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Nova inteligência artificial consegue ler toda a internet e aprender com ela

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Unsplash/Fabio

Inteligência artificial lê toda a web

A empresa americana Difbot criou uma inteligência artificial que aprende lendo todos as páginas públicas da web , em diferentes línguas. A IA analisa e extrai a maior quantidade de fatos possíveis desses locais, transformando os dados em pequenos parágrafos informativos.

A tecnologia funciona com a criação de uma rede interconectada e extensa de fatos, utilizando uma técnica conhecida como gráfico de conhecimento. A mesma base é empregada em pesquisas do Google para apresentar um pequeno resumo de informações sobre uma busca, em um quadro acima dos resultados encontrados pela ferramenta na web.

Mas, diferentemente do Google, que utiliza a técnica apenas em buscas populares, a Difbot quer que sua inteligência artificial aplique-a em tudo, criando o maior gráfico de conhecimento possível.

Para coletar fatos, a IA navega a web em uma versão “turbinada” do Chrome , categorizando as páginas que encontra com um algoritmo de reconhecimento de imagens. Então, ela identifica os elementos mais importantes dessas páginas, (manchete, autor ou a descrição e o preço de um produto, por exemplo) e utiliza o processamento de linguagem natural para extrair essas informações.

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O sistema da Difbot navega pela internet sem pausas e reconstrói seu gráfico de conhecimento de quatro em quatro dias, recolhendo cerca de 150 milhões de novos dados por mês. Com seus algoritmos de aprendizagem, a ferramenta conecta esses novos fatos com os antigos, aumentando sua rede de informações.

Snapchat e DuckDuck Go

A IA da Difbot rendeu à empresa cerca de 400 clientes. O Snapchat é um deles, utilizando a ferramenta para destacar manchetes em sites de notícia. A ferramenta de pesquisa DuckDuckGo também usa a plataforma, para ter caixas de informações semelhantes às do Google.

Até mesmo empresas como a Nike e a Adidas fazem uso do mecanismo, para encontrar de forma rápida páginas que comercializam produtos pirateados das marcas.

Por enquanto, os clientes da Difbot ainda precisam interagir com a inteligência artificial por meio de códigos. Mas a meta da companhia é criar uma interface para usuários, o que Mike Tung, CEO da empresa, chama de “sistema universal de respostas com factoides”. Apesar do nome, ele afirma que o objetivo não é tão pretensioso: “Nós não estamos tentando redefinir o que é inteligência. Só queremos construir algo útil”, disse.

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LGPD: primeiro processo com base na nova lei tem sentença proferida

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LGPD
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Lei Geral de Proteção de Dados começou a valer na última semana

A primeira Ação Civil Pública com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) , que entrou em vigor no último dia 18 , teve sua sentença proferida na terça-feira (22), pelo juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5.ª Vara Cível de Brasília. Trata-se do caso do site “Lembrete Digital”, que comercializava milhões de dados de brasileiros. A nova norma exige o tratamento adequado de informações neste sentido.

Na decisão, o juiz de direito afirmou que a “presente ação não merece prosperar”. O despacho foi motivado, ainda de segundo o magistrado, pela retirada do site do ar, pois constatou que o domínio lojainfortexto.com.br está “em manutenção”.

“Esse fato [de o site estar em manutenção], provavelmente, decorre da circunstância de que, com o recente início de vigência da Lei 13.709/18, ocorrido em 18/09/2020 (sexta-feira passada), os responsáveis pelo sobredito sítio devem estar buscando adequar os seus serviços às normas jurídicas de proteção de dados pessoais”, afirma o juiz Wagner Vieira na sentença.

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O documento ainda esclarece que o magistrado entendeu que, neste momento, não há “interesse processual do autor para agir através desta ação civil pública”. Isto porque o site estar em manutenção evidencia que não há risco de lesão ou ameaça a ser justificada. “A pretensão de tutela inibitória deduzida na inicial, com o que a presente ação se torna inútil”, explica a sentença.

Sobre a decisão, ainda cabe lembrar que o juiz de direito não julgou mérito. Isso significa que ele encerrou o processo em virtude do fato que impossibilita ações mais abrangentes.

De qualquer forma, o caso ainda pode ser investigado novamente pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se a página voltar ao ar ou mudar de nome. Outro caminho para que o MPDFT recorra à sentença é justificar ser possível saber os nomes dos envolvidos, mesmo com o site fora da web.

Entenda o caso

A ação foi apresentada pelo MPDFT no último dia 21 com alegações de que o site intitulado “Lembrete Digital” estaria promovendo a comercialização indiscriminada, e fora dos novos padrões da LGPD , de dados de milhões de brasileiros.

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Apenas de residentes naturais de São Paulo, foram contabilizados mais de 500 mil pessoas atingidas. Os dados englobavam não só nome e telefone, por exemplo, mas e-mails, endereços postais, cidades, estados, etc.

Com a entrada da LGPD , o MP apresentou a ação acusando o site de violação à privacidade , intimidade, imagem, entre outros direitos assegurados pela Constituição Federal. A norma recepcionada prevê o tratamento correto e autorizado de dados pessoais , sendo necessária a autorização do titular da informação para o uso do material.

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