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MPC pede a condenação de quatro prefeitos por contratarem serviço de limpeza pública com sobrepreço e devolução de R$ 3,8 milhões

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Em razão do uso indevido do sistema de registro de preços para a contratação dos serviços de limpeza pública pelo município de Marechal Floriano e por ter dado permissão às prefeituras de Alegre, Castelo e Presidente Kennedy para aderirem à Ata de Registro de Preços 001/2019 por meio de carona, o Ministério Público de Contas (MPC) pede a condenação dos responsáveis nos quatro municípios à devolução dos valores pagos com sobrepreço em contratos firmados com a empresa Fortaleza Ambiental Gerenciamento de Resíduos Ltda., cuja soma ultrapassa R$ 3,8 milhões.

 

O pedido consta da Representação 3567/2020, na qual o MPC também pede a concessão de medida cautelar para determinar aos municípios de Marechal Floriano, Alegre, Castelo e Presidente Kennedy que deixem de efetuar a prorrogação dos contratos celebrados, e de qualquer aditivo de preço ou de quantitativos, até decisão final do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) no processo. Em caso de descumprimento da determinação, o órgão ministerial requer a aplicação de multa pessoal aos prefeitos dos municípios, no valor de R$ 5 mil por dia.

Para apurar possíveis irregularidades nos procedimentos licitatórios que resultaram na contratação da empresa Fortaleza Ambiental Gerenciamento de Resíduos Ltda. para a prestação dos serviços de limpeza e conservação pública complementar pelo município de Marechal Floriano, o MPC instaurou inquérito administrativo, em outubro de 2019. Nele, foi constatada a utilização indevida da Ata de Registro de Preços 001/2019, decorrente do Pregão Presencial 003/2019, para a contratação dos serviços pela Prefeitura de Marechal Floriano, assim como a adesão à ata pelos municípios de Alegre, Castelo e Presidente Kennedy, por meio de carona, sem a comprovação de vantajosidade para a Administração Pública, bem como com a prática de diversas infrações à Lei de Licitações (Lei 8.666/93).

O uso do sistema de registro de preço para a contratação de serviço de limpeza pública viola a Lei de Licitações, assim como as prescrições do Manual de Orientações Técnicas para elaboração do Projeto Básico de Coleta de Resíduos Sólidos Urbanos do Tribunal de Contas, destaca o órgão ministerial, pois a limpeza pública é serviço contínuo com possibilidade de delimitação do quantitativo a ser contratado.

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Além da utilização indevida do sistema de registro de preços, a representação do MPC aponta as seguintes irregularidades no procedimento realizado pelo município de Marechal Floriano: restrição à competitividade do certame; termo de referência insuficiente e impreciso; ausência de ampla pesquisa de preço; ausência de limite quantitativo de itens para adesões à ata de registro de preços; e ausência de análise da controladoria interna.

Superfaturamento
Ao analisar o contrato para a prestação do serviço firmado pela Prefeitura de Marechal Floriano, outras quatro irregularidades foram verificadas, das quais se destacam a ausência de acompanhamento por responsável técnico e o superfaturamento decorrente da contratação por preços acima dos valores de mercado, o qual resultou em dano estimado de R$ 1.148.724,15 para os cofres municipais. O MPC quer que o valor seja devolvido pelo prefeito, João Carlos Lorenzoni, pelo então Secretário Municipal de Obras e Serviços Urbanos, Antônio Carlos Malin, e pela empresa contratada.

Além dessas irregularidades, outras violações à Lei de Licitações ocorreram nas contratações decorrentes das caronas à Ata de Registro de Preços 001/2019, praticadas pelas prefeituras de Alegre, Castelo e Presidente Kennedy, já que não houve comprovação de vantajosidade na adesão a itens superfaturados do procedimento: “varrição manual de vias públicas”, “equipe de serviços diversos” e “coleta de resíduos sólidos domiciliares e comerciais com caminhão coletor compactador”.

Também foi verificado que essas prefeituras não respeitaram os prazos para disponibilizar os dados referentes à execução dos contratos firmados com a empresa Fortaleza Ambiental no sistema Geo-Obras do TCE-ES. O MPC alerta que os contratos celebrados pelas prefeituras de Castelo e Alegre nem sequer foram inseridos no sistema.

