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Operação policial apreende armas, munições e animais silvestres abatidos em Divino de São Lourenço

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No início da manhã desta segunda-feira (25), uma Operação entre os policiais do 2º Pelotão da 4ªCIA do Batalhão de Polícia Ambiental e policiais militares do 3º Batalhão apreenderam diversas armas de fogo, munições, materiais de caça e animais silvestres abatidos, na Zona Rural de Limo Verde, no Município de Divino de São Lourenço. 

A ação iniciou por volta das 10hs, quando os policias seguiram até o local em virtude de denúncias referente à caça e fabricação de armas de fogo. Na residência denunciada, foi constatado durante as buscas, carnes de animais silvestres (Quati, Ouriço e Capivara), que foram abatidos em desacordo com a legislação. 

Os policiais ainda localizaram na residência: uma espingarda calibre 32; um  revólver; duas espingardas de pressão; cinco potes com artefatos de chumbo; 26 munições calibre 38; oito munições calibre 32: 92 munições calibre 22; um carregador; quatro potes com espoletas; um apito para chama de animais; 10 rojões; um pote com pólvora e uma balaclava.

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O suspeito de 62 anos, que alegou receber os animais de outra pessoa, não sabendo informar o nome, foi encaminhado até a 6ª Delegacia Regional de Alegre, onde o caso foi apresentado ao delegado de plantão pelos policiais do BPMA. 

Ato contínuo, ainda na zona rural de Limo Verde, em outra residência, os policiais localizaram outras três espingardas, dois potes com espoletas; quatro potes de esferas; dois potes de pólvora; duas latas de espoleta; dois cartuchos de calibre 36 deflagrados; quatro cartuchos de calibre 32 deflagrados; três cartuchos de calibre 32 carregados e uma pistola de airsoft. Um pássaro silvestre foi recolhido e um homem foi detido na ação e encaminhado até a 6ª Delegacia Regional de Alegre.

Nas ações os militares contaram com o apoio da Equipe K9 com a Cadela Alga, que realizou buscas nas residências e terrenos, visto que as denúncias descreviam que alguns materiais estariam enterrados.

O tenente-coronel Otávio, comandante do 3º Batalhão, parabenizou os militares do 3°BPM e BPMA pelo brilhante serviço de cooperação entre Unidades da PMES. “Menos armas em circulação, menos crimes. A população agradece”.

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Informações à Imprensa:

Assessoria de Comunicação da PMES:
Tenente-coronel ANDERSON LOUREIRO BARBOZA
Tels. (27) 3636-8717 / 3636-8718
E-mail: [email protected]

Subseção de Jornalismo PMES:
Tel. (27) 3636-8715
E-mail: [email protected]

Fonte: PM ES

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Segurança

Dia do Perito Criminal homenageia profissionais que atuam na elucidação de crimes

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Para homenagear os profissionais que atuam na produção de provas materiais, foi instituído o Dia do Perito Criminal, no dia 4 de dezembro. Eles são responsáveis por coletar, analisar e documentar vestígios de uma cena de crime que, para uma pessoa comum, passariam despercebidos. O profissional está presente em todas as fases do processo criminal, desde a coleta de material no local de crime até a emissão de laudos com indicação de autoria do fato delituoso.

Uma pequena mancha de sangue localizada no pedal de um automóvel conseguiu indicar que um homem, de então 36 anos, foi o autor de um homicídio ocorrido no dia 27 de julho de 2020, no bairro Araçás, em Vila Velha. A vítima, que seria a ex-companheira dele, de 29 anos, foi encontrada morta enrolada em um tapete.

A identificação foi realizada pela Seção de Reprodução Simulada e Exames Especiais, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC). De acordo com a perita Oficial Criminal Fabianne de Paiva Cardoso, de 46 anos, que atua na Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) desde 2007, provavelmente, após cometer o crime, ele tinha sangue no sapato que foi transferido para os pedais.

