Agronegócio

Pecuaristas atendidos pelo Senar relatam melhoria no desempenho da produção

Publicados

em


Técnico de campo do Senar, Fernando Grosso, e o produtor rural Jairan Alves

“Eu estava sem motivação, pensando até em acabar a atividade. Mas, em doze dias, eu tive um aumento de 195 litros de leite”. Esse é o relato do pecuarista Jairan Alves da Silva, atendido pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar, dentro do programa Agronordeste, no município de Aroeiras, no Cariri paraibano.

O produtor tem quatro vacas em lactação, mas fazia apenas uma ordenha por dia. Ao começar os atendimentos com a ATeG, uma das primeiras recomendações que recebeu foi sobre o manejo, orientando que passasse a fazer a ordenha duas vezes por dia.

“A vaca que estava dando só 16 litros, passou a dar 25 por dia. Durante 30 dias, a gente vai ter um aumento significativo para me dar uma renda maior do que a que eu tinha e que só cobrira meus custos. Antes eu estava trabalhando só para os animais, mas agora vou trabalhar também para mim”, completou Jairan.

Ele é atendido pelo veterinário Fernando Grosso, técnico de campo do Senar, que contou que ao chegar na propriedade, fez um levantamento e encontrou alguns pontos negativos relacionados a nutrição e manejo.

Leia Também:  Quatro amostras de cacau do Pará foram selecionadas para a premiação Internacional Cocoa Awards 2021

“O produtor fornecia uma ração de baixa qualidade, desbalanceada e uma quantidade inferior a necessidade metabólica dos seus animais. Aos poucos, nós fomos corrigindo isso e ele conseguiu diminuir custos e aumentar a produção, quase que dobrando, com a mesma quantidade de animais”, explicou o técnico.

Produtor rural, José Nataniel

O manejo nutricional também está na base dos resultados que José Nataniel tem encontrado depois que passou a ser atendido pelo Senar. Ele é criador de cabras em Amparo, também no Cariri e reduziu quase que a metade o custo com ração, como explica a zootecnista e técnica de campo, Ana Barros.

“Para cada três sacos de soja ele usava um de milho. Só que essa proporção tinha que ser invertida. Hoje usamos um saco de torta de algodão para cada três de milho. Trocamos a proteína porque, embora a soja seja excelente, ela está com um custo que é insustentável para o produtor”, explica Ana.

Com esses ajustes, o custo da ração caiu de R$ 1,90 para R$ 0,93, para o consumo de 800g diárias. O melhor balanceamento também ajudou na produção, que saltou de 16 para 34 litros/dia.

Leia Também:  Criadores de animais capixabas devem atualizar cadastro no Siapec 3

“Graças a Deus, esse projeto veio para nos ajudar a alavancar a nossa caprinocultura de leite. A gente já tinha uma ideia de como trabalhar, mas com a assistência deu uma organizada no nosso curral, com as dicas de formação de ração, manejo sanitário. Só tenho a agradecer”, avalia Nataniel sobre o trabalho do Senar.

Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar-PB
(83) 3048-6050 / (83) 3048-6073
facebook.com/faepasenarpb
instagram.com/faepasenarpb

senarpb.com.br

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

Cultivo do coco vira possibilidade para produtores de Mato Grosso

Publicados

em


O plantio do coco vem ganhando novas regiões de cultivo. Produtores do Sudeste e Centro-Oeste do país estão explorando a cultura com a finalidade de produção de água de coco. Segundo o instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Rafael Reginato Ávila, o cultivo apresenta um grande potencial de exploração.

 “A cultura apresenta uma grande diversidade nas formas de comercialização. O coco é aproveitado de forma industrial através da extração do óleo utilizado na produção de cosméticos, produtos de limpeza, higiene e medicamentos. In natura com o consumo da água e na utilização no preparo de doces e também para confecção de objetos através de sua casca fibrosa”.

Ávila conta ainda que existem três principais variedades de cultivo. “O produtor pode escolher entre gigante, anã e híbrida. É importante que ele se atente aos critérios específicos como estudo do mercado local, potencial produtivo da área e necessidades do público alvo e também se sua propriedade rural atende as necessidades da cultura como solo, clima e questões hídricas”.

Leia Também:  Em 2020, Mato Grosso do Sul exportou 4,8 milhões de toneladas de soja em grãos

O treinamento ofertado pelo Senar-MT em parceria com os sindicatos rurais, possui 40 horas e tem como objetivo ensinar os participantes a fazer o cultivo do coco para consumo, processamento e comercialização, utilizando práticas atuais e de diferentes níveis tecnológicos de produção.

Ingrid Weber, 50, moradora do município de Nobres, aproveitou o curso demandado pelo Sindicato Rural de Rosário Oeste para aprender um pouco mais sobre a cultura. “Além de me interessar bastante pelo cultivo, achei uma boa oportunidade de aprendizado para investir nesse tipo de produção, que ainda falta em nossa cidade”.

A artesã acrescenta que através dos conhecimentos aprendidos no treinamento pretende realizar seu próprio plantio além de repassar as informações para vizinhos e familiares. “Em nosso município necessitamos muito de treinamentos voltados ao cultivo de culturas, até para investirmos mais na agricultura local. Após o treinamento pretendo realizar meu próprio plantio e repassar os aprendizados aos meus filhos e netos. E, caso algum vizinho precise de informações, irei auxiliar também”.

Leia Também:  Organização de oficinas, armazenamento de produtos, uso de EPI’s: Soja Plus traz avanços para propriedade em Dourados
Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

BLOG DO ILAURO

POLÍTICA

POLÍTICA NACIONAL

ECONOMIA

CIDADES

BLOG DO ILAURO

MAIS LIDAS DA SEMANA