Alegre
Por meio do Contrato 012/2020, a Prefeitura de Alegre aderiu a dois itens com sobrepreço da ata de Marechal Floriano, causando prejuízo ao erário municipal estimado em R$ 548.736,47, sob responsabilidade do prefeito, José Guilherme Gonçalves Aguilar, e não realizou ampla pesquisa de preço para comprovar a vantajosidade da adesão à licitação.

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Além disso, verificou-se que, após aderir à ata de registro de preços do município de Marechal Floriano, a Prefeitura de Alegre a transformou na Ata de Registro de Preços de Alegre 017/2020, com vigência prorrogada até fevereiro de 2021, de forma ilegal, porque a ata original foi assinada em fevereiro de 2019 pelo prazo improrrogável de um ano.

Castelo
No caso da Prefeitura de Castelo, o Contrato 1.10248/2019 foi firmado também sem comprovação da vantajosidade da adesão à ata, já que a pesquisa de preços foi realizada apenas com três empresas que também concorreram no pregão da Prefeitura de Marechal Floriano. Foi constatada, ainda, a realização de empenho da despesa pactuada de forma irregular.

O município de Castelo aderiu aos mesmos dois itens que a Prefeitura de Alegre, além de “coleta de resíduos sólidos domiciliares e comerciais com caminhão coletor compactador”, havendo sobrepreço também nesse último item, resultando em um dano total estimado de R$ 799.624,48, sob responsabilidade do então prefeito, Luiz Carlos Piassi.

Presidente Kennedy
A representação ministerial demonstra que, ao firmar o Contrato 180/2019, a Prefeitura de Presidente Kennedy não realizou pesquisa de preços com outras empresas fornecedoras do serviço de limpeza pública ou outros órgãos públicos que já contrataram o mesmo serviço. O município também aderiu aos itens com sobrepreço da ata de Marechal Floriano, o que provocou dano aos cofres municipais estimado no valor de R$ 1.344.113,56. O MPC pede que o valor seja devolvido pelo prefeito de Presidente Kennedy, Dorlei Fontão da Cruz, e pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Klayton Bahiense Barros.

Diante dos fatos narrados, o MPC pede a condenação dos responsáveis pelas infrações cometidas e da empresa Fortaleza Ambiental Gerenciamento de resíduos Ltda. ao ressarcimento solidário dos valores pagos com sobrepreço nos quatro municípios, além da aplicação de outras penalidades previstas em lei.

A representação do Ministério Público de Contas tramita no TCE-ES e tem como relator o conselheiro Luiz Carlos Ciciliotti da Cunha.

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Em Cachoeiro, faixas elevadas vão garantir mais segurança e acessibilidade na Beira Rio

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A Prefeitura de Cachoeiro está instalando faixas elevadas para travessia de pedestres na avenida Beira Rio. De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Semdurb), o objetivo é garantir mais segurança em pontos onde são altos os índices de atropelamentos, além de melhorar as condições de acessibilidade e mobilidade na região.

A primeira faixa está sendo implantada em frente ao trecho do calçadão onde foi construída, recentemente, uma rampa para facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. A previsão é de que a intervenção seja concluída até esta sexta, com a devida sinalização.

Em seguida, será iniciada a instalação de outra faixa na altura da cabeceira da ponte de pedestres Rosalina Depoli e da entrada da rua Lourival Sales. No local, são registradas, frequentemente, ocorrências de atropelamento, inclusive, com vítimas fatais.

“A faixa elevada é um recurso para induzir a redução da velocidade dos veículos; uma medida de moderação do tráfego – traffic calming, no exterior – que contribui para que o uso compartilhado da via pública seja feito de forma segura para todos, principalmente, para o pedestre, que é o elo mais frágil no sistema de trânsito”, explica o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Jonei Petri.

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Outro trecho da Beira Rio que receberá faixa elevada, futuramente, é o que fica em frente à praça de Fátima, próximo ao ponto de parada de ônibus. A intervenção no local, no entanto, está associada à realocação do abrigo de passageiros, a ser feita nos próximos meses.

“Todas essas intervenções fazem parte de um amplo projeto de requalificação da área central de Cachoeiro, que dialoga com o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. São ações muito abrangentes, que passam por tratamento das calçadas; melhorias na acessibilidade e nos pontos de ônibus; resolução de pontos de conflito no trânsito; implantação de circuito cicloviário; entre outras medidas importantes para a qualidade de vida da população”, salienta Petri.

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