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Parque Cultural Casa do Governador é aberto para visitação pública

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A população capixaba já pode conhecer a área onde está instalada a Residência Oficial do Governo do Estado, na Praia da Costa, em Vila Velha. Neste sábado (28), o Governo do Estado realizou a abertura oficial do Parque Cultural Casa do Governador. Durante o evento, foi aberta uma exposição com 21 esculturas de artistas capixabas e de outros estados do Brasil.

A partir da próxima segunda-feira (30), os interessados já podem agendar visitas ao Parque Cultural Casa do Governador, pelo telefone (27) 3636-1032, de segunda-feira a sexta-feira. As visitas são gratuitas e vão acontecer sempre às terças-feiras e quintas-feiras, das 8h às 17h, com o acompanhamento de um mediador do Governo do Estado.

Os três eixos temáticos do projeto – Ambiental, Histórico e Artístico – são explorados nos 93 mil metros quadrados de área disponíveis para a visitação. No eixo Artístico, os visitantes vão poder conhecer as 21 obras de arte, sendo 10 temporárias e 11 permanentes, selecionadas pela Secretaria da Cultura (Secult), por meio de um edital que foi lançado em 2021. O investimento é de R$ 1,3 milhão.

“Estamos fazendo um Parque Cultural à céu aberto com obras de artistas capixabas e de fora do Estado. Teremos exposições permanentes e o local está se transformando em um local sustentável com reutilização de água das chuvas e energia solar. Estamos avançando também na recomposição de espécies nativas. Essa é uma oportunidade a mais para os estudantes, turistas e, especialmente, para toda a nossa população”, afirmou o governador.

Casagrande prosseguiu: “Assim como o Palácio Anchieta, sede do Executivo Estadual, é um monumento da história capixaba, agora o Parque Cultural Casa do Governador será um local de cultura e proteção do meio ambiente. Um projeto diferenciado, pois poucos lugares tem um ambiente lindo e que será um centro de estudo. Teremos ainda concursos para que os artistas tenham a oportunidade de expor suas obras neste espaço.”

O secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, ressaltou a potência artística e histórica que tem o Parque Cultural Casa do Governador. “Primeiro tem o simbolismo do governador abrir ao público a Residência Oficial como um espaço de arte e meio ambiente. O Parque Cultural passará a integrar o nosso circuito de arte contemporânea e uma excelente opção de passeio para os capixabas e para os nossos visitantes. O local está no nosso imaginário e as expectativas do público para essa abertura são as melhores”, pontuou.

A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Cristina Engel, que coordena o projeto junto com a primeira-dama do Estado, Maria Virginia Casagrande, comentou sobre o que o espaço oferece aos visitantes.

“O Parque já tem uma vocação natural em termos de beleza cênica. Então, só isso já é um grande atrativo para conhecer o local. Também tem uma importância histórica pelo fato de ser a Residência Oficial dos governadores do Estado e, dentro desse eixo, o histórico. São muitos pontos que podem ser explorados. Também identificamos um grande potencial para transformar o local em um parque a céu aberto, com a inserção das obras de arte, o que torna o espaço ainda mais enriquecedor. Sem dúvida quem vier ao local ficará encantado com tudo o que o Parque oferece”, explicou Cristina Engel. 

A vice-governadora do Estado, Jacqueline Moraes, também participou do evento. “Os capixabas terão contato direto com as obras de arte, com a tecnologia e muito mais que este Parque irá oferecer. Vila Velha que abriga o maior símbolo cultural e religioso do nosso Estado, que é o Convento da Penha, e agora terá um sonho realizado para muitos com a abertura desse Parque. Porque nós, enquanto agentes públicos, temos que concretizar sonhos”, declarou.

O Parque

A ideia do Parque Cultural Casa do Governador foi concebida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapes) e pela Secretaria da Cultura, com a participação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes).

