Análise Política

Os recados dos números do Ibope em Cacheiro

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A pesquisa Ibope (registrada no TRE sob o número 00940/2020) divulgada ontem (21) caiu como bomba em Cachoeiro, sobretudo para os candidatos que concorrem com Victor Coelho (PSB).

Claro que Victor vai manter os pés no chão e trabalhar até o último dia, 15 de novembro, mas a verdade verdadeira é que as eleições deste ano estão praticamente decididas, salvo algum atropelo grave.

Mas olhando os números com lupa, um quesito marcou. A administração de Victor é avaliada como ótima ou boa por 48% das pessoas ouvidas. E outros 33% a consideram regular.

Esses números surpreendem porque o jovem político passou em três testes de fogo: a greve da PM; a maior enchente da história de Cachoeiro; e agora a maior pandemia da história da humanidade.   E pelo levantamento, muito embora não haja pergunta específica sobre as três questões, o que se vê é que ele passou bem pelos grandes desafios.

Mas o levantamento do Ibope traz pelo menos mais dois recados importantes.

O primeiro é que não se deve nacionalizar uma eleição municipal. E me pareceu claro esse interesse na pré-candidatura de Jonas Nogueira (PL). A tentativa de colar a imagem no presidente da República foi perda de tempo.

Em um artigo escrito em 11 de julho, eu já alertava. O vice-prefeito de Cachoeiro e um médico estavam em um debate ferrenho sobre o uso da cloroquina. Então escrevi a época: “Se o vice-prefeito quer dar uma grande contribuição para Cachoeiro vai uma sugestão: debruce sobre temas importantes para o município e no momento eleitoral debata-os com os eleitores. Por exemplo, apresente soluções não para casos complexos da medicina mundial como a Covid-19, mas sobre temas da nossa aldeia, dizendo como resolver a crise do transporte público municipal”.

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Os números do Ibope mostram Jonas com 8% de intenção de votos. Isso significa que se na sua pré-campanha ele tentou nacionalizar a política municipal, isso fracassou.

Vale até um parêntese o tema. Alguns bolsonaristas de Cachoeiro, e aí não me refiro ao candidato Jonas, gostam também de usar termos nacionais, tipo atribuir ao prefeito Victor Coelho a alcunha de comunista.

Essa palavra, que andava sumida desde os tempos do presidente João Goulart, foi ressuscitada e está em voga atualmente, sendo usada de maneira corriqueira e totalmente fora de sua designação correta, inclusive atribuída a pessoas que nada têm a ver.

Victor não comunista, podendo ser, no máximo um socialista, já que seu partido é o Partido Socialista Brasileiro.  Mas se fosse comunista também isso pouco importa para os eleitores que querem mesmo é saber se ele é bom prefeito ou não. E parece que está sendo.

Mas voltando à vaca fria, os números do Ibope também mostram Diego Libardi (DEM) com apenas 6%.  Para Libardi que nunca foi candidato a nada, isso chega até a ser uma grande vitória. Mas para seu padrinho político, deputado Theodorico Ferraço (DEM) esse índice é um sinal claro de que ele não apita mais nada na política cachoeirense.

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Desde 2008, quando perdeu a disputa pela prefeitura para Carlos Casteglione (PT), o demista vem sofrendo derrotas consecutivas no município. Assim também foi em 2012, quando apoiou Glauber Coelho. Depois em 2016 quando apoiou Jathir Moreira. E está sendo até agora quando apoia diretamente Diego Libardi.

A verdade é que hoje esconder  Theodorico Ferraço de uma campanha, e ocultar aos eleitores um apoio seu, acaba ajudando quem quer vencer uma eleição.

Os ferracistas não gostam de ler isso. Mas não sou eu quem digo. São os números do Ibope… são os resultados eleitorais em Cachoeiro desde 2008.

E para não perder o bonde da História, é preciso ficar atento aos recados que ele nos traz.

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“E quem garante que a História / É carroça abandonada / Numa beira de estrada / Ou numa estação inglória/ A História é um carro alegre / Cheio de um povo contente / Que atropela indiferente / Todo aquele que a negue” – Canción Por La Unidad Latino-Americana (Pablo Milanês/ Chico Buarque)

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Análise Política

Em Piúma, Samuel Zuqui se destaca em debate e surge como favorito

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Juntando a insegurança de determinados institutos de pesquisas mais as proibições de comícios em razão da pandemia no estado, os debates tornam-se instrumentos cada vez mais eficazes para o eleitor.

Em Piúma essa realidade não é diferente. Um jornal local realizou na última sexta-feira um debate bem elaborado e montado, com grande repercussão na cidade. Parabéns ao Jornal pela iniciativa e a todos os candidatos que educadamente se respeitaram.

Mas vamos ao fato principal. Com o microfone nas mãos, o ex-prefeito e candidato Samuel Zuqui saiu-se muito bem. Seus quatro mandatos a frente do executivo lhe habilitaram a falar sobre todas as dificuldades do município e como solucioná-las.

Seus adversários, Juninho, Moacir e Paulo tentaram centralizar as perguntas ao Samuel e o que ocorreu? Um show. Samuel conduziu muito bem seu discurso e fez um fechamento digno de um candidato forte as eleições.

Quando os outros perceberam a tática errada já era tarde. Samuel usou cirurgicamente o microfone mostrando estar pronto para assumir mais uma vez as rédeas do poder.

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A decepção foi a ausência da candidata Martha Sherrer, mais uma vez alegando ”incompatibilidade de agenda” se furtou a participar.

Outro ponto a destacar em Piúma foram as carreatas. Enquanto no sábado Paulo Cola realizou sua carreta modestamente, a de Samuel Zuqui literalmente parou Piúma no domingo. Centenas de carros e motos participaram do evento em uma das carreatas de maior volume vista no sul do estado.

Todos sabem que carro não vota e que jogo só acaba no apito final. Mas que essa carreata de Samuel Zuqui marcou a cidade isso é inegável. Mostrou seu conhecimento no debate e sua força na carreata. A verdade é que Samuel está mais forte do que nunca, a cidade dormiu e acordou amarela.

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