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Mourão manda recado para Moraes: “Se comporte de acordo com as regras”

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Vice-presidente, Hamilton Mourão
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Vice-presidente, Hamilton Mourão

Nesta segunda-feira (1°), o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) disse que espera que o ministro Alexandre de Moraes siga as regras quando se tornar presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O magistrado foi eleito para o cargo em junho e assumirá em 16 de agosto, sendo responsável pelo comando da corrida eleitoral.

“Eu espero que ele [Moraes] se comporte de acordo com as regras. Ele não tem o VAR  [árbitro assistente de vídeo, da sigla em inglês Video Assistant Referee]. Ele é o juiz e não tem VAR. Tem que ser bem circunspecto e bem atento em todas as coisas que tem que fazer”, afirmou Mourão ao conversar com jornalistas na entrada do Palácio do Planalto.

O vice-presidente não quis fazer críticas diretas a Moraes, mas o provocou ao fazer questionamentos sobre o inquérito das fake news. O ministro é o responsável pela relatoria da investigação sobre informações falsas contra membros do Supremo Tribunal Federal.

“Eu critico é a questão, por exemplo, desse inquérito que eu julgo que está totalmente errado. A pessoa ser responsável pelo inquérito, denunciar e julgar quando ele também é um dos ofendidos no inquérito. Então, eu acho meio complicado isso aí. Acho que isso é poder demais e o poder demais ele corrompe”, comentou.

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Bolsonaro foi o responsável por divulgar informações mentirosas sobre o processo eleitoral do Brasil em live feita em julho do ano passado. Em maio deste ano, Moraes juntou o inquérito sobre as declarações do presidente com a investigação que analisa suposta atuação deu ma milícia digital contra a democracia.

Mourão e a carta pela democracia

O vice-presidente também se manifestou sobre a carta pela democracia . Ele disse que há um “pânico desnecessário”. Ele demonstrou descontentamento com o manifesto pró-democracia feito pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), conquistando mais de 630 mil assinaturas.


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Fonte: IG Política

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Carta em defesa da democracia: Bolsonaro volta a criticar documento

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Bolsonaro durante live semanal
Reprodução

Bolsonaro durante live semanal

presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta quinta-feira as cartas em defesas da democracia lidas na Faculdade de Direito da USP pela manhã. Com um exemplar da Constituição na mão, o chefe do Executivo afirmou em uma live que fazem uma “onda” para tentar atingi-lo e que a carta serve de “passaporte para dizer que é bom moço”.

O presidente, que tenta se reeleger ao Palácio do Planalto, fazia referência às assinaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de sua mulher na manifestação. Bolsonaro, no entanto, não citou diretamente o seu principal adversário nas eleições.

“Alguém discorda que essa daqui é a melhor carta à democracia? (mostra a Constituição). Alguém tem dúvida? Acha que um outro pedaço de papel qualquer substitui isso daqui?”, afirmou Bolsonaro.”

Na sequência, o presidente afirmou que o PT não assinou a “carta de 88”, referindo-se à Constituição, e que faziam uma “onda” sobre a carta à democracia para tentar atingi-lo. O Partido dos Trabalhadores, no entanto, foi um dos signatários da promulgação da Constituição, mas votou contra a redação final do texto.

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“Então, vamos lá, já que o símbolo máximo do PT assinou a carta juntamente com a sua jovem esposa, eu pergunto: o PT assinou a carta de 88? O PT assinou a Constituição de 88? O pessoal faz uma onda agora sobre carta à democracia para tentar atingir a mim, mas a bancada toda do PT não assinou essa carta à democracia em 88 e agora quer assinar essa cartinha à democracia?”, afirmou.

Por fim, Bolsonaro afirmou que “fazer cartinha” era “servir de passaporte” para dizer que é “bom moço”.

“Então fazer cartinha, servir de passaporte para dizer que é bom moço não funciona, tem que dar exemplo aqui.”

As cartas foram lidas em manifestação na manhã desta quinta-feira na Faculdade de Direito da USP pelo ex-ministro da Justiça José Carlos Dias. O documento destaca o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na condução das eleições no país e foi tida como uma manifestação de oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

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A manifestação acontece em meio aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro. Ao todo, 107 entidades assinaram o documento, representando empresas dos mais diversos setores e variados segmentos da sociedade.

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Fonte: IG Política

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