Economia

Metade da população diz que finanças pioraram nos últimos 8 meses

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Paulo Guedes, ministro da Economia, está em um dos três ministros que permaneceram no cargo desde o início do governo Bolsonaro
Reprodução: Flickr – 11/05/2022

Paulo Guedes, ministro da Economia, está em um dos três ministros que permaneceram no cargo desde o início do governo Bolsonaro

Nos últimos oito meses, mais da metade (51%) dos brasileiros relata piora na situação econômica , enquanto apenas 7% diz que as finanças melhoraram, aponta a pesquisa PoderData realizada de 17 a 19 de julho de 2022.

Esta é a primeira vez nos últimos seis meses que a pesquisa faz essa pergunta. De lá pra cá, 20% dizem que a vida melhorou, 41% que piorou e 32% que se manteve igual. Outros 7% não sabem ou preferem não responder.

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A pesquisa é feita durante o intervalo de pagamentos do Auxílio Brasil de R$ 400, valor que sobe para R$ 600 a partir do dia 9 de agosto, devido à antecipação do calendário de depósitos  anunciada nesta segunda-feira (25) pelo governo federal. 

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A pesquisa também quis saber quem consegue guardar R$ 200 para uma eventual emergência. Dos entrevistados, 57% afirmou que tem o montante para atender algum imprevisto, salto de 17% desde setembro de 2020, última vez que a pergunta foi feita. 

Cerca de 32% do eleitorado, equivalente a 52 milhões de eleitores, não conseguiria cobrir uma emergência nesse valor. Esses percentuais caíram 23 p.p. em quase 2 anos. Os que afirmam não saber se teriam a quantia são 11%. 

A pesquisa mostra correlação entre a situação do bolso e a aprovação, ou reprovação, do governo Bolsonaro. Hoje, 41% dos que aprovam a gestão relatam melhora nas condições econômicas. Entre os que reprovam a administração federal, esse número cai para 5%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 17 a 19 de julho de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 309 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07122/2022.

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Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. 

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Lula fala em isentar de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil

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Lula usa a economia para criticar Bolsonaro
Reprodução/Twitter – 16.08.2022

Lula usa a economia para criticar Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feria (17) que estuda isentar a contribuição do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Segundo o candidato à presidência da República, a medida seria implementada ainda no primeiro ano de governo , com isso, mais de 23,8 milhões de contribuintes seriam beneficiados pela isenção.

“Quando eu era presidente, reajustei várias vezes a tabela do Imposto de Renda. O Bolsonaro prometeu e não fez. Nós vamos reajustar a tabela, escolher uma faixa maior para isentar do imposto, penso que por volta de R$ 5 mil. Vamos ter que estudar e discutir sobre isso”, disse Lula em entrevista à Rádio Super, de Minas Gerais. 

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Segundo a Unafisco, o número de isentos passaria de 7,6 milhões para  23,8 milhões (16,2 milhões a mais) com um ajuste integral da tabela, de 147,4%, dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 4.710,49.

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“Na hora que você fizer isso vai ter que deixar de arrecadar uma quantidade enorme de dinheiro que você vai ter que dizer de qual outra fonte vai tirar recurso”, disse o candidato.

“Agora, o reajuste [da tabela], independentemente de qualquer coisa, a gente vai fazer todo ano. Ora, se tudo se reajusta nesse país, por que a tabela do Imposto de Renda não pode ser reajustada para aqueles que vive de salário?”, completou o ex-presidente.

Ontem, no primeiro dia de campanha, Lula esteve no ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, falando com trabalhadores na porta da fábrica da Volkswagen e disse que “a primeira medida” do seu governo seria o reajuste da tabela do Imposto de Renda. 

Para o petista, uma das saídas para a crise econômica e social enfrentada pelo Brasil é desenhar e colocar em prática uma reforma tributária progressiva, em que os mais ricos terão que pagar mais impostos, aliviando os mais pobres e permitindo o reajuste da tabela do IR, que beneficia sobretudo a classe média.

Segundo levantamento realizado pelo Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRCRJ), a defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) já causou prejuízo de R$ 90 bi à classe média

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Uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018 foi isentar de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos, que na época representava R$ 5 mil. Já eleito, Bolsonaro prometeu, em 2019, que corrigiria a tabela do IR com, “no mínimo” a inflação.

A cinco meses de terminar o mandato, caso não seja reeleito, o presidente não fez nem uma coisa, nem outra. E, agora,  afirma que vai corrigir a tabela do IR em 2023.

A disparada da inflação nos últimos meses acentuou, no governo Bolsonaro, a mordida do Imposto de Renda sobre a renda dos trabalhadores. Só nos três anos e meio do mandato de Bolsonaro, a defasagem da tabela do IR chega a 26,6%, segundo estudo feito pelo Sindifisco Nacional.


Fonte: IG ECONOMIA

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