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PoderData: Lula tem 52% dos votos entre quem recebe Auxílio Brasil

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PoderData: Lula tem 52% dos votos entre quem recebe Auxílio Brasil
Ivonete Dainese

PoderData: Lula tem 52% dos votos entre quem recebe Auxílio Brasil

O pré-candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva tem 52% das intenções de voto entre os eleitores que recebem o Auxílio Brasil, criado na gestão atual para substituir o Bolsa Família. É o que revela a nova pesquisa PoderData, divulgada nesta quarta-feira (20). O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), aparece em segundo lugar, com 32%.

Na última pesquisa, divulgada há duas semanas, Lula aparecia com 43% dos votos, e Bolsonaro, com 37%. 

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André Janones (Avante) ocupa a terceira posição atualmente, com 6% das intenções de voto entre os beneficiários do Auxílio Brasil. É seguido por Ciro Gomes (PDT), com 5%, e Simone Tebet (MDB), com 3%. Os outros pré-candidatos às eleições de outubro não tiveram menções o suficiente para pontuar.

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Brancos e nulos são 1%, e aqueles que disseram não saber em quem votar são 1%.

Do total de entrevistados, apenas 16% disseram ter recebido o benefício no último mês. Por isso, a margem de erro nesse extrato é de 4,7 pontos, para cima ou para baixo.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados entre os dias 17 a 19 de julho, por meio de 3.000 entrevistas por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-07122/2022.

Em uma tentativa de aumentar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro entre os mais pobres, o governo enviou ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que instaura estado de emergência e autoriza o Planalto a criar ou ampliar programas sociais em ano eleitoral.

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A chamada PEC Eleitoral,  promulgada na semana passada pela Câmara e pelo Senado, aumenta o benefício do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. Uma portaria publicada pelo Ministério da Cidadania no Diário Oficial da União desta quarta determina o início do pagamento do novo valor em agosto.

Fonte: IG ECONOMIA

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MP que autoriza exploração de urânio por empresas privadas é aprovada

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Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares
Divulgação/Eletrobras

Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares

O governo Jair Bolsonaro publicou nesta sexta-feira uma medida provisória (MP) que libera a mineração de urânio para empresas privadas, por meio de parcerias com o setor público. Atualmente, a mineração de urânio no país é feita apenas pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A Constituição Federal diz que compete exclusivamente à União “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados”.

Por isso, as atividades de pesquisa, lavra, enriquecimento, industrialização e comércio de minérios nucleares e derivados são exercidas exclusivamente pela INB. A empresa atua em toda cadeia produtiva: da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica para as usinas nucleares brasileiras.

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A MP permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e empresas privadas para exploração de jazidas de minérios nucleares e também a produção, a conversão e o enriquecimento do material.

O texto publicado nesta sexta-feira permite que a INB firme contratos com companhias para a exploração de urânio em todos os níveis da cadeia e remunere essas empresas com o percentual do valor arrecadado na comercialização do produto da lavra; com o direito de comercialização do minério associado; com o direito de compra do produto da lavra com exportação previamente autorizada; ou outros arranjos definidos em contrato.

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“Com a atualização da legislação, espera-se que a INB, em parceria com o setor privado, aumente investimentos em pesquisa e lavra e a capacidade de produção nacional de urânio”, informou em nota o Ministério de Minas e Energia.

Atualmente, quando o titular de autorização para pesquisa ou de concessão de lavra encontra elementos nucleares associados a uma substância mineral, ele é obrigado a comunicar à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à INB. Caso os elementos nucleares tenham valor econômico superior a outra substância mineral, toda a jazida é incluída no monopólio estatal e o titular perde a autorização de pesquisa ou concessão de lavra. Com a edição da MP, independentemente do valor econômico dos elementos nucleares presentes numa jazida mineral, será possível parcerias entre o minerador e a INB, para o aproveitamento de todos os recursos minerais presentes na jazida.

A MP autoriza ainda que a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBpar) passe a ser controladora da INB. A ENBpar foi criada para controlar as usinas nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu, antes pertencentes a Eletrobras e que não podem ser privatizadas.

“Com responsabilidade socioambiental, a MP busca atrair capital privado e desonerar o contribuinte, gerando emprego e renda para a população e consolidando o Brasil como um porto seguro para investimentos”, afirma o MME.

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O Brasil é dono da sétima maior reserva de urânio no mundo, segundo a INB. São 309.000 toneladas do minério distribuídas entre os estados da Bahia, Ceará, Paraná e Minas Gerais. Porém, o governo estima que as reservas brasileiras sejam ainda maiores, já que menos de um terço do território nacional foi alvo de pesquisas em busca do minério.

Embora estando entre as dez maiores reservas de urânio do mundo, Brasil vem importando tudo o que consome de países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Outros países com grandes reservas são Austrália, Canadá e Rússia.

No Brasil, a exploração desse mineral ocorria na mina de Caetité, na Bahia, a mais de 600 quilômetros de Salvador. A produção nacional parou em 2015 e voltou em 2020. Agora, a INB tenta buscar recursos para voltar a explorar o minério em novas minas na região e em outras áreas.

O urânio é matéria-prima, principalmente, para a geração da energia nuclear. Ele passa por um processo químico, gerando um pó amarelo (chamado de yellow cake), que posteriormente é enriquecido para permitir a geração de energia elétrica nas usinas nucleares. No Brasil, há duas usinas desse tipo em operação: Angra 1 e 2. O governo também tenta concluir Angra 3, em construção há décadas. A Constituição também determina que a energia do urânio só pode ser usada no país para fins pacíficos. Além da produção de eletricidade, a energia nuclear vem sendo utilizada em outras áreas: na medicina, no meio ambiente, na engenharia, na produção de radiofármacos e na agricultura.

Fonte: IG ECONOMIA

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