A diretora-presidente da Fapes também explicou que, além dos aspectos ambientais, históricos e culturais, há um quarto tema que está sendo trabalhado. “Existe um eixo adicional, que colocamos com os demais eixos, que é o tecnológico. Dentro desse conceito, todos os telhados das edificações existentes ou a construir receberão placas fotovoltaicas, cujo resultado será a autonomia do local em termos de energia. Temos uma já instalada que serve somente de demonstrativo de energia renovável, mas em breve as demais também estarão funcionando”, frisou Cristina Engel.

Também no âmbito tecnológico, a diretora-presidente da Fapes destacou que foi desenvolvido um aplicativo gratuito que vai permitir que o visitante aprofunde seu conhecimento, por meio da leitura de alguns QR Codes instalados nas obras de arte e em outros pontos de interesse. “O visitante poderá ampliar as informações, seja em relação aos artistas das obras, aos ecossistemas, à própria residência ou, ainda, curiosidades do lugar”, acrescentou.

Cristina Engel frisou ainda a preocupação do governador Renato Casagrande em tornar a Residência Oficial um espaço aberto ao público. “Logo que assumimos a gestão, o governador me informou que queria tornar o local aberto. Nós pegamos a ideia e a transformamos nesse projeto do Parque. A Residência é isolada das pessoas e, por isso, projetamos torná-la acessível a todos para que a população se aproxime da Residência, do Parque e do Governo do Estado”, disse.

Para elaborar o projeto do Parque Cultural Casa do Governador, duas instituições foram envolvidas, a Ufes e o Ifes, com um total de 21 profissionais, sendo cinco doutores especialistas em diversas áreas e cinco estudantes de graduação. Além da equipe de projeto, também compõe a parceria a Secult, a Secretaria de Inovação e Desenvolvimento (Sectides), o Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER-ES) e a Fapes.

Exposição das obras de arte

Ao todo, 21 obras estão expostas no Parque, sendo 10 temporárias e 11 permanentes. Os artistas são: Ale Gabeira (ES); Tonil Braz (MG); Christina Bastos (ES); Elvys Chaves e Carlo Schiavini (ES); Geisa Silva (ES); Iagor Peres (RJ); Isabela Roriz (RJ); Maria Tereza Aigner & Thiago Sobreiro (ES); Rick Rodrigues & Luccas Martins (ES); Wayner Tristão (ES); Sandro Novaes (ES); Estela Sokol (SP); Julio Tigre (ES); Fernando Velásquez (Uruguay-SP); Fernando Augusto (ES); Narcélio Dantas (CE); Kyria Oliveira (ES); Marilá Dordot (MG); Natan Dias (ES); Bea Martins (RJ) e Alexandre Vogler (RJ)

Conheça as obras expostas no Parque Cultural Casa do Governador:

Obras temporárias

Ale Gabeira (ES)

Ale Gabeira trabalha na criação de instalações cuja função maior é promover a interação com o público. Nascido no Rio de Janeiro, no ano de 1976, o artista manifesta sensivelmente em suas obras o desejo de conexão do espectador com o espaço, a memória e o tempo.

Na obra ‘Eucaliptação’, Ale Gabeira propõe fincar no solo nove postes de eucalipto em formato de canudos. A firmação desses pilares de eucalipto na superfície tensiona o pensamento do espectador à sustentação e ao meio ambiente, que suporta o despejo produzido pela humanidade e evidência, sobretudo, no conjunto de canudos reunidos, reflexões das ações cometidas pelo homem referente à exploração da planta.

Tonil Braz (MG)

Tonil Braz é artista, pesquisador e educador nascido na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Em suas ações artísticas usa habitualmente suportes como escultura, instalação e objeto para dar concretude e subversão ao que normalmente é tido como molde. Em sua pesquisa artística, explora temáticas que abordam fenômenos produzidos pelas narrativas do mundo contemporâneo moderno.

