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Nunca foi tão vantajoso abastecer com GNV, diz especialista

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Cinco anos atrás, quem abastecia o carro com GNV pagava menos de R$ 2 pelo metro cúbico do combustível. Agora, o preço nos postos mais do que dobrou
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Cinco anos atrás, quem abastecia o carro com GNV pagava menos de R$ 2 pelo metro cúbico do combustível. Agora, o preço nos postos mais do que dobrou

Cinco anos atrás, quem abastecia o carro com GNV pagava menos de R$ 2 pelo metro cúbico do combustível. Agora, o preço nos postos mais do que dobrou. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 3 e 9 de outubro, o brasileiro pagou, em média, R$ R$ 4,131/m³. Apesar do alto custo, essa segue sendo a opção mais vantajosa financeiramente frente à gasolina, que custa em torno de R$ 6,117 no país (média), e do etanol, que é comercializado a R$ 4,77.

O diretor do Comitê Nacional do GNV, Gabriel Kropsch, defende que nunca esteve tão favorável abastecer com gás como agora. Além da ampla diferença de preço para as demais opções, o GNV rende mais.

Para comparar adequadamente, o consumidor deve fazer o cálculo do custo por quilômetro rodado. Cálculos da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) mostram que se um carro percorre 10,7km por litro e 13,2km por metro cúbico, por exemplo, o condutor vai gastar, no Rio de Janeiro, R$ 0,63 se abastecer com gasolina e R$ 0,31 se optar pelo gás. Ou seja, o GNV é 52% mais barato do que a gasolina.

“É importante o consumidor fazer essa conta corretamente e calcular também em quanto tempo irá recuperar o investimento da instalação do kit-gás. Um motorista de aplicativo, que roda muito, recupera em poucos meses”, afirma Kropsch.

Por meio de um simulador disponível no site da Naturgy, é possível descobrir em quanto tempo o motorista tem o retorno do valor investido para a instalação. Considerando um kit no valor de R$ 3.500, quem roda mil km por semana pode ter a compensação entre 9 e 11 meses. Já quem usa bastante o carro, rodando cerca de 3 mil km semanais, pode ter o retorno mais rapidamente, em cerca de três meses.

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Instalação e cuidados

O gerente da rede de instalação de GNV Inove Gás, Márcio Paschoal, de 53 anos, diz que é possível optar por um kit da terceira geração, que sai, em média, por R$ 2.700, ou por um da quinta geração, vendido por cerca de R$ 3.750. Ele ainda conta que, nos últimos três meses, a demanda pela conversão quase dobrou nas lojas da rede.

“Muita gente está migrando para aplicativo porque ficou desempregado. As pessoas rodam uma semana na gasolina e percebem que não têm lucro nenhum, então sentem a necessidade de colocar o kit-gás”, comenta Paschoal: “Também temos muitos clientes que começaram a fazer entregas de sites como Mercado Livre usando carro próprio ou que migraram para empregos onde precisam usar o veículo.”

Para quem não tem condições de pagar à vista ou limite disponível no cartão, a empresa oferece parceria com uma financeira. Assim, o interessado instala o kit-gás e depois acerta o empréstimo, com juros, com a instituição.

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O presidente Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Rio de Janeiro (Sindirepa RJ), Celso Mattos, diz que é comum ter aumento de demanda pela instalação de kit-GNV no fim do ano, já que aqueles que fazem conversão até 31 de dezembro ganham desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do ano seguinte no Rio de Janeiro. No entanto, o interesse dos consumidores tem sido tão grande que novas empresas estão sendo abertas de olho nesse mercado.

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“A diferença do GNV para a gasolina costumava ser de aproximadamente R$ 2,30. Agora, já é possível encontrar postos com R$ 3 de diferença entre os combustíveis. Então, vale muito a pena”, opina.

Gabriel Kropsch, do Comitê Nacional do GNV, alerta que é preciso encontrar uma oficina certificada pelo Inmetro para fazer a conversão:

“A gente tem feito o acompanhamento dos acidentes, e todos foram oriundos de conversões ilegais. Por uma vantagem de R$ 300, a pessoa expõe a si mesmo e a própria família ao risco.”

Em breve, em caminhões

O Diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça, afirma que já estão sendo fabricados carretas e caminhões no Brasil que podem usar GNV como combustível. Além de ser benéfico para o bolso dos condutores, a substituição do diesel contribuiria para a redução do frete pago no transporte de mercadorias.

“Isso já é usado nos Estados Unidos e na Europa. Ainda não temos como fazer a conversão de um caminhão, como ocorre no carro. Então, o aumento da frota de caminhões rodando com GNV se dará com o tempo, pela troca dos veículos” explica Mendonça.

O diretor chama a atenção que, para além de um benefício financeiro, o GNV contribui com o meio ambiente por ser um combustível menos poluente.

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Caminhoneiros prometem greve em novembro se governo não baixar preço do diesel

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Caminhoneiros prometem greve em novembro se governo não baixar preço do diesel
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Caminhoneiros prometem greve em novembro se governo não baixar preço do diesel

Alguns  grupos de caminhoneiros prometeram, após reunião no Rio de Janeiro, uma nova paralisação a partir de 1º de novembro caso suas reivindicações não sejam atendidas pelo governo federal, entre umas das principais está a queda do preço do diesel. No encontro, associações de motoristas decidiram declarar “estado de greve” de 15 dias caso as reinvidicações não sejam ouvidas. As informações foram publicadas pelo ‘portal uol’.

Além da reivindicação para diminuir o preço do diesel, os caminhoneiros reivindicam também a “defesa da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete” e o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

“Ficou decidido que vamos dar 15 dias para o governo responder”, declarou Luciano Santos Carvalho, do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira.

“Se não houver resposta de forma concreta em cima dos direitos do caminhoneiro autônomo, dia 1º de novembro, Brasil todo parado aí”, completou, em um vídeo feito após a reunião no Rio e que já circula pelas redes sociais.

A greve não é apoiada pela Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros). Os grupos de caminhoneiros autônomos têm ensaiado novas paralisações desde o primeiro semestre, em meio a reivindicações de direitos para os motoristas independentes e diminuição do preço do diesel.

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