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Não houve tráfico de influêcia entre Moro e Zambelli, afirma Aras

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Divulgação/Assessoria de imprensa de Carla Zambelli

Zambelli é acusada por petistas de praticaf tráfico de influência

O arquivamento da notícia-crime, apresentada por parlamentares do PT contra Carla Zambelli, deputada federal pelo PSL-SP, foi requerido pelo Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, informou o UOL. À PGR foi solicitada uma manifestação sobre a troca de mensagens entre Zambelli e o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. O pedido é do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello.

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Augusto Aras escreveu que “em face do exposto, tendo sido esgotado o objeto do presente expediente, o Procurador-Geral da República manifesta-se pela extinção da Petição”.

Zambelli, que é apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é acusada pelos petistas pela prática de tráfico de influência e de advocacia administrativa ao trocar mensagens com Moro.

A notícia-crime foi enviada pelo PT ao STF em abril, alguns dias depois de Moro ter deixado o cargo federal.

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A base da denúncia são conversas no Whatsapp entre os dois, antes de Moro pedir o desligamento. Zambelli queria que ele apoiasse a troca na PF requisitada por Bolsonaro.

A base da ação são conversas no aplicativo Whatsapp entre Moro e Zambelli antes da decisão do ministro. A deputada queria que Moro aceitasse a troca na PF desejada por Bolsonaro.

A ação, porém, não pertence ao inquérito que investiga a acusação do ex-ministro da Justiça contra Bolsonaro.

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Lava Jato: Moro critica Aras e teme mudanças na operação

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Agência Brasil

Ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro disse que Bolsonaro errou ao escolher Aras como Procurador-Geral

O juiz Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, criticou falas do procurador-geral da República, Augusto Aras, que questiona a necessidade de haver  forças-tarefa dedicadas a investigações específicas na Lava Jato.

O ex-juiz federal defendeu a “autonomia funcional” das forças-tarefa e atacou a ideia de Aras, que ele entende como tentativa de “revisionismo” da Operação Lava Jato.


“Elas [forças-tarefa] são uma criação brasileira absolutamente necessária para se ter uma equipe de procuradores e policiais dedicados a investigar esses crimes mais complexos”, disse o ex-ministro em entrevista à colunista Eliane Cantanhêde e ao repórter Fausto Macedo no portal do jornal Estadão.

“Não entendo essa lógica do revisionismo, como se a Lava Jato não representou algo extremamente positivo, que foi uma grande vitória contra a impunidade da grande corrupção. Quem ataca a Lava Jato hoje eu sinceramente não entendo bem onde quer chegar.”

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Nesta semana, procuradores federais e a cúpula da Procuradoria entraram em choque após Aras determinar urgência no compartilhamento de dados da Lava Jato no Paraná, em São Paulo e no Rio.

Aras, procurador-geral da República, propôs a criação da Unidade Nacional Anticorrupção (Unac) no Ministério Público Federal (MPF), o que centralizaria em Brasília o controle de operações e prevê que as bases de dados das forças-tarefa sejam administradas por uma secretaria ligada à própria Procuradoria.

Aras, em agosto, terá de decidir se prorroga ou desfaz a força-tarefa de Curitiba.

Conflito

O conflito entre o comando da Procuradoria e grupos de trabalho gerou um pedido de investigação na corregedoria do órgão. Isso aconteceu depois que procuradores da Lava Jato de Curitiba se rebelaram contra um pedido por acesso a dados sigilosos da operação, feito pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo.

Moro diz que  falta apoio da cúpula da PGR ao trabalho dos procuradores.

“Tenho respeito ao Augusto Aras, seria importante que ele refletisse um pouco mais, ele e também a cúpula da Procuradoria. Ele tem que se somar a esses esforços das forças-tarefa da Lava Jato e de demais forças que certamente terão que ser criadas”, disse o juiz.

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Moro também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro errou ao escolher Aras para o comando do Ministério Público Federal, porque Aras não integrava a lista tríplice elaborada pelos integrantes do Ministério Público no ano passado.

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