Na obra, ‘Sobre o ontem caminhamos no amanhã’, Tonil Braz expõe o caminhar de uma escultura que é constituída por certo tipo de simbiose entre um corpo humano e uma grade comumente usada na segurança de espaços urbanos. O confronto entre o ser humano e o ferro marca a jornada dos sujeitos rumo ao futuro, assim como sustenta a ideia do indivíduo tornar à natureza mais uma vez. O artista propõe o caminhar do humanoide rumo ao pôr do sol, preconizando o percurso do ser ao horizonte penetrado na natureza à sua volta.

Christina Bastos (ES)

Christina Bastos é artista graduada em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduada em urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da universidade. A multidisciplinaridade de seu processo de pesquisa plástica aponta para as relações entre espectador, o objeto construído e o local de instalação sugerindo reflexões sobre espaço, tempo e a alegoria.

Na obra, “Bosque de casulos”, quinze objetos tramados em corda naval suspensos em troncos de uma árvore criam movimento natural/antinatural como uma imagem de cordões umbilicais, envolvidos nos galhos e troncos. Sensação de proteção e abrigo podem ser incorporados pelos seres da natureza ali presentes.

Elvys Chaves e Carlo Schiavini (ES)

Os artistas desenvolvem pesquisa entre a relação de urbanidade X arte X realidade aumentada, no campo desenvolvido em ambiente virtual.

“GEOESCULTURACIBERNÉTICO” é um objeto, em formato de L, em que é possível enxergar diversas formas e ângulos criados pelas sobreposições em formato ondulado de seus contornos, buscando assim uma quebra de coerência nos limites lógicos da visualidade espacial. Relacionada ainda à pesquisa tecnológica, uma órbita em realidade expansiva ao redor da estrutura será construída proporcionando ao público, por meio do próprio aparelho celular, visualizar um novo ambiente cibernético que irá se alterar conforme mudanças climáticas.

Geisa Silva (ES)

Geisa Silva é artista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e especializada em arte-educação. Em seus trabalhos propõe intervenções urbanas discutindo questões da violência contra o gênero feminino. Também realizou projetos com adolescentes em situação de vulnerabilidade. Experimenta outras linguagens artísticas, como o desenho, gravura e performance, a fim de fomentar diálogos sobre questões filosóficas e sociais.

A obra “Travessia” é uma escultura de “recepção” no espaço do Parque Cultural Casa do Governador, com o intuito de proporcionar ao público um transpassamento na paisagem local. O formato interativo da obra visa a instigar o espectador a criar novas sensações de se relacionar com o espaço, além de criar um próprio percurso expositivo, assim como estabelecer novas conexões com o mundo.

Iagor Peres (RJ)

Iagor Peres pesquisa concepções visíveis e invisíveis ao utilizar materiais orgânicos para tecer relações com o espaço e o tempo. O hibridismo de sua prática artística é elaborado em diversas linguagens, como esculturas, gravuras, telas, videoinstalações, performances e textos. Conceitualmente, reflete em seus trabalhos o comportamento soberano branco-ocidental da sociedade.

“Da frequência no tempo” é uma reflexão sobre as formas das coisas no mundo. Um processo matérico que ocorre no espaço em que estão inseridas e no tempo que se passa. Produz uma pele-material que se esgarça nos contornos retangulares da peça escultórica. O efeito do tempo agirá no material. Na coreografia desenhada pelo tempo, a corporeidade e a materialidade da pele-material vai se transverter aos poucos, para assim refletirmos sobre a agência de um corpo no mundo.

Isabela Roriz (RJ)

Isabela Roriz é artista visual, mestre em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em seus trabalhos, a artista evoca relações que confrontam conexões que são feitas a partir do corpo e do espaço. A artista dispara possibilidades reflexivas ao provocar o espectador a se entender em suas transformações, posições e ações na sociedade.

