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Papel do Flamengo é liderar e não ser lobo de outros clubes

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“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Marcos 8:36

A vocação para a glória que faz do Flamengo um dos maiores clubes do mundo não pode ser confundida com arrogância e prepotência.

Este outro patamar onde o clube se encontra em relação a demais agremiações deve servir não apenas para levantar taças, mas também novos conceitos que atendam ao Flamengo e a todo futebol brasileiro.

De que serve ser uma superpotência futebolística e financeira se ao seu redor outros clubes de iguais tradições e histórias morrem com os cofres vazios?

A história linda do rubro-negro carioca não foi construída apenas de épicos embates contra Liverpool ou Boca Júnior. Nosso caminho de campeão foi trilhado ao longo do tempo contra o América, contra o Bangu, o Olaria, o Volta Redonda… e, claro, contra os três grandes do Rio de Janeiro.

É preciso que esses clubes, ou a maioria pelo menos, continuem vivos, e é tarefa do Flamengo ajudar nisso, colocando-se como um líder e facilitador de novos entendimentos comerciais que favoreçam a todos. Não igualmente, claro, mas proporcionalmente ao tamanho de cada um.

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Não com a soberba do presidente Rodolfo Landim, que a cada atitude que tem se coloca para o futebol brasileiro como um novo Eurico Miranda, mas com a humildade e seriedade do ex-presidente Bandeira de Mello que mostrou para nós que administrar é muito mais que apenas levantar taças.

Na gestão passada o rubro-negro deu exemplo pagando suas dívidas, limpando seu nome,  construindo uma nova relação com o torcedor e fazendo gestão honesta e transparente para criar confiança em investidores, estabelecendo assim patamares sólidos para que hoje chegasse aonde chegou.

Ao estabelecer uma nova relação com a Rede Globo, peitando seus interesses que nem sempre são favoráveis aos clubes, o Flamengo de agora ensina um novo caminho que pode gerar muitas coisas boas, não só do ponto de vista financeiro.

Uma delas é colocar fim ao nefasto horário estabelecido pela emissora para transmitir jogos durante a semana: religiosamente após suas telenovelas, lá para quase 22hs, horário em que pobres mortais trabalhadores já estão sonhando com o trânsito das 4hs da madrugada. Uma transmissão feita pelo próprio canal do clube, quando este for mandante, pode ter um novo horário mais adequado à realidade de um trabalhador e sem a ditadura televisiva.

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São pequenos passos a serem conquistados ao longo dos anos, mas não há dúvida de que o Flamengo se coloca como grande artífice desse novo momento pela grandeza de clube que se tornou. Pode-se, e deve-se, estar em um patamar acima dos demais, mas é bom para todos que os clubes tradicionais estejam igualmente fortes para que a velha rivalidade sobreviva.

Por isso cabe ao Clube Regatas Flamengo liderar esse processo pela força que tem. O rubro-negro será decisivo no novo formato do Campeonato Carioca do ano que vem. É preciso pensar em si, mas sobretudo ajudar agremiações menores.

O papel do Flamengo é ajudar a estabelecer um novo patamar para o futebol Carioca e Brasileiro, sem deixar de ser forte, mas sem se tornar o lobo de outros clubes. De que adianta ganhar o mundo e ver rivais próximos morrerem e levarem para seus túmulos as tradições e as histórias  que tão bem fazem ao futebol…. e ao Flamengo?

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Dever cumprido e gratidão – Por Flávia Cysne

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Nesta sexta-feira (1º) me desligo da função de gerente regional Sul da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendorismo (Aderes).

Mas não posso me despedir sem compartilhar com os amigos e empreendedores que estiveram conosco neste tempo a importância do trabalho que realizamos, com o olhar sempre voltado para o desenvolvimento regional.

Todas as nossas ações foram no sentido de promover o crescimento das regiões de forma descentralizada, como é o desejo do governador Renato Casagrande e recomendam as melhores práticas de gestão.

Isso é importante para que nenhuma região seja excluída das ações que promovam crescimento e a valorização das potencialidades e do talento dos seus moradores.

Trabalhamos com o apoio de dados coletados por especialistas em várias frentes. Um esforço coletivo que já está dando frutos.

Nesse período em que estivemos à frente da Aderes na regional sul o Governo do Estado apoiou mais de 60 feiras. Demos suporte a aproximadamente 1500 empreendedores gratuitamente para que participassem desses eventos e pudessem expor seu produtos.

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Nesse mesmo período nosso orçamento saltou de R$ 12 para R$ 24 milhões, sempre com o objetivo de fomentar o empreendedorismo.

E tenho que compartilhar com vocês. Essa caminhada foi de grande aprendizado e fico feliz com as parcerias construídas, pelo apoio recebido para realizar nosso trabalho e pela nossa equipe ter contribuído para o fortalecimento dos empreendimentos que existem nas microrregiões visitadas por nós em todo esse tempo.

Já sabia, e se fortaleceu em mim, a certeza de que é importante valorizar e apoiar os micro e pequenos empreendedores para que o crescimento das regiões seja com equidade e gere emprego e renda e promova qualidade de vida aos capixabas que decidiram empreender.

Isso vai permitir que todos vivam com dignidade, fazendo o que sabem de melhor, os seus produtos, sejam da agroindústria ou artesanal, para que cheguem às mãos de quem realmente precisa, o consumidor final, sem atravessadores.

Realmente foi um trabalho gratificante. Especialmente por dar visibilidade e oportunidade aos nossos talentos regionais. Gratidão a cada município que nos recebeu.

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Saio com a sensação do dever cumprido e deixo a minha palavra de incentivo aos micro e pequenos empreendedores para que continuem se aperfeiçoando e participando das feiras. Elas são o caminho para o fortalecimento das suas atividades econômicas e para a valorização das microrregiões. O trabalho da Aderes continua. Aproveitem todas as oportunidades.

Novos desafios se apresentam e quero recebê-los com a coragem e a determinação dos profissionais das micro e pequenas empresas com quem tão prazerosamente convivi e aprendi.Gratidão a cada um de vocês.

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