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Orçamento: Guedes é comparado com navio que encalhou em Suez por travar acordo

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, sofre pressão da base aliada do governo
O Dia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, sofre pressão da base aliada do governo


Nos corredores da Praça dos Três Poderes uma nova brincadeira surgiu entre deputados e senadores. O chefe da pasta da Economia, Paulo Guedes, foi apelidado de “Evergreen”, a empresa cujo  navio bloqueou o fluxo do canal de Suez durante seis dias.

A embarcação, de 400 m de comprimento, encalhou no canal no dia 23 de março e interrompeu uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.

O centrão não perdeu a deixa e, devido ao entrave, atribuiu o mesmo nome ao ministro que tem tido resistência em aceitar a demanda de congressistas por emendas no Orçamento e, assim, destravar um acordo para a sanção da peça.

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Guedes considera a atual proposta de Orçamento inexequível por propor cortes bilionários em gastos obrigatórios, como aposentadorias, para ampliar o valor de emendas parlamentares. O ministro argumenta que a sanção da peça, tal como está, poderia fazer o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incorrer em crime de responsabilidade, o que abriria caminho para a abertura de um processo de impeachment.

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Em março, o governo prometeu mais R$ 16,5 bilhões em emendas parlamentares em troca da aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) Emergencial. O projeto prevê medidas de controle de despesas e permitiu a nova rodada do auxílio emergencial.

Para a equipe econômica, o relator do Orçamento, senador Márcio Bittar (MDB-AC), extrapolou o acordo quando sugeriu o acréscimo de R$ 29 bilhões que acabaram distribuídos em negociações políticas.

A demora em uma definição retomou a pressão no centrão por uma troca de Guedes.

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Classe média encolhe no Brasil e chega ao menor patamar em 10 anos

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Classe média tradicional encolheu de 105 milhões de pessoas em 2020 para 100,1 milhões de pessoas em 2021
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Classe média tradicional encolheu de 105 milhões de pessoas em 2020 para 100,1 milhões de pessoas em 2021

A classe média brasileira encolheu ao seu menor patamar em mais de 10 anos , revela o estudo conduzido pelo Instituto Locomotiva, com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o aumento do desemprego e a queda no poder aquisitivo , os brasileiros de classe média deixaram de ser maioria no país .

Segundo os indicadores publicados pelo Instituto Locomotiva, o percentual de brasileiros na classe média caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021 . Estima-se que cerca de 4,9 milhões de famílias regrediram da classe média para baixa neste período. Atualmente, a classe baixa corresponde a 47% da população, enquanto a elite corresponde a 6%.

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Os dados do IBGE apontam que em 2011, 54% dos brasileiros poderiam ser considerados de classe média, ante 8% da elite e 38% da classe baixa. Em 2020, a classe média passou para 51% da população, enquanto a elite regrediu para 6% e a classe baixa subiu para 43%.

Em números absolutos, a classe média tradicional encolheu de 105 milhões de pessoas em 2020 para 100,1 milhões de pessoas em 2021 . O levantamento toma como base os dados coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), ambas conduzidas pelo IBGE. 

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