Na obra, “Bichos Tubulares Mares Internos”, o ser humano e o espaço que originou sua evolução, o oceano. A artista propõe a instalação de duas peças escultóricas flácidas no formato tubular com uma densidade corpórea produzida por elastômeros de silicone, a fim de gerar um aspecto ao corpo humano. A obra também traz um convite ao silêncio, ao olhar interior, à introspecção, à poesia e ao fortalecimento da sensibilidade do espectador, possibilitando uma reflexão para se entender como parte conjunta a natureza.

Maria Tereza Aigner & Thiago Sobreiro (ES)

Na obra “Módulos espelhados”, os artistas propuseram a construção de uma estrutura modular apenas de formas geométricas que referencia o aglomerado urbano e, ao mesmo tempo, fortalecem a possibilidade da interlocução entre arte e cidade. O mobiliário urbano é um convite à interação com o público e tem como objetivo criar reflexões estéticas em relação ao território habitual de cada um.

Rick Rodrigues & Luccas Martins (ES)

“Voar doce lar” é uma instalação com 59 casinhas de passarinhos feitas em madeira e tem como referência as 59 espécies de aves, encontradas em estudo preliminar, na área verde do Parque Cultural Casa do Governador. Em parceria com produtor musical Lucas Martins, a instalação ainda propõe uma ambiência sonora, que dedica dez melodias a dez espécies de pássaros, gravadas in loco em performance com o instrumento musical handpan.

Wayner Tristão (ES)

Artista multimídia, diretor de audiovisual e com doutorado em artes visuais. “Maré cheia (O mar sempre volta)” é uma escultura em formato de onda construída com entulhos de casas em ruínas causadas pelo avanço do mar sobre a cidade. Dessa forma, o artista expõe um debate sobre espaço arruinado e as possíveis formas de reconfiguração.

Obras permanentes

Alexandre Vogler (RJ)

Alexandre Vogler é artista que desenvolve trabalhos em contexto público individualmente e coletivamente. Em suas obras há uma investigação sobre como ativar e propagar energias essenciais à vida, por meio de construções instalativas-ambientais.

A obra “Macas” é composta de um conjunto de oito esculturas em formatos de macas que se expandem pela área do Parque de Esculturas. O mobiliário é ativado pela vegetação cultivada no espaço ao entorno. As macas são pensadas e planejadas ergonomicamente para que o público se apoie sobre elas e usufruem e experimente de seus benefícios terapêuticos.

Bea Martins (RJ)

Beatriz Martins propõe em seus trabalhos o diálogo entre indivíduo e ambiente urbano por meio de objetos escultóricos que compõem a paisagem. Nas intervenções tridimensionais de grande e médio porte construídas no espaço da cidade, a artista pensa o próprio espaço arquitetônico como matéria-prima, por meio de manipulações de pesos e volumes, para criar um novo significado e expressar novas reflexões entre lugar, convívio e contemplação.

Na obra, “FONTE”, percebemos a relação entre arquitetura, monumento, arte e paisagem.

Natan Dias (ES)

Natan Dias constrói, a partir da materialidade do ferro, geometrias, objetos e instalações, com o intuito de elaborar em sua pesquisa as tecnologias dos metais.

A escultura “Movimento à Tecnologia” possibilita ao espectador refletir sobre as travessias das pequenas e grandes embarcações que passam pela baía de Vitória e imaginar através dos “cortes” imaginários desenhados por elas na paisagem, os ritmos urbanos que perpetuam o nosso cotidiano. A obra dá continuidade a uma série de investigações realizadas pelo artista entre o desenho, a técnica e a matéria, atravessados por suas vivências pessoais e afetivas.

Marilá Dordot (MG)

Marilá Dordot pesquisa as possibilidades da linguagem em meios instalativos. Suas obras trazem títulos e referências a obras literárias e filosóficas, em conjunto com objetos no espaço.

