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Peugeot volta com o motor 1.0. Veja primeiras impressões do novo 208

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Peugeot 208 1.0 vem com rodas de 16 polegadas e pintura preta brilhante nos retrovisores e no aerofólio de trás
Guilherme Menezes/ iG Carros

Peugeot 208 1.0 vem com rodas de 16 polegadas e pintura preta brilhante nos retrovisores e no aerofólio de trás

A Stellantis toma a decisão certa ao apostar suas fichas no Peugeot 208 1.0 para reacender o apelo da marca no Brasil. Ao instalar o motor Firefly do Fiat Argo no modelo da marca francesa, a fabricante passa a ter um modelo com boas condições de brigar com os líderes de vendas no segmento, até pelo preço competitivo.

Com o fim da versão Like 1.6 do Peugeot 208 , chegam as versões Like 1.0 (R$ 72.990) e Style 1.0 (R$ 79.990). São valores que podem parecer altos para um hatch compacto 1.0, mas agressivos se comparados a de alguns rivais como Chevrolet Onix (a partir de R$ 73.820) e Hyundai HB20 , que parte de R$ 74.590.

O motor 1.0 , de três cilindros, é o mesmo do grupo Stellantis , que equipa o Fiat Argo , mas teve de passar por alterações para se adequar à plataforma do 208. Com as adequações e as qualidades do  Peugeot , a marca acredita que vai voltar a ter algo parecido com os dias de glória que teve com o 206 no Brasil no início dos anos 2000.

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Segundo o gerente de marketing e produto da Peugeot , Rafael Filon, “estamos em uma fase de reposicionamento da marca. Queremos nos posicionar como topo de linha, dentro do mercado de 1.0. E 60% do segmento de hatches compactos ainda é composto por carros com motor 1.0. Diante da alta dos combustíveis, notamos crescimento nas vendas dos 1.0”, disse o executivo.

O novo motor 1.0 Firefly instalado no Peugeot 208 recebeu selo ‘A’ de eficiência pelo Inmetro. Na bateria de testes de homologação do órgão, apresentou consumo de 10,4 km/l (etanol) e 11,3 km/l (gasolina) na cidade, bem como 14,7 km/l (etanol) e 16,3 km/l (gasolina) na estrada. Isso com 71 cv e 10 kgfm a 2.000 rpm (gasolina), ou 75 cv e 10,7 kgfm a 2000 rpm (etanol).

Em nossas primeiras impressões Peugeot 208 1.0 Style,  na pista do Autódromo Capuava, no interior de São Paulo, percebemos que o carro entrega razoável agilidade, considerando que se trata de um modelo de baixa cilindrada. Os trechos de subida representaram dificuldade para o rendimento do motor, mas o carro não deixou de ganhar rotações e desenvolver velocidade.

Entretanto, o que mais surpreendeu foi o equilíbrio do 208 Style , mesmo em curvas agressivas e de alta velocidade. O carro é bastante previsível, o que é  importante para a segurança de quem estiver ao volante. A resposta dos freios também agradou bastante, assim como a aderência dos pneus.

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Outro destaque do Peugeot 208 fica por conta dos equipamentos. O maior deles é a central multimídia de 10,3 polegadas, com conectividade para celulares via Android Auto e Apple Car Play, bem como assinatura ‘dente de sabre’ no pára-choque dianteiro com luz de LED em todas as versões.

Na versão Style 1.0 , o Peugeot 208 já vem com carregador por indução, teto solar panorâmico e rodas de liga leve de 16 polegadas pintadas de cinza grafite. Além disso, o modelo conta com pintura preta brilhante no aerofólio traseiro e nas carcaças dos retrovisores.

Pelo menos no primeiro contato, o Peugeot 1.0 Style transmitiu uma boa impressão. Agora resta saber como o carro vai se sair em uma avaliação mais detalhada, com uso no dia a dia. De qualquer forma, estamos diante de um modelo que pode, enfim, incomodar os líderes do segmento. 

Ficha Técnica

Peugeot 208 1.0 Style

Preço: a partir de R$ 79.990

Motor: 1.0, três cilindros, flex

Potência: 71 cv (G) / 75 (E) a 6.000 rpm

Torque: 10 kgfm a 2.000 rpm (E) / 10,7 kgfm a 3.250 rpm (G)

Transmissão: Manual,  cinco marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambor (traseiros)

Pneus: 195/55 R16

Dimensões: 4,06 m (comprimento) / 1,74 m (largura) / 1,45 m (altura), 2,54 m (entre-eixos)

Tanque: 47 litros

Porta-malas: 265 litros

Consumo etanol: 10,4 km/l (cidade) / 11,3 km/l (estrada)

Consumo gasolina: 14,7 km/l (cidade) / 16,3 km/l (estrada)

0 a 100 km/h:  13,4 s

Máxima: 162 km/h



Fonte: IG CARROS

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A mobilidade elétrica ainda precisa ser escrita

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Vagas para carregamento não podem ser a mesma de estacionamento
Arquivo pessoal

Vagas para carregamento não podem ser a mesma de estacionamento

Fala galera, beleza? Gostaria de trazer um texto mais sério esta semana, mas essencial para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. Deixo um apelo para que aproveitem o momento de eleições e tentemos emplacar como proposta de governo. Gostaria de trazer um panorama sobre a legislação brasileira acerca da mobilidade elétrica, tanto em âmbito federal quanto em nível regional.

