Economia

Preço do pacote de figurinhas da Copa do Mundo sobe 567% em 16 anos

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Pacote com cinco figurinhas deverá custar R$ 4, o dobro do valor de 2018
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Pacote com cinco figurinhas deverá custar R$ 4, o dobro do valor de 2018

Pintar o rosto, vestir verde e amarelo, decorar casa e até a própria rua são tradições para entrar no clima da Copa do Mundo. Mas uma delas ficou mais pesada para os ‘brasileirinhos’: completar o álbum de figurinhas da Copa.

Comparando com 2006, o hobby vai ficar 567% mais caro em 2022: esta foi a valorização do pacote com cinco figurinhas desde o seu lançamento no Brasil, durante o evento sediado na Alemanha.

A revista para colecionadores que celebra a Copa do Catar de 2022 teve sua pré-venda anunciada nesta terça-feira e surpreendeu os internautas com preços mais altos. Neste ano, ela custa R$ 12, e cada pacote sai por R$ 4. 

Na última edição, em 2018, o conjunto com cinco adesivos saía pela metade do preço, R$ 2, e o álbum era R$ 4,10 mais barato – custava R$ 7,90.

O valor a ser gasto pelos colecionadores foi subindo ao longo dos anos. Na Copa sediada no Brasil, em 2014, o pacote custava R$ 1 e o álbum R$ 5,90. Em 2010, o conjunto de figurinhas saía por R$ 0,75 e o álbum a R$ 3,90 – mesmo valor de 2006, quando o pacote era R$ 0,60.

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Na internet, o preço foi o assunto principal dos comentários sobre o álbum. Houve quem desejasse “boa sorte” àqueles que querem completar a coleção, e teve gente comentando que está disposto a gastar para cumprir o objetivo.

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Um internauta comparou o valor a ser desembolsado com o álbum da Copa ao salário mínimo de cada ano. 

Juntando dinheiro 

Vinícius Christianes tem 27 anos, e tinha apenas 11 quando começou a colecionar os adesivos dos jogadores na Copa da Alemanha. Ele conta que deixou o hobby de lado por uns anos, mas retomou em 2018 – ano em que conseguiu completar o álbum, que gosta de exibir aos amigos com orgulho.

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O valor mais alto das figurinhas, no entanto, não o assustou: ele já estava se preparando para a coleção desde o começo do ano, quando começou a juntar dinheiro à moda antiga, em um porquinho, com o objetivo de completar mais um álbum. Christianes estima que o cofrinho tenha entre R$ 200 e R$ 300 no momento.

“Mesmo começando a juntar cedo, sei que ainda tenho metade do que vou precisar. Não é o suficiente ainda, mas já adianta muito. Eu espero que valha a pena, primeiro porque pode ser o álbum do hexa, e segundo porque mesmo sendo um valor alto, é uma época única, só acontece de 4 em 4 anos. Eu amo futebol, e Copa nem se fala”, conta o administrador, animado para o evento deste ano.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Dia dos Pais: inflação dos presentes quase dobra em um ano, aponta FGV

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 Inflação do Dia dos Pais quase dobra em um ano puxada pelos serviços e passagens aéreas lideram alta
Fernanda Capelli

Inflação do Dia dos Pais quase dobra em um ano puxada pelos serviços e passagens aéreas lideram alta

Levantamento realizado a partir de 30 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI/FGV IBRE) indicou que os presentes e os serviços mais procurados para o Dia dos Pais subiram em média 12,21%, nos últimos 12 meses. O percentual ficou bem acima da inflação apurada para o mesmo período, que foi de 7,99%, após a deflação recorde apurada pelo IPC-DI para julho (-1,19%). No mesmo período do ano passado, essa mesma cesta acumulava aumento de 6,76%, abaixo da inflação geral daquele momento, que estava em 8,75%.

