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Polícia Federal apura repasse de banco a campanha de Dilma

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Curitiba e São Paulo – A Polícia Federal negocia com os donos do Grupo Schahin uma nova colaboração premiada, no contexto das investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba. A atual, do empresário Salim Schahin, um dos donos do conglomerado, foi firmada com o Ministério Público Federal em novembro de 2015.

“Por prerrogativa que lhe é conferida por lei e pela plenitude das atribuições constitucionais investigativas expressamente conferidas à PF, esclareço que serão realizadas tratativas visando a possibilidade de celebração de acordo de colaboração premiada com executivos do grupo Schahin”, afirma o delegado Filipe Hille Pace.

O objetivo agora, de acordo com Pace, é esclarecer pagamentos identificados do grupo para Carlos Roberto Cortegoso, segundo maior fornecedor da campanha que reelegeu a presidente cassada Dilma Rousseff, e para um sobrinho do ex-ministro Delfim Netto.

À Procuradoria, Salim confessou ter concedido, em 2004, empréstimo de R$ 12 milhões para o PT, em nome do pecuarista José Carlos Bumlai. Um dos destinatários do dinheiro, segundo a força-tarefa da Lava Jato, foi o empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André (SP) – condenado por corrupção no governo do prefeito assassinado Celso Daniel (PT). Parte do valor foi usada por Ronan para a compra do jornal Diário do Grande ABC. O caso virou processo criminal, aberto pelo juiz Sérgio Moro.

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Pace relaciona “algumas transferências realizadas pelo grupo Schahin a empresas já investigadas na Lava Jato, bem como a outras que, ao que parece, podem ter sido utilizadas de maneira ilícita”.

Entre elas estão a CRLS Consultoria e Eventos, de Cortegoso, e a LS Consultoria Empresarial Agro Pecuária e Comercial, de Luiz Appolonia Neto, sobrinho de Delfim.

Na disputa à reeleição de Dilma em 2014, Cortegoso recebeu R$ 24 milhões. Ele presta serviços ao PT, principalmente, por sua empresa Focal Comunicação Visual. A outra, CRLS, passou a movimentar valores acima dos declarados. O empresário é réu em processo aberto em São Paulo, resultado da Operação Custo Brasil, que apura desvios em contratos de empréstimos consignados dos servidores federais, por meio do Ministério do Planejamento.

Defesas

O criminalista Guilherme San Juan Araújo, que defende Schahin, informou que não poderia comentar o caso. Márcio Decreci, que defende Cortegoso, disse que também não poderia comentar a investigação. Segundo ele, seu cliente nunca recebeu recursos ilícitos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

Ales tem mutirão contra enfisema pulmonar

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Durante o inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, inclusive aquelas que atingem os pulmões, por causa do resfriamento da temperatura ambiente e da umidade do ar. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), mais conhecida como enfisema pulmonar, é uma das mais perigosas e nesse período tende a registrar maior incidência entre a população. Para diagnosticar essa e outras doenças, foi realizado o Mutirão da Espirometria nesta quarta-feira (10), no andar térreo da Assembleia Legislativa (Ales). A iniciativa foi do deputado Doutor Hércules (Patri). 

A espirometria é um método de prova de função pulmonar. Um aparelho introduzido na boca avalia o fluxo e a quantidade de ar, medindo a capacidade respiratória dos pulmões da pessoa, através da inspiração profunda e sopro durante seis segundos. 

Para o deputado, esse tipo de mutirão deveria se estender para todo o estado. “A intenção de trazer essa cabine é pra fazer um rastreamento para atender a população que não tem acesso a esse tipo de equipamento”, explicou. 

Para o teste de sopro, foi utilizada uma cabine, o aparelho para medir o índice respiratório, um computador com programa próprio para definir o diagnóstico do paciente, além de profissional para realizar o exame. O paciente recebe um relatório com o diagnóstico e, caso esteja com deficiência respiratória, é orientado a procurar um especialista.

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O dispositivo foi criado pela farmacêutica Boehringer Ingelheim e tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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