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Palmeiras supera altitude de La Paz e segue 100% na Libertadores

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Dois brasileiros fecharam as partidas de quarta-feira (16) da Libertadores da América. O Palmeiras segue com 100% de aproveitamento. Na altitude de La Paz, o Verdão derrotou o Bolívar por 2 a 1, chegou a 9 pontos e lidera o Grupo B. A equipe boliviana fica com 3 pontos, na terceira posição.

Em Santiago, o Grêmio jogou mal e perdeu para a Universidad Católica por 2 a 0. Foi a primeira vitória do time chileno na competição, que é o lanterna do Grupo E, com três pontos. O Tricolor tem 4 pontos e está na segunda posição, atrás do rival Internacional, que tem 7.

Triunfo na altitude

O Palmeiras foi melhor durante todo o primeiro tempo e sofreu muito pouco com o adversário. As principais jogadas saíam dos pés de Rony, mas esbarravam no goleiro Javier Rojas e na defesa boliviana. Aos 31 minutos, o camisa 11 recebeu bola pela esquerda, entrou na área adversária, tentou o drible e foi derrubado por Jusino. Pênalti que Willian bateu no canto direito para abrir o placar. O Bolívar até conseguiu equilibrar a partida depois de sofrer o gol, mas não teve força para chegar com perigo e parou na defesa brasileira.

O Palmeiras precisou de apenas 14 minutos do segundo tempo para ampliar. Gabriel Menino soltou a bomba de fora da área, no ângulo esquerdo de Javier Rojas. Golaço. Assim como na primeira etapa, o Bolívar foi para o ataque depois de sofrer o gol e acabou diminuindo. Escanteio pela direita com desvio de Gutiérrez na primeira trave, e Riquelme apareceu sozinho para marcar.

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O Bolívar apostou nas bolas aéreas para tentar o empate e o Palmeiras recuou muito no fim da partida. Mesmo com a pressão, a defesa se mostrou muito segura e garantiu a vitória. No último lance da partida, o Verdão quase marcou o terceiro. Gustavo Scarpa cobrou falta no travessão e, no rebote, Rojas defendeu chute de Gabriel Verón.

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Guaraní (Paraguai), na próxima quarta-feira (23) às 21h30 no estádio Defensores Del Chaco. Já o Bolívar pega o Tigre (Argentina), na próxima terça-feira (22) às 19h15 no estádio Monumental Victoria.

Derrota gremista

Em Santiago, no Chile, Universidad Católica e Grêmio duelaram pela 3ª rodada do Grupo E da Libertadores da América. O Tricolor foi muito mal no primeiro tempo e escapou de ir para o intervalo sofrendo uma goleada. O time gaúcho sentiu a saída de Geromel, lesionado, aos 41 minutos. Logo depois, em apenas 2 minutos, a equipe chilena fez dois gols, com Zampedri e Pinares.

O panorama da segunda etapa foi o mesmo. A Universidad Católica dominou inteiramente a partida e, com a vitória garantida, diminuiu o ritmo no fim. Na próxima rodada, os chilenos enfrentam o América de Cali na próxima quarta-feira (23) no estádio Pascual Guerrero. Já o Grêmio pega o Internacional, no mesmo dia às 21h30 no Beira-Rio.

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Veja a classificação atualizada da Copa Libertadores.

Edição: Fábio Lisboa

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Camilinha vê seleção feminina entre melhores do mundo e elogia Pia

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Duas vezes medalhista de prata olímpica (2004 e 2008) e vice-campeã mundial (2007), a seleção brasileira de futebol feminino ainda busca uma grande conquista fora do continente, onde já é tricampeã nos Jogos Pan-Americanos e hepta da Copa América. O que não significa que a equipe não esteja entre as melhores equipes do mundo na modalidade.