Na obra proposta para o Parque de esculturas, Marilá Dordot pretende revisitar a antiga instalação, “Pensamento do Fora”, criada em 2002 pela artista para o Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. “Pensamento do Fora (revisitado)” é uma instalação com sessenta placas de sinalizações para jardins que estão dispostas por todo o Parque. As placas deixarão de lado as típicas frases informativas para dar lugar a citações de livros de autore(a)s mulheres, LGBTIQA+, negras, negros, indígenas, publicados ou reeditados no Brasil nos últimos vinte anos.

A artista pretende provocar no público novas percepções sobre si mesmo e o espaço ao seu entorno por meio de uma instalação delicada e poética que subverte o uso comum de placas em um espaço público. Incentiva também a leitura pelas citações literárias presentes nas placas, que poderão ser aprofundadas com a consulta dos livros desses autores.

Kyria Oliveira (ES)

Kyria Oliveira investiga a imagem-passado de espaços em diálogo com o presente, tendo como tema recorrente em sua produção a relação de ambiente x morador. É formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e foi premiada na XXI Bienal Internacional de Cerveira, em Portugal.

“Vestígios” é uma escultura em aço corten e suas formas orgânicas dialogam com os inúmeros formatos/desenhos produzidos pela ação do tempo nas paredes de um antigo prédio no centro histórico de Vitória, adquirido por Kyria Oliveira, que atualmente é o seu ateliê. A busca pela simbiose entre a matéria e o pensamento, o velar e o desvelar, o único e o múltiplo, fazem parte da exploração poética e plástica da artista em busca da reflexão sobre a memória e o tempo, que se relacionam diretamente com a obra.

A procura da artista em refletir a ação do tempo sobre um espaço/casa dá origem a camadas na obra que aguçam o olhar do espectador para dentro da escultura, em um contraponto entre o material e o subjetivo, entre o peso e a leveza, entre o cheio e o vazio.

Narcélio Dantas (CE)

Narcélio Dantas é artista visual e músico. “Estação” é uma estrutura escultórica sonora. Além do caráter sonoro, a escultura também traz aspectos visuais e cinéticos, tanto nos movimentos gerados por força motora, quanto em sua forma estrutural e estética. Seu ritmo de rotação gera efeitos ópticos e a composição formal e de cores criam uma livre interação com o público.

Fernando Augusto (ES)

Fernando Augusto é artista plástico e docente na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Em seus trabalhos, o artista pesquisa desenhos com cargas expressivas e paisagens que dialogam com o subjetivo do espectador. Sua produção é baseada em desenhos de larga escala, murais e livros de artista.

“Mangue” tem formato de um tronco de árvore fazendo referência às raízes das vegetações, que ficam na parte superior de um mangue. Partindo de três ideias conceituais, a árvore como escultura, tendo como identificação a paisagem brasileira como perspectiva de criação; o diálogo com trabalhos de artistas contemporâneos, como Frans Krajcberg, Giuseppe Penone e Louise Bourgeios; e a experiência da poética de seus desenhos paisagísticos.

A escultura busca chamar atenção para o próprio local onde está fixada, além de avançar uma pesquisa sobre a prática do desenho bidimensional para a tridimensionalidade, tratando o mesmo objeto das paisagens, a árvore, com uma identificação, a árvore-mangue, como assunto capaz de exprimir questões da nossa cultura e do meio ambiente, o elemento estrutural para a obra.

Fernando Velásquez (Uruguay-SP)

Fernando Velásquez é artista e curador. Na obra, “Iceberg [Antropobsceno]”, o artista propõe uma intervenção de grande escala no espaço do Parque de Esculturas, e um espaço ritual e intimista que convida o espectador a refletir sobre a relação do homem com a natureza. Partindo de duas experiências que dialogam com o interior e o exterior da escultura, o artista busca entender e expressar as sensações geradas nos seres humanos ao se depararem com um iceberg à vista, este grande bloco de gelo de proporções gigantescas que demonstra a limitação do homem perante a natureza.

