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Perda de olfato pode ser sintoma de coronavírus

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Perder o olfato pode ser um dos sintomas de Covid-19, o novo coronavírus . Na Coréia do Sul, onde o teste de coronavírus é generalizado, 30% dos pacientes com sintomas leves apresentam anosmia, que é a perda de olfato. Médicos da China, Estados Unidos, Irã, Itália e Alemanha também notificaram uma alta em anosmia em conjunto com casos confirmados de coronavírus.

Na Coréia do Sul, 30% dos pacientes apresentaram anosmia arrow-options
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Na Coréia do Sul, 30% dos pacientes apresentaram anosmia


A britânica Olivia Haynes contou que estava há quatro dias com suspeita de  infecção por Covid-19 quando notou que não podia cheirar ou sentir o gosto de nada. Segundo ela, “demorou três refeições para eu notar, ninguém falava que era um sintoma, então não pesquisei sobre”.

O médico e presidente do órgão responsável por cirurgias de ouvido, nariz e garganta, a ENT UK, Nirmal Kumar afirmou que em 48 horas foram notificados mais de 500 pacientes que perderam o olfato. Segundo ele o “sintoma pode ser um indicador vital de que alguém pode estar com o vírus sem saber”.

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A ENT UK e a Sociedade de Rinologia Britânica alertam médicos que tratam pessoas com anosmia para vestir equipamentos de proteção enquanto os trata, para evitar um possível contágio de coronavírus.

Kumar e outros médicos estão alertando as autoridades para adicionar a perda de olfato na lista de sintomas . Ele sente que “é necessário adicionar isto para as regras de isolamento social, porque os jovens saudáveis podem estar espalhando a doença sem saber”.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Enfermeiro se oferece para atender idosos em casa na pandemia do coronavírus

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É momento de seguir isolamento da quarentena para tentar conter o avanço do novo coronavírus no Brasil. Se você é idoso , o cuidado deve ser redobrado, afinal, os mais velhos estão no grupo de risco da Covid-19 . Mas enquanto há tristeza, medo e ansiedade de um lado, há também bons exemplos de solidariedade do outro. 

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Arquivo pessoal/Bráulio Júnior

Júnior em um dos atendimentos à domicílio durante a pandemia do coronavírus

Um deles é a atitude de Bráulio de Paula Silva Júnior, enfermeiro que trabalha na zona oeste do Rio de Janeiro. Com 10 anos de profissão, Júnior sempre atuou com idosos em terapia intensiva e, agora, diante da pandemia, leva seus cuidados à casa dos idosos que devem seguir em isolamento. 

No final da semana passada, o enfermeiro usou as redes sociais para se colocar a disposição de quem morasse em sua região e precisasse de atendimento em casa. Poderia ser para trocar um curativo, por exemplo. Assim, o idoso não precisaria sair e se colocar em risco para ser atendido. Bastava mandar uma mensagem para Júnior. 

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Ele fez os primeiros atendimentos domiciliares no sábado (21) e no domingo (22). Segundo o enfermeiro, “foi bem diferente de trabalhar em um hospital onde há o apoio de uma equipe multidisciplinar. Ali sou eu e o paciente, eu entro na intimidade do dia a dia, conheço a família e me torno parte da rotina”. 

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O profissional ainda ressalta uma mistura de sentimentos após os atendimentos. “Quando sai me senti bem triste, porque vejo o quanto nosso sistema de saúde precisa ser revisado. Essas pessoas que venho atendendo realmente precisam de apoio, muitas delas não possuem nem o material necessário para realizar o curativo de forma correta! Mas me sinto satisfeito em fazer a minha parte e dar a minha contribuição para melhorar, nem que seja um pouco, essa realidade.”

Júnior ressalta que toma todos os cuidados de higiene para não levar qualquer doença ao idoso atendido. Há também uma atenção especial ao coronavírus, claro. “Antes do atendimento pergunto se ele possui algum dos sintomas de coronavírus. Se sim, eu vou mais protegido e recomendo ao paciente usar uma máscara individual”, comenta. 

Para ele, a atitude de se colocar disponível não é mais do que sua obrigação como cidadão e profissional. “Como profissional capacitado me sinto no dever de ajudar quem realmente está necessitando desse apoio nesse momento tão difícil que o país está passando. Tenho certeza que isso não só me tornará uma pessoa melhor, como também um profissional com mais ‘tato’ com a vida de outras pessoas”, afirma o enfermeiro. “Foram quatro atendimentos até agora, mas espero fazer bem mais até essa situação passar.”

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Conversa e conscientização

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Arquivo pessoal/Bráulio Júnior

Nas visitas, o enfermeiro auxilia os idosos com informações sobre a doença

Durante o atendimento domiciliar, o enfermeiro segue uma prática que já é rotina quando está no hospital: conversar com os idosos. “Eles são muito comunicativos, adoram conversar”, comenta. E já emenda com uma dica: “Converse com eles! Pergunte como está o dia, escute o que ele pensa sobre qualquer coisa e também dê sua opinião, ele vai ouvir”. 

Essa conversa também serve como conscientização. Segundo Júnior, os idosos estão assustados com o avanço do coronavírus e ainda se sentem desinformados. “Continuar o tratamento em casa é importantíssimo para eles então aproveito e converso com eles, explicando a situação que estamos passando e dizendo que a única coisa que devem fazer no momento é ficar em casa”. 

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Ele também lembra outros cuidados fundamentais com os idosos. Além de a higiene vir em primeiro lugar, os mais velhos devem se manter bem hidratados, isso ajuda a evitar que se formem feridas na pele já mais sensível pelos efeitos da idade. 

Para os familiares, Bráulio recomenda o isolamento social, mas se precisar sair, que “evite o contato com outras pessoas e superfícies onde há contato geral. Ao voltar para casa, é preciso tomar banho e higienizar mãos com água e sabão ou com álcool gel 70%”. 

Fonte: IG SAÚDE

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