Política

Plano de saúde: mantida tramitação de PL que ampara inadimplentes

Publicados

em


Os deputados estaduais derrubaram na sessão ordinária híbrida da Assembleia Legislativa (Ales) desta segunda-feira (26) o parecer de inconstitucionalidade da Comissão de Justiça para o Projeto de Lei (PL) 692/2019, de Marcos Garcia (PV). A proposta impede que planos de saúde recusem atendimento de usuários com menos de 60 dias em atraso nas mensalidades. Agora, a matéria volta a seguir a tramitação normal nas comissões.

Veja mais fotos da sessão

Quem primeiro se manifestou sobre a proposição, que era o item 6 da pauta da Ordem do Dia, foi o deputado Marcelo Santos (Pode). Ele pediu aos colegas que votassem contra o parecer do colegiado de Justiça para o debate em torno da matéria se aprofundar. “É uma dificuldade pagar plano de saúde e às vezes por pouco tempo as pessoas não são atendidas”, disse.

Dr. Rafael Favatto (Patri) argumentou que a medida poderia prejudicar médicos que atuam em consultórios menores e que a Agência Nacional da Saúde (ANS) já previa atendimento dentro de um prazo de 30 dias de inadimplência. “Quando o paciente vai a um prestador de serviço de grande porte, como um hospital, pode recorrer para tentar receber do plano, mas a maioria vai aos consultórios médicos, aí fica mais difícil dos pequenos receberem se estiver inadimplente, por isso a carteirinha, que serve para autorização”, explicou.

Marcelo falou que entendia o posicionamento do colega, mas que a proposta tratava de direito do consumidor e que a ANS defendia mais o setor privado do que os cidadãos. “Talvez a gente possa colocar (uma emenda) que é atendimento de urgência e emergência”, sugeriu. Favatto respondeu que poderia ser inserida uma emenda reforçando que o prejuízo deve ser arcado pelo fornecedor do serviço, não pelos médicos.

Euclério Sampaio (DEM) e Janete de Sá (PMN) reforçaram as críticas acerca dos serviços prestados pelos planos de saúde. Ela afirmou que os planos não deixariam de pagar os médicos que atendessem usuários com mensalidades atrasadas porque possuem recursos para garantir casos assim. “Os planos têm um colchão de seis a oito vezes de recursos financeiros para manter o serviço. Se ficar um grupo grande sem pagar por dozes meses eles têm já prevendo esses casos de inadimplência”, ressaltou.

Leia Também:  Conjunto de medidas ajuda a controlar Aids no país

Dary Pagung (PSB), líder do governo no Legislativo estadual, chegou a pedir para que o deputado Marcos Garcia, autor da iniciativa em discussão, pedisse a baixada de pauta, mas os parlamentares decidiram levar a adiante a votação e derrubaram o parecer de Justiça em votação simbólica.

Expediente

Duas novas proposições foram lidas no Expediente para simples despacho e começaram a tramitar na Casa. O PL 511/2020, do Executivo, extingue o Fundo de Desenvolvimento Econômico do Sul do Estado (Fundesul) e transfere ativos e passivos ao Fundo de Desenvolvimento do Espírito Santo (Fundes). A matéria deve ser analisada pelas comissões de Justiça e Finanças.

Já o PL 539/2020, do Capitão Assumção (Patri), trata sobre a proibição da vacinação compulsória contra a Covid-19 no estado. A proposta foi encaminhada para os colegiados de Justiça, Saúde, Defesa do Consumidor e Finanças.

No Expediente Sujeito à Deliberação constava o PL 868/2019, de Enivaldo dos Anjos (PSD), que dispõe sobre a alienação onerosa de armas de fogo aos agentes públicos ativos e inativos, na forma que especifica. O autor, entretanto, pediu a baixada de pauta da matéria. Mais tarde, foi anunciado pelo presidente em exercício, Torino Marques (PSL), que a proposta vai tramitar junto com o PL 536/2020, do Delegado Danilo Bahiense (sem partido).

