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Ministério da Saúde pede ajuda a hospitais privados para lidar com coronavírus

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Agência Brasil

Hospitais integram Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS

Prevendo aumento exponencial de casos do novo coronavírus nas próximas duas semanas e meia, o Ministério da Saúde solicitou auxílio a cinco hospitais privados filantrópicos para lidar com a crise. Instituições, que já possuem parceria público-privada com o Sistema Único de Saúde (SUS), ajudariam com recursos e pessoal.

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Na última segunda-feira (9), o ministro da Saúde , Luiz Henrique Mandetta, realizou uma reunião sobre o coronavírus com líderes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre, segundo informação divulgada nesta quarta-feira (11), pela Folha de S. Paulo .

No encontro com o Ministério da Saúde , foi apresentado uma projeção que mostrou que, no pior cenário, deve haver aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil nas próximas duas semanas e meia. Segundo previsão, a elevação duraria oito semanas para a baixar.

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O governo prevê que nesse período haja uma grande demanda por atendimento hospitalar. A época também coincide com o pico de casos de gripe, aumentando as necessidades. Dessa forma, pediu o auxílio para esses hospitais, que integram o projeto público-privado Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS).

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“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus ], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, explicou o diretor-geral do Sírio-Libanês Paulo Chapchap, à Folha de S. Paulo .”Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar.”

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Brasil tem 407 mortes em 24 horas pela Covid-19; total de óbitos passa de 3 mil

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Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O Brasil teve 407 mortes em 24 horas em decorrência da Covid-19, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde desta quinta-feira (23). O número total de óbitos no país é de 3.313, e os casos confirmados somam 49.492. Desde o último boletim da pasta, foram 3.735 novas confirmações da doença.

Das mais de três mil mortes, 88% já estão com investigação concluída, segundo o Ministério da Saúde. Quase 60% das vítimas eram homens, e pouco mais de 40% eram mulheres.

A maior parte das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19 tinham mais de 60 anos, e 69% apresentavam pelo menos um fator de risco. A cardiopatia é o agravante mais comum entre as vítimas.

Para mais informações, acesse coronavirus.saude.gov.br

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