“A gente incomoda muito essas seleções [potências] e já ganhamos delas. O Brasil está entre os melhores. Todo mundo quer jogar com a gente. Estamos no top 10 do ranking [da Fifa]. Somos uma grande seleção, estamos caminhando para estar cada vez mais [perto] do topo. Somos o país do futebol. A comissão da Pia [Sundhage, técnica] está trazendo ainda mais essa gana, que a gente já tinha”, afirmou a meia Camilinha, em entrevista coletiva na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Em dezembro do ano passado, após cinco vitórias e dois empates nos sete primeiros jogos sob comando de Pia Sundhage, a seleção brasileira de futebol feminino recuperou um posto entre as 10 primeiras do ranking da Fifa, perdido três meses antes. O Brasil avançou duas posições e acabou 2019 em nono. Os triunfos sobre Canadá (4 a 0) e Inglaterra (2 a 1), em outubro daquele ano, impulsionaram as brasileiras, que, na atualização de março de 2020, subiram mais um degrau e, atualmente, ocupam o oitavo lugar, ao lado das canadenses.

Dos sete países à frente no ranking, as brasileiras só não venceram a França até hoje. Em 10 jogos, foram cinco empates e cinco derrotas. Entre os tropeços, está o das oitavas de final da Copa do Mundo do ano passado, em que as francesas foram as anfitriãs. Apesar do gol da volante Thaísa, a seleção foi superada por 2 a 1, na prorrogação.

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O Brasil também fica atrás no retrospecto contra Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Austrália, mas já obteve resultados emblemáticos contra alguns desses rivais. Na semifinal da Copa de 2007, na China, a seleção atropelou as norte-americanas por 4 a 0, com dois gols da atacante Marta, um da centroavante Cristiane e um gol contra da volante Leslie Osbourne. No ano seguinte, novamente no país asiático, aplicou 4 a 1 nas alemãs, na semifinal olímpica de Pequim. Além de Cristiane (duas vezes) e Marta, a meia Formiga também fez o dela.

Já contra Suécia e Holanda, que superam o Brasil no ranking, a seleção de futebol feminino tem mais vitórias que derrotas. O retrospecto também é assim ante Canadá e Coreia do Norte, que completam o top 10 da Fifa.

Olho no olho

Camilinha é uma das 24 convocadas para um período de treinos com a seleção, iniciado na última segunda-feira (14). Devido a restrições de viagem em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o grupo reúne atletas que atuam no Brasil. A meia, que completa 26 anos em outubro, é vinculada ao Orlando Pride, dos Estados Unidos, mas está emprestada ao Palmeiras até o fim do ano.

Pia Sundhage após jogo entre Brasil e Franca no Torneio da FrancaPia Sundhage após jogo entre Brasil e Franca no Torneio da Franca

Camilinha elogia trabalho realizado por técnica sueca Pia Sundhage – A2M/CBF/Direitos Reservados

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“Particularmente, estou me sentindo muito melhor [fisicamente]. Nos Estados Unidos, ainda não estava em atividade, e aqui, de repente, já foram três jogos em sete dias. É um pouco puxado, fica a perna pesada. Você tem um dia de treino, um de viagem, e no outro dia joga. É uma rotina um pouco corrida, mas temos que nos adaptar. Estou melhorando aos poucos”, disse a meia, que foi titular nas quatro partidas que disputou pelo Verdão pela Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.

“O nível [do campeonato] está bem diferente de quando eu saí [em 2016]. As coisas melhoraram muito, tanto em questão de estrutura como dentro de campo. As meninas estão se adaptando a esse retorno muito bem e os jogos têm sido de alto nível”, opinou a jogadora, que também atuou por Kindermann, Ferroviária, Tiradentes e pela parceria Audax/Corinthians.

Na Granja Comary, Camilinha trabalha pela primeira vez com Pia Sundhage. Apesar do contato recente, a meia já identificou características que a técnica sueca pretende aprimorar na seleção brasileira. “Ela está ensinando a nos comunicarmos mais, olhar mais uma para outra, identificar nos olhos da pessoa o que ela fará. Estamos dando um valor maior a isso e tem feito diferença nos treinos”, concluiu.

Edição: Fábio Lisboa

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