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Meta de inflação em 2021 é fixada em 3%, decide CMN

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Expectativa para inflação em 2022 e 2023 foram mantidas
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Expectativa para inflação em 2022 e 2023 foram mantidas

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2024 em 3% , com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (24).

As metas de inflação para 2022 e 2023 foram mantidas , respectivamente, em 3,5% e 3,25%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Esse é o valor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá alcançar nos próximos anos. Em 2021, a meta para a inflação também permanece em 3,75%, com o mesmo intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Em nota, o Ministério da Economia destacou que o anúncio reduz incertezas e aumenta a capacidade de planejamento dos agentes econômicos (famílias, empresas e setor financeiro). Segundo a pasta, a busca pelo equilíbrio nas contas públicas cria um ambiente favorável para a redução estrutural da inflação e dos juros.

De acordo com a pasta, a reforma da Previdência e a fixação do teto de gastos produziram expectativas de queda nos gastos no médio prazo. O texto também citou a Emenda Constitucional Emergencial, que estabeleceu gatilhos de ajustes de despesas para União, estados e municípios, caso as despesas obrigatórias sujeitas ao teto de gastos ultrapasse determinado nível.

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Mesmo diante de choques adversos, como a pandemia e a alta das commodities (bens agrícolas com cotação internacional), que elevaram a inflação em 2021, o governo afirma que a manutenção do teto de gastos e o compromisso com o equilíbrio fiscal no médio e no longo prazo mantêm o ambiente favorável à estabilidade macroeconômica.

Histórico

Até 2016, a meta de inflação era fixada com dois anos de antecedência, mas um decreto publicado no Diário Oficial da União em junho de 2017 determinou que a definição passasse a ser feita três anos antes. De acordo com o Banco Central (BC), a mudança teve como objetivo reduzir as incertezas e melhorar a capacidade de planejamento das famílias, das empresas e do governo.

Desde 2005, o centro da meta de inflação estava em 4,5%, com 2,5 pontos de margem de tolerância. Em 2006, esse intervalo caiu para 2 pontos e permaneceu assim nos anos seguintes até ser reduzido para 1,5 ponto para 2017 e 2018, banda que será mantida agora até 2024.

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A meta de inflação deve ser perseguida pelo BC ao definir a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, pretende conter a demanda aquecida e segurar os preços ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Ao diminuir os juros básicos, o Copom barateia o crédito, incentivando a produção e o consumo.

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Não faça como Yasmin Brunet: veja dicas para evitar “golpe do delivery”

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Rappi diz ter resolvido o problema com a usuária
Reprodução: iG Minas Gerais

Rappi diz ter resolvido o problema com a usuária

A modelo Yasmin Brunet é a nova vítima do “golpe do delivery” , aplicado em consumidores que pedem comida por meio de  aplicativos de entrega . Na última terça-feira (dia 20), ela relatou, em suas redes sociais, ter perdido R$ 7.900 ao ser enganada por um suposto entregador. A compra, paga no cartão, era de R$ 77 , mas o valor debitado foi cem vezes maior.

O golpe já é antigo na praça e, geralmente, acontece da forma como foi com a modelo. Segundo Yasmin, ela recebeu uma ligação de uma mulher, que se apresentou como funcionária do restaurante , dizendo que o motoboy responsável pela entrega sofrera um acidente . Com isso, um novo pedido seria enviado após o cancelamento do original. A modelo havia usado a plataforma Rappi para pedir a refeição.

Yasmin contou que o entregador chegou muito rapidamente, dez minutos após o telefonema. Ela estranhou ele ter estacionado do outro lado da rua e não ter tirado o capacete. De acordo com a modelo, o motoboy mostrou a tela do celular com o valor de R$ 77 e disse que o aparelho estava conectado à maquininha do cartão. No entanto, nada era exibido no visor do equipamento.

Mesmo assim, Yasmin confiou e digitou a senha. Ela relatou ainda que o homem falou que a transação não foi aceita e foi embora.

A modelo afirmou só ter percebido o golpe após entrar em contato com a operadora do cartão.

Como se proteger

Segundo o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho, apesar de esse tipo de fraude não ser novidade, muitas pessoas ainda caem na lábia dos criminosos, que costumam alterar um detalhe ou outro da armadilha para enganar as vítimas com mais facilidade. Por isso, todo cuidado é pouco.

“Eles colocam uma cola no visor da máquina para o consumidor não identificar o valor, dizem que a tela está quebrada ou alegam que o equipamento está com problema na impressora, para não dar a via do comprovante da compra ao cliente”, alerta Coelho: “Em qualquer caso, a orientação é simples: não pagar a compra e entrar imediatamente em contato com a empresa para a qual fez o pedido.”

Muitos consumidores ficam sem graça de conferir valores ou tem medo de parecerem “chatos” ao exigir comprovantes ou fazer perguntas para esclarecer dúvidas.

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“É aí que os criminosos ganham. A pessoa simplesmente confia. Mas o golpe existe. É preciso tomar cuidado”, diz o presidente do Procon-RJ.

Veja abaixo algumas dicas de Coelho para se proteger de fraudes:

  • – Só pague uma compra após conferir o valor na máquina do cartão
  • – Peça sempre a via do comprovante do cliente, impressa pela máquina do cartão, e a nota fiscal da compra
  • – Se tiver dúvidas, entre em contato com o estabelecimento ao qual fez o pedido
  • – Caso receba uma tentativa de golpe do delivery, denuncie os fraudadores ao Procon-RJ e à plataforma de entrega por meio da qual o pedido foi feito

De acordo com o Procon-SP, os consumidores devem dar preferência ao pagamento pelo aplicativo. É importante desconfiar caso o entregador informe que é necessário pagar algum valor extra. Dados pessoais não devem ser passados por telefone.

Ter todos os comprovantes da compra é importante ainda para um eventual pedido de ressarcimento ao aplicativo, caso o consumidor caia em algum golpe, ressalta Cássio Coelho.

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Em junho, o Procon-SP divulgou um aumento de 186% nas reclamações sobre golpes aplicados por entregadores de apps de comida. De janeiro a maio deste ano, houve 249 queixas contra as empresas Ifood, Rappi e Uber Eats, contra 87 em igual período de 2020.

Rappi diz que caso já foi resolvido com Yasmin Brunet

Em nota, o Rappi lamentou o ocorrido e esclareceu que o caso já foi resolvido junto à usuária. Veja, na íntegra, o posicionamento da plataforma:

“A empresa reitera, ainda, que não opera com máquinas de cartão de crédito ou débito e reforça que não há nenhuma prática de cobrança de taxa extra. Caso o usuário queira dar gorjetas ao entregador, isso também deve ser feito por meio do aplicativo para garantir a segurança de todos. O Rappi instrui todos os seus entregadores parceiros a cumprirem integralmente as regras e as leis, sendo expressamente rechaçadas as condutas contrárias. O Rappi ainda disponibiliza em seu aplicativo um canal de atendimento aos clientes — em que é possível reportar qualquer problema na plataforma —, e recomenda que, caso lesados, os usuários façam boletim de ocorrência e registrem pedido de cancelamento na operadora de cartão de crédito.

A companhia informa que sempre analisa os casos reportados, toma as medidas necessárias de acordo com os Termos e Condições do aplicativo e está à disposição dos órgãos competentes para quaisquer necessidades de esclarecimentos. A empresa, estruturou, inclusive, uma equipe que trabalha em conjunto com as polícias civil e federal para identificar o modus operandi das fraudes, como os locais mais utilizados e o perfil do fraudador”.

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