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O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), Matheus Peçanha, responsável pelo levantamento, salientou essa aparente contradição entre a deflação mensal do índice e os preços crescentes da cesta : “Essa deflação de julho foi extremamente focada em itens bem específicos, principalmente combustíveis e energia, mas o índice de difusão (percentual de itens que subiram de preço) ainda continua acima de 60%, mostrando que a pressão inflacionária ainda está presente e disseminada. Dentro dos itens desta cesta de Dia dos Pais, por exemplo, apenas oito dos 30 itens tiveram queda de preço em julho, dentre eles, ironicamente, as passagens aéreas.”

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A ironia a que se refere o pesquisador reside no fato de que a pesquisa também mostrou que a inflação dos serviços teve a maior contribuição na cesta, subindo 19,82%. E essa alta foi puxada pelas passagens aéreas, cujos preços avançaram 72,78% nos últimos 12 meses. “O fim da temporada de férias aliado à redução nos custos do QAV e do GAV (combustíveis das aeronaves) proporcionaram uma deflação de quase 20% nas passagens aéreas em julho, mas ainda não é o suficiente para compensar a alta acumulada que estava em mais de 100% no mês anterior”, comenta Peçanha. Também na cesta de serviços, o fim das restrições sanitárias permitiu o reajuste desses itens com o retorno da demanda, de modo que hotéis (9,64%), restaurantes (8,99%), e cinemas (8,65%) tiveram aumentos significativos. Em menor nível, excursões e tours (6,09%), teatros (3,79%) e shows musicais (0,13%) também sofreram alta.

Pelo lado dos produtos mais comumente escolhidos como presente, a cesta de 23 bens duráveis e semiduráveis teve um aumento médio de 6,72%. As principais altas vieram do setor têxtil: roupas masculinas (12,69%), calçados masculinos (12,34%), cintos e bolsas (9,48%) e roupas de cama, mesa e banho (9,44%). A alta do algodão na esteira da crise das cadeias globais de valor ao longo desse último ano foi a principal causa desses aumentos.

Outras altas notáveis na cesta foram registradas em material para reparos de residência (11,08%), móveis para residência (10,49%), geladeiras e freezers (9,06%) e ar-condicionado (8,13%).

Var.% acumulada em 12 meses

Itens selecionados Ago/21 a Jul/22 Ago/20 a Jul/21

  • PASSAGEM AÉREA 72,78 64,73
  • HOTEL 9,64 0,19
  • RESTAURANTES 8,99 4,49
  • CINEMA 8,65 0,00
  • EXCURSÃO E TOUR 6,09 1,05
  • TEATRO 3,79 0,00
  • SHOW MUSICAL 0,13 0,00
  • ROUPAS MASCULINAS 12,69 2,76
  • CALÇADOS MASCULINOS 12,34 4,23
  • MATERIAL PARA REPAROS DE RESIDÊNCIA 11,08 12,60
  • MÓVEIS PARA RESIDÊNCIA 10,49 5,06
  • CINTO E BOLSA 9,48 1,12
  • ROUPAS DE CAMA, MESA E BANHO 9,44 8,18
  • GELADEIRA E FREEZER 9,06 5,96
  • AR CONDICIONADO 8,13 4,60
  • MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS 7,21 5,71
  • FORNO ELÉTRICO E DE MICRO-ONDAS 6,27 5,45
  • VENTILADOR E CIRCULADOR DE AR 4,85 5,17
  • DESODORANTE 4,21 3,66
  • PRODUTOS PARA BARBA 3,92 5,74
  • RELÓGIO 3,75 -0,24
  • FOGÃO 3,66 -1,79
  • APARELHO DE TV 3,65 6,74
  • LIVROS NÃO DIDÁTICOS 2,73 -0,95
  • BICICLETA 2,51 6,35
  • COMPUTADOR E PERIFÉRICOS 2,12 3,24
  • APARELHO TELEFÔNICO CELULAR 1,30 -1,21
  • APARELHO DE SOM 1,06 2,43
  • ARTIGOS ESPORTIVOS 0,16 1,90
  • PERFUME -0,68 3,61

Fonte: IG ECONOMIA

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