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“Não tem governo que não errou”, diz senador que vai presidir a CPI da Covid

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Omar Aziz (PSD-AM) faz parte do bloco de independentes entre os titulares da CPI
Waldemir Barreto/Agência Senado

Omar Aziz (PSD-AM) faz parte do bloco de independentes entre os titulares da CPI

O senador Omar Aziz (PSD-AM), que vai presidir a CPI da Covid , disse nesta sexta-feira (16) que “não tem governo que não errou” no combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). O parlamentar tem o apoio do Planalto para o comando da comissão e minimizou erros da gestão Bolsonaro no enfrentamento à Covid-19 .

“Não tem governo, seja de direita, centro ou esquerda, que não tenha cometido equívocos nessa pandemia. Em todos os estados, está tendo morte. O João Doria é 100% contrário ao pensamento do Bolsonaro. São Paulo, por acaso, está vivendo um mar de rosas?”, questionou Aziz em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo .

Inicialmente, a CPI só teria como foco as ações e eventuais omissões do governo federal. A comissão, porém, teve o seu objetivo ampliado, incluindo também verbas enviados a estados e municípios.

Dos 11 titulares da CPI, no entanto, o governo é minoria, com quatro senadores declaradamente aliados, dois de oposição e cinco com atuação considerada independente. Os parlamentares de oposição e independentes estão sendo chamados de G7.

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Embora próximo ao governo, Aziz está no grupo dos independentes. Ele é crítico à condução de Bolsonaro na crise sanitária no Amazonas, onde o parlamentar já foi governador. O estado viu sua capital, Manaus, sofrer com a falta de oxigênio em postos de saúde e ter pacientes morrendo asfixiados por conta da Covid-19.

O senador do PSD afirma, porém, que não pretende transformar a comissão em uma fritura para o chefe do Planalto. “Esse discurso (eleitoral) não vai acontecer dentro da CPI.”

O parlamentar afirmou que um dos papéis da CPI será o de formular um protocolo para o enfrentamento de pandemias no País. “Não pode o presidente falar: não concordo com o ministro da Saúde, então eu demito. Não. O ministro da Saúde não vai ser demitido porque esse protocolo vai servir para ele e para qualquer um aqui daqui a 50 anos. A CPI tem que ter esse papel”, disse Aziz.

Mesmo alinhado ao governo, o senador critica as posturas negacionistas em relação ao vírus, mas diz que Bolsonaro não foi o único a negar a gravidade da doença.

“Não foi só político. Eu vi infectologista falando sobre imunidade de rebanho. Essa tese já foi para as cucuias. Tem gente se infectando. Essa coisa não tem data para passar. A nossa vida mudou. Acabou a conversa de mesa de bar: ‘me dá um gole do seu drink, um trago do seu cigarro’. Beijo e abraço, não tem mais, filho”, afirmou o senador.

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PGR rejeita investigar Bolsonaro por cheques depositados a Michelle por Queiroz

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Procurador-Geral da República Augusto Aras
Reprodução: iG Minas Gerais

Procurador-Geral da República Augusto Aras

O procurador-geral da República Augusto Aras rejeitou um pedido feito ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) para abertura de inquérito contra o  presidente Jair Bolsonaro por causa de cheques depositados pelo ex-assessor Fabrício Queiroz para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Um advogado entrou com pedido no STF para que fosse aberto inquérito pelo crime de peculato , desvio de recursos públicos, com base nas reportagens publicadas na época a respeito dos repasses.

A manifestação foi enviada ao ministro Marco Aurélio Mello , relator do pedido no STF. Agora, cabe ao ministro decidir se acolhe o pedido da PGR. O padrão, no caso de arquivamentos de investigação, é que o STF mantenha o posicionamento da PGR, já que é o órgão responsável por investigar autoridades com foro privilegiado.

Aras argumentou que o Ministério Público do Rio já apresentou denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) a respeito do assunto, mas não encaminhou à PGR nenhum indício de crime envolvendo Jair Bolsonaro. Por isso, diz Aras, apenas as notícias veiculadas na imprensa não constituem elemento suficiente para abertura de investigação.

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“É notório que as supostas relações espúrias entre o Senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foram objeto de oferecimento de denúncia, na primeira instância, em desfavor de ambos e de outras pessoas supostamente envolvidas nos crimes correlatos. Inexiste notícia, porém, de que tenham surgido, durante a investigação que precedeu a ação penal em curso, indícios do cometimento de infrações penais pelo Presidente da República”, escreveu.

Prosseguiu Aras : “Os fatos noticiados, portanto, isoladamente considerados, são inidôneos, por ora, para ensejar a defagração de investigação criminal, face à ausência de lastro probatório mínimo”.

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