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MP com microcrédito para pequenos negócios avança no Senado

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Senado aprova MP que cria microcrédito para estimular pequenos negócios
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Senado aprova MP que cria microcrédito para estimular pequenos negócios

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (13), a Medida Provisória que cria novas linhas de microcrédito para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs). A  MP, que agora segue para sanção, faz parte do pacote de medidas assinadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em março para estimular a economia no ano eleitoral.

A proposta criou o Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores (SIM Digital), que visa facilitar o acesso ao crédito para pessoas que exerçam atividade produtiva ou de prestação de serviços, urbanas ou rurais, de forma individual ou coletiva. O programa contempla ainda MEIs.

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De acordo com o texto, a ideia é incentivar a formalização de pequenos negócios.

A MP foi aprovada no Senado sem fazer alterações à proposta que veio da Câmara. Essa Casa, por sua vez, o aumentou o valor dos empréstimos estabelecidos no texto original do governo. Agora, se a medida for sancionada por Bolsonaro, os créditos a pessoas físicas podem ser de até R$ 1,5 mil para pessoas físicas e R$ 4,5 mil para microempreendedores individuais. Os valores propostos originalmente eram de R$ 1 mil e R$ 3 mil, respectivamente.

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Além disso, a MP também prevê prioridade ao microcrédito para mulheres, até que se atinja a proporção de no mínimo 50%.

O SIM Digital será garantido pelo Fundo Garantidor de Microfinanças (FGM), da Caixa Econômica Federal (CEF), e poderá também usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estimados em R$ 3 bilhões, segundo a relatora do projeto no Senado, Margareth Buzetti (PP-MT).

A medida também autoriza que o FGTS também seja usado como garantia caso haja inadimplência de quem contratou o empréstimo. O texto também autoriza que qualquer banco possa emprestar seus recursos com a garantia do FGM, com taxas de 3,6% ao mês e prazo máximo de 24 meses para pagar.

Fonte: IG ECONOMIA

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MP que autoriza exploração de urânio por empresas privadas é aprovada

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Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares
Divulgação/Eletrobras

Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares

O governo Jair Bolsonaro publicou nesta sexta-feira uma medida provisória (MP) que libera a mineração de urânio para empresas privadas, por meio de parcerias com o setor público. Atualmente, a mineração de urânio no país é feita apenas pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A Constituição Federal diz que compete exclusivamente à União “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados”.

Por isso, as atividades de pesquisa, lavra, enriquecimento, industrialização e comércio de minérios nucleares e derivados são exercidas exclusivamente pela INB. A empresa atua em toda cadeia produtiva: da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica para as usinas nucleares brasileiras.

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A MP permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e empresas privadas para exploração de jazidas de minérios nucleares e também a produção, a conversão e o enriquecimento do material.

O texto publicado nesta sexta-feira permite que a INB firme contratos com companhias para a exploração de urânio em todos os níveis da cadeia e remunere essas empresas com o percentual do valor arrecadado na comercialização do produto da lavra; com o direito de comercialização do minério associado; com o direito de compra do produto da lavra com exportação previamente autorizada; ou outros arranjos definidos em contrato.

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“Com a atualização da legislação, espera-se que a INB, em parceria com o setor privado, aumente investimentos em pesquisa e lavra e a capacidade de produção nacional de urânio”, informou em nota o Ministério de Minas e Energia.

Atualmente, quando o titular de autorização para pesquisa ou de concessão de lavra encontra elementos nucleares associados a uma substância mineral, ele é obrigado a comunicar à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à INB. Caso os elementos nucleares tenham valor econômico superior a outra substância mineral, toda a jazida é incluída no monopólio estatal e o titular perde a autorização de pesquisa ou concessão de lavra. Com a edição da MP, independentemente do valor econômico dos elementos nucleares presentes numa jazida mineral, será possível parcerias entre o minerador e a INB, para o aproveitamento de todos os recursos minerais presentes na jazida.

A MP autoriza ainda que a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBpar) passe a ser controladora da INB. A ENBpar foi criada para controlar as usinas nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu, antes pertencentes a Eletrobras e que não podem ser privatizadas.

“Com responsabilidade socioambiental, a MP busca atrair capital privado e desonerar o contribuinte, gerando emprego e renda para a população e consolidando o Brasil como um porto seguro para investimentos”, afirma o MME.

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O Brasil é dono da sétima maior reserva de urânio no mundo, segundo a INB. São 309.000 toneladas do minério distribuídas entre os estados da Bahia, Ceará, Paraná e Minas Gerais. Porém, o governo estima que as reservas brasileiras sejam ainda maiores, já que menos de um terço do território nacional foi alvo de pesquisas em busca do minério.

Embora estando entre as dez maiores reservas de urânio do mundo, Brasil vem importando tudo o que consome de países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Outros países com grandes reservas são Austrália, Canadá e Rússia.

No Brasil, a exploração desse mineral ocorria na mina de Caetité, na Bahia, a mais de 600 quilômetros de Salvador. A produção nacional parou em 2015 e voltou em 2020. Agora, a INB tenta buscar recursos para voltar a explorar o minério em novas minas na região e em outras áreas.

O urânio é matéria-prima, principalmente, para a geração da energia nuclear. Ele passa por um processo químico, gerando um pó amarelo (chamado de yellow cake), que posteriormente é enriquecido para permitir a geração de energia elétrica nas usinas nucleares. No Brasil, há duas usinas desse tipo em operação: Angra 1 e 2. O governo também tenta concluir Angra 3, em construção há décadas. A Constituição também determina que a energia do urânio só pode ser usada no país para fins pacíficos. Além da produção de eletricidade, a energia nuclear vem sendo utilizada em outras áreas: na medicina, no meio ambiente, na engenharia, na produção de radiofármacos e na agricultura.

Fonte: IG ECONOMIA

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