Que tal começarmos falando da aquisição de um veículo? Em 2015 foi publicada a Resolução nº97/2015, que reduzia a alíquota de 35% para para uma faixa entre zero e 7% de imposto de importação para veículos movidos por motor elétrico. Isso permitiu a abertura de um mercado de veículos elétricos no Brasil.

Em âmbito também nacional, temos algumas normas e resoluções, como a Resolução nº 1.000 da ANEEL, que estabelece as condições gerais de fornecimento de energia elétrica, inclusive serviços de carregamento de veículos elétricos, e a NBR 17019, que determina os requisitos mínimos para carregadores de veículos elétricos.

Em âmbito regional (estaduais e municipais) temos diversas leis que incentivam a mobilidade elétrica, como a isenção de rodízio na cidade de São Paulo, vagas exclusivas no centro de Curitiba e diversos estados que decidiram adotar o desconto ou isenção de IPVA para os veículos elétricos.

Parece que temos uma legislação ampla em relação ao assunto. Entretanto, falta definição de regulamentações mais amplas em relação ao uso das estações de carregamento. Muitos conflitos poderiam ser evitados caso houvesse uma regulamentação clara sobre o assunto.

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Para começar, sou a favor de um cadastro nacional de estações de carregamento de “uso coletivo”. Ou seja, aquela estação que tem como objetivo atender mais de um usuário e que seja diferente da unidade consumidora que fornece a energia elétrica. Hoje não temos uma base oficial, apenas registros de formados de forma colaborativa e coletiva.

Temos a estimativa de mais de 1.300 pontos de carregamento no Brasil, todavia, acredito que a quantidade é ainda maior. Uma base de dados nacional permite a visão real que a mobilidade elétrica já alcançou e colabora no desenvolvimento estratégico para implantação de novos pontos.

Um ponto fundamental para os usuários é a indicação de locais de carregamento em rodovias. Imagine viajar por uma rodovia sem sinal de celular, como localizar um ponto de carregamento até então desconhecido? Nada melhor do que uma placa de posto de serviço tão comum em nossas viagens. Já há símbolos para Posto de Combustível, Restaurante, Hotel, Mecânica, Borracharia, Banco 24h… Por que não temos um símbolo indicando um carregador? Simples, por não ter sido regulamentado ainda.

Atrelado ao desenvolvimento da infraestrutura de pontos de carregamento, precisamos de regulamentação de um item imprescindível para acontecer o carregamento. Não falo da parte elétrica porque essa já está bem regulamentada, mas sim no uso da vaga em si.

Da mesma forma, vejo como algo de suma importância a regulamentação das vagas de carregamento, com regras de uso e respectivas sanções em caso de uso inadequado. Leia-se como vaga de CARREGAMENTO de veículo elétrico algo diferente do que vaga para ESTACIONAMENTO de veículos elétricos.

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Alguns locais já adotam vagas exclusivas para o estacionamento de veículos elétricos ou de baixa emissão de carbono, muito comum em edifícios garagem de empresas que buscam o uso de modais mais sustentáveis pelos seus colaboradores. Entretanto, o objetivo é a regulamentação da vaga de carregamento. Mesmo um veículo elétrico que não esteja carregando estaria impedindo o uso por outros usuários e poderia ser enquadrado nas sanções previstas.

Resumindo, a vaga de carregamento é para carregar e sair, igual a uma vaga de carga e descarga, embarque e desembarque, a famosa vaga do aeroporto de Viracopos “kiss and go” (Beijo e tchau, rsrsrsrs). Não há diferença entre um carro à combustão e um carro eletrificado quando impedem o carregamento, o transtorno é o mesmo, apenas a raiva é maior considerando que você pode pensar que o dono do carro eletrificado poderia ser mais consciente em relação ao uso do carregador.

Tanto a vaga para carregamento quanto a sinalização precisam de regulamentação. E o mais adequado que seja feito pelo CONTRAN, assim já abrangeria todo o território nacional. Lógico que não impediria regulamentações adicionais por municípios e estados, mas acredito ser o caminho adequado através do CONTRAN.

Então, caros leitores, peço uma ajuda para espalharmos a palavra da mobilidade elétrica perante o poder público. Nada que sugeri no texto é de complexa aplicação, mas de valor inestimado.

Conto com cada um de vocês. Até mais…

Fonte: IG CARROS

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