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Meta anuncia IA que gera imagens a partir de textos e desenhos

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Meta cria ferramenta para criar ilustrações
Unsplash/Dima Solomin

Meta cria ferramenta para criar ilustrações

Modelos de inteligência artificial para criar imagens parecem ser a mais nova tendência no setor. O Dall-E da OpenAI e o Imagen do Google são dois exemplos de algoritmos desse tipo. Eles transformam descrições em desenhos e montagens sem que o usuário precise dominar ferramentas de arte. A mais nova empresa a entrar nesse ramo é a Meta. A divisão de IA da empresa criou o Make-A-Scene, mas ele tem uma diferença em relação aos concorrentes.

Enquanto Dall-E e Imagen permitem apenas descrições em texto, o Make-A-Scene combina o que o usuário escreve com o que ele desenha.

Sim, o modelo também entende imagens. Assim, o usuário pode rabiscar um rascunho, e o programa se encarrega de fazer o resto da arte.

Controlar e dar forma

No exemplo compartilhado por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, no Instagram, o usuário escreveu “uma pintura de um bicho-preguiça descendo de esqui uma montanha nevada”.

Ele também fez um desenho geral de como deveria ser a cena: o bicho-preguiça virado para a esquerda da tela, a montanha subindo à direita, o ângulo de descida praticamente diagonal. As oito imagens geradas seguem o layout montado pelo usuário.

“Para perceber o potencial da inteligência artificial em levar adiante a expressão criativa, as pessoas devem poder controlar e dar forma ao conteúdo que um sistema gera”, escreveu Zuckerberg.

Sucesso nos testes

Por enquanto, o Make-A-Scene não está disponível para o público geral, então não dá para ver como isso funciona na prática. Nos testes, avaliadores humanos tiveram que comparar imagens criadas usando textos e desenhos com aquelas que se baseavam apenas nos textos.

Quando a referência era um rascunho de desenho, o modelo da Meta foi escolhido 99,54% das vezes — um número impressionante. Quando a referência era apenas a descrição, este número caía para 66%.

Agora, o algoritmo ficará nas mãos de artistas digitais como Sofia Crespo, Scott Eaton, Alexander Reben e Refik Anadol, que vão testar a ferramenta e dar feedback sobre os resultados.

IA de geração de imagens viralizou

As inteligências artificiais usadas para criar imagens ganharam destaque nos últimos meses.

O Dall-E Mini, uma versão limitada do Dall-E 2 da OpenAI, foi disponibilizado ao público e caiu nas graças dos usuários do Twitter e do Reddit.

Montagens engraçadas, esquisitas, bizarras e até assustadoras começaram a surgir nas redes e viralizaram. Entre as criações, teve Darth Vader tocando guitarra e Caco, o Sapo, em uma releitura do quadro “O Grito”, de Edvard Munch.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Moderadores do TikTok são obrigados a verem vídeos de abuso infantil

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TikTok estaria cometendo crime
Unsplash/Kon Karampelas

TikTok estaria cometendo crime

Moderadores de conteúdo do TikTok são expostos a conteúdos de abuso infantil, de acordo com uma reportagem da Forbes. Ex-funcionários da Teleperformance, uma empresa terceirizada da plataforma, afirmaram à revista que eram obrigados a verem vídeos de crianças serem exploradas sexualmente em seus treinamentos.

“Eu tenho uma filha e não acho certo um monte de estranhos assistindo isso. Eu não acho que eles deveriam usar algo assim para treinar”, disse um dos ex-funcionários à Forbes.

Os trabalhadores relatam a existência de um documento chamado DRR, sigla em inglês para “leitura obrigatória diária”. Nele, estavam vídeos que feriram as diretrizes do TikTok e foram deletados, sendo grande parte deles de crianças sendo abusadas.

Funcionários que deixaram a Teleperformance recentemente, ainda em julho deste ano, relatam que o documento segue circulando entre moderadores de conteúdo e que contém imagens coletadas em vários períodos. Estima-se que centenas de pessoas tanto da Teleperformance quanto do TikTok têm acesso ao documento.

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“Eu estava moderando e pensando: Este é o filho de alguém. Esta é a filha de alguém. E esses pais não sabem que temos essa foto, esse vídeo, esse trauma, esse crime salvo”, disse outra ex-moderadora à Forbes. “Se os pais soubessem disso, tenho certeza de que queimariam o TikTok”.

Os ex-funcionários relatam à Forbes que ficaram traumatizados por serem tão expostos às imagens. Uma delas afirma que ainda luta para se recuperar e que adquiriu comportamentos raivosos e pensamentos relacionados ao suicídio. Outro afirma: “Eu sei o que vimos, e foi muito fodido. Nós não deveríamos ter que ver nada disso”.

Crime

Além de causar transtornos para os funcionários, a exposição dos vídeos pode ser configurada como crime nos Estados Unidos, afirmaram especialistas à Forbes.

No país, a regra é retirar o conteúdo do ar e denunciá-lo ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. Depois disso, é necessário que as empresas minimizem o acesso aos conteúdos e só os mantenham salvos a fim de ajudar a Justiça em suas investigações.

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O que o TikTok faz seria considerado crime. Isso porque após excluir o conteúdo da plataforma, ela o mantém circulando entre seus funcionários, ao invés de minimizar seu acesso.

À Forbes, o porta-voz do TikTok, Jamie Favazza, disse que “materiais de treinamento da empresa têm controles de acesso rígidos e não incluem exemplos visuais de abuso infantil”. A empresa admitiu, porém, que trabalha com terceirizadas que podem ter seus próprios processos.

Favazza ainda disse que o objetivo do TikTok “é minimizar a exposição dos moderadores de acordo com as melhores práticas do setor”.

O presidente global de confiança e segurança da Teleperformance, Akash Pugalia, disse à Forbes que a companhia não usa vídeos com conteúdo explícito de abuso infantil em treinamento.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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