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Parlamentares pressionam Guedes por prorrogação do auxílio emergencial

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Impasse com Bolsa Família deixa ministro da Economia na mira do Congresso
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Impasse com Bolsa Família deixa ministro da Economia na mira do Congresso

Faltando apenas 18 dias para o auxílio emergencial chegar ao fim, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem sendo pressionado cada dia mais para prorrogar os pagamentos do programa. Isso porque a solução apresentada por ele, o Auxílio Brasil, segue empacada.

O Estadão informa que auxiliares do ministro negaram a possibilidade um novo crédito extraordinário, o que possibilitaria que as despesas ficassem fora do teto de gastos (a regra prevista na Constituição que fixa um limite anual de despesas com base na variação da inflação).

O secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, por exemplo, teria deixado claro em encontro fechado que não assinará uma prorrogação do auxílio. Sem sua assinatura, é impossível que o programa avance. 

Já Guedes falou na terça-feira (12) à TV norte-americana Bloomberg e disse que pode  prorrogar o auxílio emergencial caso surja uma nova variante da Covid-19. No entanto, fez questão de ressaltar que, até então, não é esse o cenário.

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Pressão

O impasse com as duas fontes de recurso para financiar o Auxílio Brasil continua. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e a reforma do Imposto de Renda não avançaram neste mês. Segundo cálculos da pasta da Economia, o espaço no Orçamento seria de R$ 50 bilhões, mas o Palácio do Planalto e lideranças do Centrão querem mais.

Além do aumento do Bolsa Família, de R$ 190 para R$ 300, os parlamentares cobram a criação de um   “vale-gás” para a população de baixa renda.  Cerca de 14,6 milhões de pessoas seriam beneficiadas em pleno ano eleitoral, já que o programa deve durar 15 meses. A ala política do governo está preocupada que o elevado preço do gás afete sua popularidade.

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Segundo o Estadão, técnicos da Economia tratam esse cenário de aumento do gasto público como “das trevas”. 

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Para completar, o ministro da Economia está enfraquecido após as denúncias que  mantém uma empresa offshore no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Seu depoimento em convocação à Câmara e Senado será mais uma tentativa de pressioná-lo contra o Congresso. 

Plano B

Existe um “plano B”em discussão no Congresso caso as reformas de Guedes não avancem. Parlamentares discutem a criação de um auxílio temporário com prazo de até dois anos. Os recursos seriam excluídos do teto de gastos. 

Economistas alertam para a possibilidade do “pacote de irresponsabilidade fiscal” elevar ainda mais o dólar e deteriorar os índices de confiança na Economia. No entanto, segundo o Estadão, o Ministério da Economia aprova a criação desse auxílio temporário, inclusive para incorporar o “vale-gás”, desde que as despesas fiquem dentro do teto de gastos.


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Caminhoneiros prometem greve em novembro se governo não baixar preço do diesel

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Caminhoneiros prometem greve em novembro se governo não baixar preço do diesel
Reprodução/CNN

Caminhoneiros prometem greve em novembro se governo não baixar preço do diesel

Alguns  grupos de caminhoneiros prometeram, após reunião no Rio de Janeiro, uma nova paralisação a partir de 1º de novembro caso suas reivindicações não sejam atendidas pelo governo federal, entre umas das principais está a queda do preço do diesel. No encontro, associações de motoristas decidiram declarar “estado de greve” de 15 dias caso as reinvidicações não sejam ouvidas. As informações foram publicadas pelo ‘portal uol’.

Além da reivindicação para diminuir o preço do diesel, os caminhoneiros reivindicam também a “defesa da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete” e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

“Ficou decidido que vamos dar 15 dias para o governo responder”, declarou Luciano Santos Carvalho, do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

“Se não houver resposta de forma concreta em cima dos direitos do caminhoneiro autônomo, dia 1º de novembro, Brasil todo parado aí”, completou, em um vídeo feito após a reunião no Rio e que já circula pelas redes sociais.

A greve não é apoiada pela Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros). Os grupos de caminhoneiros autônomos têm ensaiado novas paralisações desde o primeiro semestre, em meio a reivindicações de direitos para os motoristas independentes e diminuição do preço do diesel.

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