Julio Tigre (ES)

Julio Tigre é artista plástico formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Sua produção tem ênfase na escultura, instalação, vídeo/instalação e desenho.

A obra “Capilares” consiste em três mil peças de cerâmicas em formato curvado, a fim de criar uma experiência contemplativa aos olhos do espectador, no momento em que a relva presente no local se encontra e toca com as peças ao chão. O artista relaciona também a natureza horizontal do local expositivo às várias possibilidades de visualização da obra, incluindo aérea.

Estela Sokol (SP)

Estela Sokol investiga a luz e a cor como elementos principais para a composição das obras. A artista produz esculturas, pinturas e fotografias. Seu trabalho faz parte de importantes coleções de arte, como a da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, da Embaixada do Brasil em Londres.

“POENTE” é um objeto escultórico de grande escala feito à base de resina e fibra de vidro, com qualidades fotoluminescentes e placa solar. A obra tende a criar uma interação com todos que irão transitar no espaço. A artista pretende com o objeto escultórico discutir, para além de questões ligadas à arte, questões, como sustentabilidade e tecnologia. As relações com as cores são o grande ponto chave da obra, em uma relação com a forma e a luz nos momentos de transição entre o dia e a noite, o objeto ganhará diferentes cores e tons todos os dias. “POENTE” ativa e explora múltiplas experiências pictóricas e possibilidades de visualidade por meio das luzes naturais que iluminam os períodos dos dias e noites.

Sandro Novaes (ES)

Sandro Novaes procura tecer diálogos entre o desenho, escultura e instalação. Em sua produção, o artista investiga as questões relacionadas com a percepção do tempo, espaço e imaterialidade.

“Aurora” é uma escultura de grande escala em formato esférico, que emerge do solo e realiza um espetáculo óptico por meio das sombras e reflexos atravessados pela luz do sol e da lua. A obra segue a ideia dos movimentos da arte minimalista, arte cinética e op-art, a fim de criar um novo sistema visual. A ideia da escultura se organiza nas centenas de peças com diferentes direcionamentos unidos. A relação com essa forma de pensamento se alinha à ideia de sujeitos que, em congruência, se reúnem em favor de um bem maior: uma democracia efetiva e saudável.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843

Assessoria de Comunicação da Fapes
Samantha Nepomuceno
(27) 3636-1867
[email protected]

Assessoria de Comunicação da Secult
Aline Dias / Danilo Ferraz / Erika Piskac/ Jória Scolforo
(27) 3636-7111 / 99753-7583 / 99902-1627
[email protected] / [email protected]

Fonte: Governo ES

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Vila Velha vai receber novas obras de macrodrenagem e investimentos na saúde

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O Governo do Estado segue realizando o maior investimento da história no município de Vila Velha. Nesta sexta-feira (01), o governador Renato Casagrande inaugurou o Sistema de Bombeamento de Águas Pluviais da Grande Cobilândia, além de realizar a assinatura da Ordem de Serviço para obras de construção da Galeria-dique e do Parque Linear do Canal Marinho, incluindo sistema de comportas e construção de galeria de águas pluviais na Avenida Carlos Lindemberg.

Durante a agenda oficial, o governador fez ainda a entrega das quadras poliesportivas da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Francelina Carneiro Setúbal e da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Professor Agenor Roris. Além disso, foram anunciados investimentos em equipamentos e aprimoramentos na Atenção Primária à Saúde do município, como a construção de três Unidades Básicas de Saúde nos bairros de Novo México, Paul e Rio Marinho.

Macrodrenagem

O governador Renato Casagrande inaugurou o Sistema de Bombeamento de Águas Pluviais da Grande Cobilândia, que é constituído pelas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (EBAPs) Cobilândia e Marilândia, além da Galeria Marilândia. O investimento do Governo do Estado é da ordem de R$ 42 milhões. 