Confira como ficou a Ordem do Dia:

1. Projeto de Lei (PL) 933/2019, do Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), que regulamenta o §1º do artigo 32 da Constituição Estadual acerca dos atos da Administração Pública Direta e indireta, no âmbito do Estado, onde deverão conter, de forma clara, o nome do órgão público e o valor total pago pela publicidade e sua veiculação. Prazo em Justiça;

Leia Também:  Participação da mulher na vida pública em debate

2. Projeto de Lei (PL) 425/2019, do Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), que dispõe sobre a garantia do direito de remarcação do curso de formação obrigatório para a posse em cargo público, decorrente de concurso público no âmbito do Espírito Santo, para as grávidas e lactantes, independente de previsão expressa no edital ou do momento da gravidez. Prazo em Saúde;

3. Projeto de Lei (PL) 146/2019, do Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), que dispõe sobre a obrigatoriedade do aviso aos pais ou responsáveis das ausências dos seus filhos nas escolas da rede pública de ensino do Estado. Prazo em Justiça;

4. Projeto de Lei (PL) 617/2019, de Capitão Assumção (Patri), que proíbe a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a foice e o martelo, para fins de divulgação do comunismo, e dá outras providências. Arquivado;

5. Projeto de Lei (PL) 685/2019, de Raquel Lessa (Pros), que inclui trecho da estrada que liga a sede do município de São Gabriel da Palha, passando pela Fazenda Ferreira, seguindo pelo Córrego São Pedro até à Rodovia ES-080 no município de Águia Branca no Sistema Rodoviário Estadual. Arquivado;

6. Projeto de Lei (PL) 692/2019, de Marcos Garcia (PV), que proíbe a recusa de atendimento aos conveniados de planos de saúde por inadimplência por prazo inferior a 60 dias no âmbito do Estado. Derrubado o parecer de Justiça, segue a tramitação normal

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Projeto define piso salarial para fisioterapeutas

Publicados

em


Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que atuam no Espírito Santo poderão ter piso salarial de R$ 2.800 para jornada de trabalho de 30 horas semanais. Isso, caso vire lei a medida prevista no Projeto de Lei 559/2020, de iniciativa do deputado Doutor Hércules (MDB), que estabelece ainda reajuste anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Na justificativa da matéria o parlamentar cita o Artigo 7º da Constituição Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais e estabelece, em seu inciso V, o piso salarial proporcional à extensão e complexidade do trabalho exercido.

O autor ainda considera que o desempenho destes profissionais não tem respaldo na proteção aos direitos de remuneração condizente, o que desestimula a formação de novos profissionais, além de sobrecarregar os que estão no mercado.

Doutor Hércules também destaca a relevância do trabalho desempenhado pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, apontando a estressante jornada de trabalho em busca de complementação salarial e consequente cansaço físico e mental, prejudicial à saúde dos profissionais, podendo resultar em risco na qualidade do serviço prestado.

Leia Também:  Comissão ouve Eco101 sobre acidentes na rodovia

Atuação

Conforme informação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), as profissões de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional foram regulamentadas no Brasil pelo Decreto-Lei 938, de 16 de outubro de 1969, período em que aumentava a gravidade das condições de saúde da população por conta da explosão de doenças epidemiológicas.

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) informa que esses profissionais da área de saúde atuam de forma complementar. Enquanto a fisioterapia realiza  movimentos para recuperação funcional, na terapia ocupacional a atividade da vida diária e a prática do paciente são utilizadas para sua reabilitação.

Doutor Hércules enaltece a importância destes profissionais ao observar que “promovem, previnem, recuperam e ajudam na reabilitação da saúde da população, sendo de extrema importância às vítimas de acidente de trânsito e de outros acidentes, aquelas vitimadas por acidentes vasculares cerebrais e outros traumas, às pessoas idosas e portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, bem como àquelas em estado demencial e portadoras de deficiências”, finaliza.

Tramitação

Lida em Plenário no dia 24 de novembro, a matéria segue às comissões de Justiça, Cidadania, Saúde e Finanças para emissão de parecer antes de ser submetida a votação. 
 

Leia Também:  PL permite quitação de débito durante blitz

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA