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Nove apoiadores de Bolsonaro já foram alvos de mandados de prisão; veja a lista

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Apoiadores de Bolsonaro foram alvos de mandados de prisão
Montagem iG / Fotos: Reprodução / Palácio do Planalto / Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados / PT no Senado

Apoiadores de Bolsonaro foram alvos de mandados de prisão

Nove aliados e apoiadores do  presidente Jair Bolsonaro já foram alvos de mandados de prisão sob suspeitas de crimes cometidos por meio das redes sociais. Entre eles, está o blogueiro Allan dos Santos, que ainda não foi preso porque está fora do Brasil , além do caminhoneiro conhecido como Zé Trovão, que estava foragido e se entregou à Polícia Federal nesta terça-feira.  Ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal são o principal motivo das medidas.

Também estão no grupo políticos de grande alcance nas redes,  casos do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) e do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson . Completam a lista os blogueiros Oswaldo Eustáquio , Sara Giromini , Allan dos Santos, Zé Trovão, Wellington Macedo , Márcio Giovani Niquelatti — conhecido como “professor Marcinho” — e Cássio Rodrigues de Souza, que se apresenta como ex-policial militar.

Se considerados bolsonaristas que entraram na mira por disseminação de notícias falsas ou ataques nas redes que não tiveram mandado de prisão expedido, a lista aumenta ainda mais. Políticos como os deputados federais Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Filipe Barros (PSL-PR) e Otoni de Paula (PSC-RJ) integram o grupo.

Em agosto, o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Felipe Salomão, já havia decidido pela desmonetização de propagadores de mensagens falsas sobre as eleições. A medida atingiu perfis ligados a 11 influenciadores digitais, três veículos de mídia (Terça Livre, Folha Política e Jornal da Cidade Online) e um movimento político (Nas Ruas) apoiadores do presidente Jair Bolsonaro com alto alcance nas principais plataformas digitais.

Relembre quem são os nove apoiadores de Bolsonaro presos por sua atuação nas redes sociais:

Allan dos Santos

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos teve sua prisão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ordem foi expedida, há 20 dias, pela ação do aliado do presidente Jair Bolsonaro na articulação, pelas redes sociais, de ataques às instituições democráticas. Além disso, também foi determinado o bloqueio de todas as suas contas bancárias e de sua empresa, assim como dos repasses que ele recebe do governo federal e da monetização de plataformas digitais. Com o canal no YouTube do qual faz parte, o Terça Livre (com 1,28 milhão de inscritos), seu alcance é potencializado.

Apesar do mandado de prisão, no entanto, Allan dos Santos está nos Estados Unidos desde o ano passado. Por isso, Moraes determinou que o Ministério da Justiça inicie o procedimento de extradição do blogueiro bolsonarista, que terá seu nome encaminhado à Interpol. Ainda de acordo com documentos do governo americano obtidos pelo GLOBO, Allan dos Santos entrou no país com visto de turista que teria expirado em fevereiro. Sua defesa nega essas irregularidades.

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Daniel Silveira

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi detido em flagrante, em março, por crime inafiançável, após divulgar em rede social um vídeo no qual defendia o AI-5 — instrumento mais duro da ditadura militar — e a destituição dos ministros do STF, o que é inconstitucional. Com isso, foi colocado em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Em junho, porém, ele foi novamente preso após violar ao menos 30 vezes o uso do monitoramento. Apesar de recentes tentativas da defesa do parlamentar por sua soltura, sua prisão foi mantida pelo plenário virtual do Supremo Tribunal Federal na última semana.

Sara Giromini

Ativista de extrema-direita, Sara Giromini foi apontada como chefe de um grupo de extremistas que apoia o presidente Jair Bolsonaro. O movimento montou um acampamento, com cerca de 30 pessoas, na Esplanada dos Ministérios no início de maio. Em junho, o grupo atirou fogos de artifício em direção ao STF. A extremista foi presa naquele mês por ordem do ministro Alexandre Moraes. Mais tarde, passou a cumprir prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico. Após a prisão, no entanto, ela declarou não ser mais apoiadora incondicional de Bolsonaro. 

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Antes presença frequente nas redes sociais, Sara Winter, como é conhecida, já teve dois canais no Youtube bloqueados, também é investigada no inquérito das fake news, sob suspeita de ameaça aos ministros do STF, e foi alvo de busca e apreensão.

Zé Trovão

O caminhoneiro Marco Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão , teve ordem de prisão preventiva decretada no início de outubro pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura o financiamento e convocação de atos antidemocráticos. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ele era dono do canal no Youtube “Zé Trovão a voz das estradas”, que, antes de ser retirado do ar, tinha mais de 40 mil inscritos. Nas postagens, chamava a população para ir a Brasília e exigia a “exoneração dos 11 ministros do STF”, além de ataques à CPI da Covid e ao Senado.

No entanto, antes mesmo de ter uma ordem de prisão decretada, Zé Trovão deixou o país e foi para o México, onde esteve foragido por quase dois meses. Nesta terça-feira, porém, ele decidiu se entregar à Polícia Federal em Joinville (SC). No contexto dos atos antidemocráticos do dia 7 de setembro, ele era um dos organizadores e defendia que os caminhoneiros bloqueassem rodovias até que o Senado aceitasse pedidos de impeachment de ministros do STF.

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Oswaldo Eustáquio

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio foi preso em duas oportunidades no ano passado, no âmbito de inquérito que investigava atos antidemocráticos. Em setembro, porém, o ministro Alexandre de Moraes determinou nova ordem de prisão ao blogueiro, que se encontrou no México com Zé Trovão. A medida foi tomada depois que Eustáquio fez uma transmissão ao vivo com o líder caminhoneiro na qual ele incitou atos violentos contra o STF no dia 7 de setembro. Passados os atos, porém, sua prisão preventiva foi revogada.

Wellington Macedo de Souza

Jornalista e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Wellington Macedo foi preso pela Polícia Federal no início de setembro, suspeito de articular um ato antidemocrático para o dia 7 de setembro. Em agosto, ele já havia sido alvo de busca e apreensão pelo mesmo motivo. Macedo chegou a trabalhar, entre fevereiro e outubro de 2019, no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado pela ministra Damares Alves.

Nas redes sociais, o blogueiro divulgou vídeos incentivando um ato no dia 7 de setembro para pedir a deposição de ministros do Supremo e se apresentava como coordenador do evento. Passadas as manifestações daquele dia, ele teve sua soltura determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no último dia 15.

Roberto Jefferson

O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, teve sua prisão preventiva determinada em agosto pelo ministro Alexandre de Moraes. Aliado do presidente Jair Bolsonaro, ele é investigado por suposta participação em uma organização criminosa digital montada para ataques à democracia. Diversos vídeos e publicações de Jefferson em suas redes sociais foram listados pela Polícia Federal para fundamentar o pedido de prisão.

Cássio Rodrigues de Souza e Márcio Giovani Niquelatti

Também no contexto dos atos antidemocráticos de 7 de setembro, insuflados por Bolsonaro, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra Cássio Rodrigues de Souza e Márcio Giovani Niquelatti, após ordem do ministro Alexandre de Moraes. Em mais de uma mensagem, Cassio, que afirmou ser policial militar, disse no Twitter que Moraes e a família dele seriam mortos. Já Niquelatti, que se apresentava nas redes sociais como “professor Marcinho”, afirmou em uma transmissão ao vivo que um empresário estava oferecendo uma recompensa “pela cabeça” do ministro do STF. Foram esses os fatos que motivaram as prisões.

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Enquanto aguarda Alckmin, Lula conversa com PSD e estuda aliança com Pacheco

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Ex-presidente Lula em entrevista ao podcast Podpah
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Ex-presidente Lula em entrevista ao podcast Podpah

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o Adalclever Lopes, coordenador da campanha do prefeito de BH, Alexandre Kalil, na sexta-feira (4). O encontro faz parte dos diálogos que o petista mantém com o partido de Kassab em busca de apoio à sua candidatura . Uma das possibilidades da aliança é que Lula apoie Kalil enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), entraria como vice da chapa presidencial.

Por enquanto, a única garantia do petista é o apoio do PSD em um eventual segundo turno contra Bolsonaro (PL).

Pacheco seria o plano B de Lula. O petista aguarda a decisão de Alckmin, o favorito para compor a chapa presidencial . O ainda tucano, no entanto, ainda não se decidiu se vai para o PSB para ser vice de Lula ou se disputa o governo de São Paulo pelo PSD.

Parte da cúpula do PT acredita que uma aliança com Pacheco produziria o mesmo efeito que Alckmin como vice, isto é, representaria um aceno ao centro e ao mercado.

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