“Eu sei que a população da Grande Cobilândia está feliz, mas eu estou muito mais por acionar essa Estação de Bombeamento. O trabalho que estamos fazendo nessa região simboliza um novo tempo. Existe um antes e o depois desses nossos investimentos, que estão mudando a vida das pessoas. São mais de 400 milhões de reais para macrodrenagem em Vila Velha. E temos a certeza que vamos melhorar a vida de muita gente que sofreu até hoje. Essas pessoas vão viver um tempo novo e isso nos orgulha em estar na vida pública”, afirmou o governador.

Cada estação de bombeamento terá capacidade de bombear 36.000.000 litros/hora, totalizando 72.000.000 litros/hora. Ambas estações foram projetadas para terem suas capacidades de bombeamento ampliadas para 54.000.000 litros/hora, o que soma 108.000.000 litros/hora como capacidade máxima do sistema. 

A Galeria Marilândia tem extensão de 1.000 metros, seção de 6,0 x 2,0 metros, e tem por função interligar as duas estações de bombeamento, funcionando como reservatório de acumulação das águas de chuva, aumentando a eficiência de bombeamento. Essas estações auxiliarão na drenagem das águas da bacia do Rio Aribiri, beneficiando a região da Grande Cobilândia, Alvorada, Alecrim, Primeiro de Maio, Santa Rita e Ilha da Conceição.

O governador autorizou ainda o início da construção da Galeria-dique e do Parque Linear do Canal Marinho. A obra vai aumentar a capacidade de drenagem do canal e escoamento mais eficiente das águas para a EBAP Marinho, de onde serão bombeadas para a baía de Vitória. Além disso, o equipamento será de extrema importância para conduzir as águas provenientes do Córrego Campo Grande para a baía de Vitória, sem transbordar suas águas para os bairros lindeiros. O investimento é de R$ 57 milhões.

Com investimento de R$ 12 milhões, serão construídos passeios e ciclovia bidirecional, com extensão de 3,1 quilômetros, interligando a Rodovia Leste-Oeste à Av. Carlos Lindemberg, proporcionando maior mobilidade aos moradores e usuários de toda essa área de abrangência. Junto à galeria-dique, será construído um parque linear totalmente arborizado, no trecho compreendido entre as EBAPs Cobilândia e Marilândia, que abrigará quadras esportivas, academia popular, playgrounds, pista de caminhada e bancos.

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Ainda serão executadas galerias de drenagem nos bairros Cobilândia e Rio Marinho, objetivando conduzir as águas pluviais que hoje escoam para o Canal Marinho diretamente para o Rio Aribiri, onde serão bombeadas pelas EBAPs Cobilândia e Marilândia.

Outra importante intervenção que será executada é o sistema de comportas, que será implantado na confluência do Córrego Campo Grande com o Canal e o Rio Marinho, com a função de controlar o volume de água que escoa para estes, direcionando as águas do Córrego Campo Grande para a EBAP Marinho ou Laranja. Todo esse controle e direcionamento das águas será feito por sensores de níveis, localizados ao longo dos canais, controlados e operados remotamente pelo Centro de Controle de Operações do sistema de drenagem do município de Vila Velha.

Além disso, serão executadas as obras de drenagem e urbanização do Canal Guaranhuns, com investimento de R$ 29 milhões. As intervenções serão constituídas de galerias abertas e fechadas, bem como desassoreamento e retificação do Canal Guaranhuns, além da construção de passarelas e urbanização ao longo do mesmo, aumentando sua capacidade de drenagem, retirando pontos de estrangulamento e construindo locais de lazer. 

Também foi anunciada a contratação da empresa para construção de galerias no bairro Aribiri, com investimento de R$ 7,3 milhões.  As galerias projetadas têm a função de ampliar a capacidade de drenagem do Canal da Travessa Belas Artes, bem como proporcionar melhorias na mobilidade urbana, visto que a sua construção com seção fechada permitirá o aumento da largura desta travessa. As obras compreendem a construção de 1.018 metros de galerias fechadas, com largura variando de 2,00 a 3,00 metros.

