dia mais acelerada. “No curso de mecânica, temos alguns operadores que querem aprender mais sobre o trator, mas a maioria dos alunos está pleiteando vaga em alguma fazenda”, destaca.

Somente no primeiro bimestre, o Senar-MT, em parceria com os 93 Sindicatos Rurais, prevê a realização de mais de 700 ações educacionais. A previsão é que mais de 6.500 pessoas sejam capacitadas até o final de fevereiro, nos mais diversos cursos ofertados no portfólio da instituição.

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Alta Floresta possui 24 atividades programadas. Segundo o presidente do Sindicato Rural, Walmir Naves Coco, a demanda por capacitação está em alta no município. “Já em dezembro tínhamos poucas vagas para os cursos do início do ano. A procura está grande”.

Além do Nortão, a região oeste também possui uma demanda alta de treinamentos neste primeiro bimestre. As cidades de Mirassol D’Oeste e Lambari D’Oeste juntas realizarão 50 treinamentos entre janeiro e fevereiro.

Dentre os cursos mais demandados estão: atendimento ao cliente, classificação de produtos de origem vegetal – soja e milho, confecção de vestuário, inclusão digital rural, produção de derivados, dentre outros. Para participar dos treinamentos basta entrar em contato com o Sindicato Rural do município de residência e conhecer a oferta da região.

Necessário – De acordo com o instrutor credenciado junto ao Senar-MT, Gilmar José da Silva, a capacitação aumenta a oportunidade de trabalhar na época de colheita. “Há pessoas contratadas somente neste período. Se o candidato já tiver a capacitação, terá mais chance”, afirma. 

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Fonte: CNA Brasil

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