“A perícia foi realizada alguns dias após o crime e utilizamos um reagente químico no carro para verificarmos se teria alguma mancha de sangue. Após analisarmos cuidadosamente, encontramos uma mancha pequena e azul no pedal do acelerador, que poderia ser o sangue da vítima”, contou Fabianne Cardoso.

Após identificar a mancha, a equipe usou um teste específico para sangue humano, que deu positivo. A partir daí, o material foi recolhido e, durante o exame de DNA, foi constatado que o sangue era da vítima.

Além dos casos de homicídios dolosos, a perícia tem também um papel importante na elucidação de outros tipos de crimes e em questões sociais, como na emissão de carteira de identidade, além de análises e exames científicos realizados no local do delito ou em laboratórios.

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Óleo de Girassol

Em julho deste ano, a perita Oficial Criminal Daniela Mendes Louzada de Paula, de 40 anos, foi essencial para apurar o caso de um casal que foi a óbito, após consumirem o produto denominado “óleo de semente de abóbora”, vendido para todo o País pela internet.

Ela, que é formada em farmácia e mestre em Toxicologia e Análises Toxicológicas pela Universidade de São Paulo (USP), entrou na PCES após conhecer uma perita toxicologista, durante a iniciação científica, e trabalha na Seção Laboratório de Toxicologia Forense, da SPTC.

“Neste caso, a perícia constatou que no conteúdo do frasco havia alto teor de dietilenoglicol, um produto altamente tóxico, usado como solvente em diversos processos industriais”, disse Daniela de Paula.

Foi constatado que, no suposto suposto “’óleo”, foram encontrados glicerina e dietilenoglicol. A partir daí, foram desenvolvidas técnicas para determinar a quantidade da substância no frasco. “O permitido é a quantidade de 0,10% de dietilenoglicol nos produtos, mas, durante a análise, foi possível identificar a presença de 13%, 130 vezes maior do que é permitido pela Farmacopeia”, explicou a perita.

Arcada Dentária

Já no dia 08 de junho deste ano, dois imigrantes ilegais da República da Guiné, na África Ocidental, entraram em um navio escondido e desembarcaram em Anchieta, no Espírito Santo. Quando chegaram no município, alegaram para a 2ª Vara de Anchieta que eram menores de idade.

A perita Oficial Criminal da Seção Odonto-médico-legal, da SPTC, Erica Farias de Souza, de 41 anos, foi a responsável pelo exame da arcada dentária. Ela, que atua na PCES desde 2014, sempre pensou em ser perita, se formando em odontologia e fazendo especialização em odontologia legal.

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“A Justiça desconfiou e encaminhou os dois para fazer os exames. Um disse que teria 16 anos e o outro 17. Entretanto, após o exame, realizado no terceiro molar, o siso, foi confirmado que eles tinham mais de 18 anos”, explicou Erica de Souza. No dia 20 de julho, saiu uma decisão da Justiça Federal, que autorizou a repatriação dos dois.

Projetos

Para 2022, está prevista a implantação de duas tecnologias que vão auxiliar e agilizar os processos realizados na Superintendência de Polícia Técnico-Científica. São elas: o Sistema Integrado de Identificação Balística (IBIS) e o Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (ABIS).

O IBIS está em fase de implementação, com previsão de que o período de treinamento comece em fevereiro. O sistema será capaz de capturar imagens digitais dos elementos de munição e armazená-las em um banco de dados. Dessa forma, é possível aumentar a eficiência dos exames de confronto balístico, permitindo ligar crimes cometidos a uma mesma arma de fogo, mesmo se for apreendida anos depois.

Já o ABIS, também está em fase de implementação e será responsável por dinamizar o processo de identificação civil e criminal no Espírito Santo, atuando na emissão de carteiras de identidade, permitindo que o Estado conte com um banco de dados com maior número de informações possíveis sobre as características do cidadão.

Texto: Matheus Zardini

Assessoria de Comunicação Polícia Civil
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