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Petistas capixabas repercutem cassação de Dilma Rousseff

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Para a ex-senadora Ana Rita, não foi comprovado crime de responsabilidade fiscal contra Dilma; já Perly Cipriano afirma que petistas irão às ruas.

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O clima entre os petistas capixabas é de tristeza após o Senado Federal ter cassado o mandato da presidente Dilma Roussef (PT). Na tarde desta quarta-feira (31), depois de seis dias de julgamento, a petista foi destituída do seu cargo por 61 votos a 20 sob a acusação de que teria cometido crime de responsabilidade fiscal. 

Para a ex-senadora Ana Rita, a Constituição não foi respeitada durante o processo que decidiria se a presidente seria, de fato, definitivamente afastada ou não. “Não foi comprovado o crime de responsabilidade. Mesmo assim, o processo caminhou”, comenta ela. 

“É uma vergonha para todos nós. Eu, particularmente, me sinto indignada por já ter passado pelo Senado e termos três senadores golpistas do nosso Estado”, opina Ana Rita, que não deixou de alfinetar Magno Malta (PR), Ricardo Ferraço (PSDB) e Rose de Freitas (PMDB), trio capixaba que votou a favor do afastamento de Rousseff. 

Foto: Rafael Silva
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Para a ex-senadora Ana Rita, a Constituição não foi respeitada durante o processo

Ainda de acordo com a ex-senadora, há discordância no fato do mandato de Dilma ter sido cassado e não ter perdido seus direitos políticos. “Primeiro que (ela) não deveria ter sofrido impeachment. Não se justifica perder os direitos políticos se ela não tem culpa de responsabilidade fiscal”, ressaltou Ana Rita. 

O candidato do Partido dos Trabalhadores a Prefeitura de Vitória, Perly Cipriano, conta que recebeu o resultado do impeachment “da mesma maneira que recebeu o golpe de 1964”. “A democracia foi apunhalada”, resume Cipriano. 

Apesar do resultado, o candidato a prefeito da Capital sugere que os petistas relutarão a reconhecer a consumação do afastamento. “Vai ter uma resistência muito grande. As mulheres, os negros, todas as pessoas estão na luta”, destaca. “Vamos fazer a mais poderosa oposição de todos os tempos”, promete ele. 

Procurado pela reportagem, o petista, ex-prefeito de Vitória e atual secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, João Coser, preferiu não se manifestar. Já a ex-deputada federal e ex-ministra das Mulheres Iriny Lopes não retornou às ligações até o fechamento desta reportagem. 

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fonte http://www.gazetaonline.com.br/

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Política

Estado poderá ter ações de combate à violência nas escolas

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Tramita na Assembleia Legislativa (Ales) o Projeto de Lei (PL) 1.042/2019, do Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos). O texto estabelece uma série de ações para erradicar, em escolas públicas estaduais, todos os tipos de violência, especialmente, as físicas e psicológicas.

“A proposição cria ações permanentes ao Poder Público no combate de violência nas escolas, conscientizando a população, os alunos e familiares sobre a importância do assunto, encontrando soluções para o problema de forma eficaz”, explica o autor na justificativa da matéria.

Segundo a iniciativa, o Poder Executivo vai ficar responsável pela elaboração do conteúdo das ações. O Estado terá que providenciar os subsídios técnicos para a execução, apoiar com estrutura logística e auxiliar na fixação de calendário anual de eventos. Poderão ser realizadas palestras, seminários, publicações de obras informativas e outras atividades extracurriculares.

“É de suma importância que o Poder Público se responsabilize de forma veemente no combate à violência nas escolas do nosso Estado. Infelizmente, atualmente estão virando rotina os casos de violência dentro do ambiente escolar e por esta razão toda ferramenta que ajude nesse árduo combate deve ser utilizada pelos órgãos competentes”, ressalta Pazolini.

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Já a execução das ações vai ser feita pelas próprias escolas. Elas deverão promover pelo menos uma vez por ano um fórum para debater o tema em parceria com instituições de comunidade escolar, como Associações de Pais e Mestres, entidades estudantis e sindicais, Conselhos Tutelares, Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselhos Escolares, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras.

As escolas integrantes das redes públicas municipal, federal e privada poderão integrar-se às ações programadas na forma e nas condições previstas em regulamento. Se o projeto virar lei, a norma derivada vai entrar em vigor 30 dias após a publicação em diário oficial.

Tramitação

O PL está em análise na comissão de Justiça e ainda vai passar pelos colegiados de Cidadania, Segurança, Educação, Proteção à Criança e ao Adolescente e Finanças, antes de ser votado pelo Plenário da Casa.

Legislação

No Espírito Santo já existe legislação com conteúdo semelhante. A Lei 6.566/2001, que teve como base projeto do ex-deputado e atual vereador por Serra Luiz Carlos Moreira (MDB), criou a Campanha Estadual Permanente de Combate à Violência nas instituições de ensino do Espírito Santo.

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