“Historicamente, a cidade de Vila Velha sofre com alagamentos e os motivos são muitos. Boa parte do município está abaixo do nível do mar e o escoamento das águas sofre influência da maré. Os investimentos demonstram o trabalho do Governo do Estado para mitigar o problema, tanto que o município concentra o maior número de obras nessa área de toda a história. O objetivo é diminuir a possibilidade de alagamentos durante tempestades torrenciais, como as que já aconteceram por várias vezes. Vamos trabalhar de forma intensa para finalizar as entregas para a população o mais rápido possível”, acrescentou o secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Octavio Guimarães.

Mais investimentos

Na área da Educação, o governador realizou a entrega das quadras poliesportivas da EEEFM Francelina Carneiro Setúbal, no bairro Coqueiral de Itaparica, e da EEEM Professor Agenor Roris, em Praia de Itaparica. O valor total dos investimentos é de R$ 4,7 milhões. As quadras são destinadas à prática de futebol de salão, basquetebol e voleibol, e foram construídas com telha termo acústica e fechamento lateral, que minimizam a incidência de luz, garantindo maior conforto térmico. Ambas as quadras contam com arquibancada. Um total de 2.226 são atendidos pelas duas unidades de ensino.

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“Essas quadras ficaram lindas e agora os alunos têm uma escola mais estruturada. Temos escolas nessa qualidade em todo o Estado. Nós acreditamos que é através da educação que vamos diminuir a desigualdade. Com nossos alunos aprendendo a ser cidadãos, convivendo com pessoas e pensamentos diferentes, mas vivendo em harmonia. A escola é um local também para aprender a viver em sociedade. Quando investimos em infraestrutura, como salas de aulas, laboratórios e quadras, queremos que o aluno permaneça na escola. Temos o melhor Ensino Médio do Brasil, mas queremos ser os melhores em todos os níveis”, pontuou Casagrande.

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, comemorou as entregas do Governo do Estado no município. “Quando sonhamos grande, realizamos grande. Como são as obras que entregamos hoje. O sonho do governador, assim como o meu, são maiores do que esses dois ginásios. Nós sonhamos juntos em terminar os alagamentos de Vila Velha”, disse

O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, lembrou que as quadras foram construídas em parceria com o Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo (DER-ES). “O DER-ES tem nos ajudado muito com as melhorias da nossa Rede Física escolar. Não somente as quadras, assim como os professores e todos profissionais das escolas contribuem, cada um do seu modo, para a melhoria da qualidade da educação”, declarou.

Na área da Saúde, foram anunciados novos investimentos de R$ 12,7 milhões em equipamentos e aprimoramentos na Atenção Primária à Saúde (APS) do município de Vila Velha. Durante a agenda oficial, foi assinado o repasse para a construção de três Unidades Básicas de Saúde nos bairros de Novo México, Paul e Rio Marinho. A ação faz parte do Plano Decenal SUS APS+10, estabelecido pelo Decreto Nº 5010-R de novembro de 2021.

Foram entregues ainda dois novos veículos que serão utilizados para o transporte sanitário da região. Com o investimento de R$ 526 mil, o intuito é garantir maior segurança, conforto e acesso aos pacientes que utilizam os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os veículos do tipo van, com capacidade para transportar até 16 passageiros, fazem parte do contrato de aquisição estadual no valor de R$ 23,4 milhões para aquisição de 89 vans.

O governador Renato Casagrande e o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, realizaram ainda a entrega de sete câmaras de refrigeração ao município, sendo seis com capacidade de 500 litros e uma de 1.500 litros. O objetivo é aprimorar e equipar as salas de vacinação, proporcionando atendimento com maior qualidade à população.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo
Giovani Pagotto
(27) 98895-0843

Fonte: Governo ES

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