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Polícia Civil prende suspeitos de traficar entorpecentes em tabacaria de Vitória

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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP), prendeu em flagrante dois homens, de 19 e 44 anos, suspeitos de utilizarem uma tabacaria como fachada para a comercialização de entorpecentes. As prisões aconteceram nessa segunda-feira (25), em Vitória.

Durante levantamentos sobre furtos e roubos a estabelecimentos comerciais no município de Vitória, a equipe policial obteve informações de que um indivíduo estaria vendendo drogas em sua tabacaria, localizada no bairro Ilha Santa Maria, e que também estaria na posse de armas e as alugaria para o cometimento de crimes contra o patrimônio.

“Realizamos uma campana nas proximidades da loja, onde foi possível visualizar que várias pessoas mantinham contato com o dono da tabacaria. O mesmo ia até seu veículo como se pegasse algo no interior do carro e entregasse aos clientes. Por volta de 12h30, o suspeito adentrou em seu carro e deixou a loja, e foi seguido pela equipe policial, que abordou o suspeito quando ele estacionou o carro perto de casa, encontrando em seu bolso uma pequena quantidade de maconha, a qual ele alegou ser para seu próprio consumo”, explicou o titular da DRCC, delegado Gabriel Monteiro.

Os policiais, então, realizaram buscas na residência do suspeito e encontraram duas porções grandes de maconha, balança de precisão e sete frascos de cor transparente, contendo um líquido não identificado. Já na tabacaria, foi apreendida mais uma porção de maconha, e o funcionário, de 19 anos, assumiu a propriedade.

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O dono do estabelecimento e o funcionário foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ambos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV), ficando à disposição da Justiça.

Texto:  Seção de Imprensa e Comunicação Interna (Sicoi)

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Segurança

Dia do Perito Criminal homenageia profissionais que atuam na elucidação de crimes

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Para homenagear os profissionais que atuam na produção de provas materiais, foi instituído o Dia do Perito Criminal, no dia 4 de dezembro. Eles são responsáveis por coletar, analisar e documentar vestígios de uma cena de crime que, para uma pessoa comum, passariam despercebidos. O profissional está presente em todas as fases do processo criminal, desde a coleta de material no local de crime até a emissão de laudos com indicação de autoria do fato delituoso.

Uma pequena mancha de sangue localizada no pedal de um automóvel conseguiu indicar que um homem, de então 36 anos, foi o autor de um homicídio ocorrido no dia 27 de julho de 2020, no bairro Araçás, em Vila Velha. A vítima, que seria a ex-companheira dele, de 29 anos, foi encontrada morta enrolada em um tapete.

A identificação foi realizada pela Seção de Reprodução Simulada e Exames Especiais, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC). De acordo com a perita Oficial Criminal Fabianne de Paiva Cardoso, de 46 anos, que atua na Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) desde 2007, provavelmente, após cometer o crime, ele tinha sangue no sapato que foi transferido para os pedais.

“A perícia foi realizada alguns dias após o crime e utilizamos um reagente químico no carro para verificarmos se teria alguma mancha de sangue. Após analisarmos cuidadosamente, encontramos uma mancha pequena e azul no pedal do acelerador, que poderia ser o sangue da vítima”, contou Fabianne Cardoso.

Após identificar a mancha, a equipe usou um teste específico para sangue humano, que deu positivo. A partir daí, o material foi recolhido e, durante o exame de DNA, foi constatado que o sangue era da vítima.

Além dos casos de homicídios dolosos, a perícia tem também um papel importante na elucidação de outros tipos de crimes e em questões sociais, como na emissão de carteira de identidade, além de análises e exames científicos realizados no local do delito ou em laboratórios.

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Óleo de Girassol

Em julho deste ano, a perita Oficial Criminal Daniela Mendes Louzada de Paula, de 40 anos, foi essencial para apurar o caso de um casal que foi a óbito, após consumirem o produto denominado “óleo de semente de abóbora”, vendido para todo o País pela internet.

Ela, que é formada em farmácia e mestre em Toxicologia e Análises Toxicológicas pela Universidade de São Paulo (USP), entrou na PCES após conhecer uma perita toxicologista, durante a iniciação científica, e trabalha na Seção Laboratório de Toxicologia Forense, da SPTC.

“Neste caso, a perícia constatou que no conteúdo do frasco havia alto teor de dietilenoglicol, um produto altamente tóxico, usado como solvente em diversos processos industriais”, disse Daniela de Paula.

Foi constatado que, no suposto suposto “’óleo”, foram encontrados glicerina e dietilenoglicol. A partir daí, foram desenvolvidas técnicas para determinar a quantidade da substância no frasco. “O permitido é a quantidade de 0,10% de dietilenoglicol nos produtos, mas, durante a análise, foi possível identificar a presença de 13%, 130 vezes maior do que é permitido pela Farmacopeia”, explicou a perita.

Arcada Dentária

Já no dia 08 de junho deste ano, dois imigrantes ilegais da República da Guiné, na África Ocidental, entraram em um navio escondido e desembarcaram em Anchieta, no Espírito Santo. Quando chegaram no município, alegaram para a 2ª Vara de Anchieta que eram menores de idade.

A perita Oficial Criminal da Seção Odonto-médico-legal, da SPTC, Erica Farias de Souza, de 41 anos, foi a responsável pelo exame da arcada dentária. Ela, que atua na PCES desde 2014, sempre pensou em ser perita, se formando em odontologia e fazendo especialização em odontologia legal.

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“A Justiça desconfiou e encaminhou os dois para fazer os exames. Um disse que teria 16 anos e o outro 17. Entretanto, após o exame, realizado no terceiro molar, o siso, foi confirmado que eles tinham mais de 18 anos”, explicou Erica de Souza. No dia 20 de julho, saiu uma decisão da Justiça Federal, que autorizou a repatriação dos dois.

Projetos

Para 2022, está prevista a implantação de duas tecnologias que vão auxiliar e agilizar os processos realizados na Superintendência de Polícia Técnico-Científica. São elas: o Sistema Integrado de Identificação Balística (IBIS) e o Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (ABIS).

O IBIS está em fase de implementação, com previsão de que o período de treinamento comece em fevereiro. O sistema será capaz de capturar imagens digitais dos elementos de munição e armazená-las em um banco de dados. Dessa forma, é possível aumentar a eficiência dos exames de confronto balístico, permitindo ligar crimes cometidos a uma mesma arma de fogo, mesmo se for apreendida anos depois.

Já o ABIS, também está em fase de implementação e será responsável por dinamizar o processo de identificação civil e criminal no Espírito Santo, atuando na emissão de carteiras de identidade, permitindo que o Estado conte com um banco de dados com maior número de informações possíveis sobre as características do cidadão.

Texto: Matheus Zardini

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