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Na Caixa, Guimarães tentou subir o próprio salário para R$ 80 mil

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Pedro Guimarães tentou aumentar o próprio salário
Valter Campanato/Agência Brasil

Pedro Guimarães tentou aumentar o próprio salário

O ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães tentou aumentar seu salário enquanto liderava o banco. De acordo com a coluna de Rodrigo Rangel no Metrópoles, Guimarães tentou subir o valor de R$ 56,1 mil para R$ 80,8 mil, um aumento de quase 44%.

A proposta do reajuste chegou a passar por várias instâncias internas da Caixa e foi barrada apenas no Ministério da Economia. Além do salário de Guimarães diretores executivos e vice-presidentes também seriam beneficiados pelo reajuste.

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No caso dos diretores, o salário saltaria de R$ 41,8 mil para R$ 61,7 mil. Já entre os vice-presidentes, o valor subiria de R$ 50,2 para R$ 74,1 mil. Em abos os casos, o reajuste seria superior a 47%.

Como justificativa para o Ministério da Economia, a equipe da Caixa argumentou a respeito dos excelentes resultados do banco, superiores aos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil. O valor de R$ 80,8 mil que Guimarães queria receber era o exato salário de Gustavo Montezano, presidente do BNDES.

Segundo a coluna de Rodrigo Rangel, além do salário, Guimarães ainda recebia um valor extra de R$ 130 mil por ser membro de conselhos de administração de subsidiárias da Caixa e de empresas privadas das quais o banco é sócio. Guimarães deixou o comando da Caixa no final de junho após acusações de assédio sexual.

Fonte: IG ECONOMIA

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Parceria promete delivery em comunidades excluídas por grandes apps

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naPorta, serviço de logística anuncia parceria com Bdoo
Reprodução/naPorta

naPorta, serviço de logística anuncia parceria com Bdoo

A Bdoo e a naPorta, duas startups nacionais, pretendem trazer para o mercado de delivery uma parceria que terá como foco lugares nos quais os aplicativos de delivery não entregam – o projeto trará o serviço para dentro de comunidades nas quais os apps convencionais não atuam.

Grande parte dos empreendedores dentro das favelas dependem principalmente do telefone e do WhatsApp para realizarem os pedidos em delivery. Sem a possibilidade de uma rede de entrega rápida e fácil, os empresários Denis Lopardo, fundador da marca e Sanderson Pajeú, CEO do naPorta, enxergaram uma possibilidade pouco explorada no mercado.  

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O interesse pela área não deixa de ter embasamento antes de ser lançado: o Data Favela em parceria com a Cufa e o Instituto Locomotiva mostra que existem mais de 15 mil comércios mapeados com CNPJ. Com mais de 13 mil favelas no Brasil, 5 milhões de domicílios e mais de 17,1 milhões de moradores, o mercado dentro das comunidades é cercado de preconceitos e vista grossa por empresários de fora das favelas.

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Quando ampliado, o projeto fará com que as empresas que quiserem se inscrever no serviço estejam isentas de taxa de serviço, e os entregadores contratados como MEIs terão pagamento por entrega duas vezes maior do que a média do mercado de entregas. Como muitos dos entregadores moram justamente nas regiões onde diversos aplicativos de delivery tradicionais não atuam, a parceria entende que tais funcionários terão rotinas menores e gastarão menos tempo e dinheiro com locomoção. 

“O dono do estabelecimento tem dois grandes problemas: é muito caro ter uma logística […] e o outro problema é que muitas vezes a comida começa a empilhar e o empreendedor não consegue fazer todas as entregas”, explica Denis. A ideia do projeto é simplificar os processos dos pedidos para os empreendedores e trazer agilidade para os donos das marcas e para os consumidores. 

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Já para Sanderson, outra preocupação importante para a fundação do empreendimento é trazer a entrega que, muitas vezes, fica parada nos Correios. “Eu venho de uma periferia de São Paulo, e muitas vezes tive que ir ao Correio para conseguir pegar uma compra que fiz, porque eu tenho que pagar o frete e ainda assim ir pegar no correio?”, questiona. 

O naPorta já opera sozinha como serviço de logística em algumas comunidades cariocas e paulistanas, e a expansão para algumas paulistanas já está nos planejamentos da marca. 

O projeto tem data inicial para o lancaçamento marcado para esta segunda-feira, 15 de agosto, na favela Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. Até o final de 2022, as empresas têm como alvo outras 10 favelas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A visão da parceria é algum dia chegar também a comunidades ribeirinhas e áreas de difícil acesso, a partir da expansão do negócio.

Fonte: IG ECONOMIA

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