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Medo de perder no Amor é diferente de AMOR!

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Por | 05.06.2015

*Por Márcia Dolores Resende

 

A minha atenção sempre desperta quando ouço alguém falar que “tem que fazer muito“ para aguentar tal pessoa ao seu lado, ou que o outro é uma pessoa “difícil” e que só ele ou ela consegue ficar ao lado desta pessoa.

 

Quando alguém tem que fazer esforço para estar ao lado de outro alguém, algo verdadeiramente está fora do lugar no amor!

 

No amor, a fluidez é o movimento natural. As pessoas se envolvem com naturalidade e a relação evolui. Estou falando algo muito diferente do que você acredita que seja o amor?

 

Vamos considerar que a ideia de esforço está ligada ao medo de perder ou ao medo de ficar sozinho. Muitas vezes, as pessoas complicam o seu próprio caminho com a ausência de definição do que se quer!

 

Parece que definir algo para a vida afetiva é quase visto como uma afronta diante da vida… Gostaria muito de saber quem alimenta esse pensamento tão limitante.

 

Já ouvi a frase de que amar é para poucos!

 

E tem gente que acredita nisso?!

 

Amar, desde que haja a disponibilidade, é para muitos. Para todos que queiram vivenciar a beleza do desprendimento, da entrega, da ausência de controle sobre o outro e entrega genuína de amor.

 

O que limita tanto essa simples experiência que todos podemos vivenciar? A experiência de amar?

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Os modelos pré-estabelecidos!

 

As crenças limitantes sobre o amor!

 

Os nossos modelos mentais influenciam em todas as nossas escolhas e todas as decisões, inclusive no amor.

 

Hoje num restaurante, ouvi uma mulher falar que se ela deixar de fazer o acompanhamento das atividades do namorado, possivelmente ele irá abandonar coisas importantes!

 

Estava almoçando com meu filho numa mesa muito próxima a essa, alguns restaurantes possibilitam uma proximidade e escuta além do esperado, e como era impossível deixar de ouvir, nos olhamos e pensei o que motivaria uma mulher ou um homem a namorar alguém que cuida da disciplina das atividades do outro?!

 

Namorar alguém que quer mostrar o que está inadequado ou o que pode ser consertado?!

 

Pensei rapidamente, eu namoraria alguém que ficasse me lembrando o que é importante fazer?

 

Eu curtiria ser a responsável pela agenda do meu namorado? E falar para as pessoas que sem a minha ajuda ele certamente deixaria de fazer determinadas coisas?

 

Minha sensação foi de desespero!

 

Acredito que sou capaz de organizar as minhas atividades minimamente. Ainda em absoluta reflexão, ao sairmos do restaurante perguntei ao meu filho se ele ficaria feliz em desenvolver essa função ou que sua namorada estivesse fazendo isso?

 

Ele disse que na cabeça dele isso está longe de ser algo valioso na relação, além de ser algo muito chato.

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Respirei aliviada!

 

Pois uma relação de amor é para viver o amor com o outro, sentir o amor, falar com amor e para construir o amor!

 

Sentir o amor é um ato de entrega do melhor que tenho, e dá a abertura para receber o melhor do outro. Quando tenho que fazer coisas para melhorar o outro, deixa de ser uma interação de entrega de amor.

 

Naturalmente, podemos melhorar através do amor. Essa, é uma decisão individual que podemos realizar na interação com o outro.

 

Meu amado me inspira tanto que quero ser melhor e organizo minha vida para ser melhor. Isso é muito inspirador!

 

Diferente de “tenho que fazer” para o outro ser “melhor”.

 

O que mostra o “medo” do outro descobrir que pode ser feliz sem minha ajuda, esquecendo que se um homem, ou mulher, conseguem conduzir bem sua vida e ficar bem consigo mesmo, tem um grande potencial interno para viver uma relação de “verdadeiro amor” o amor por escolha, que é diferente do amor por necessidade!

 

O amor é uma escolha, amar por amar, para amar, para sentir a beleza profunda do amor e respeitar a singularidade do ser amado!

 

Que nosso modelo mental possa ser revisto e transformado todos os dias em direção do amor profundo, que é leve e espontâneo, e que mostra nossa real beleza!

 

 

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Homero Massena, um pintor genial – Por Manoel Goes*

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O genial e rebelde Homero Gabirobetz Massena (1886-1974) é o expoente máximo no cenário das artes da nossa Vila Velha do Espírito Santo. Nasceu em Barbacena, Minas Gerais, mas adotou Vila Velha como sua cidade preferida e com certeza foi reconhecido por amar tanto a nossa terra, tendo recebido o título de cidadão espírito-santense e muito carinho dos admiradores de sua produção artística.

Foi Prefeito da cidade de Bonfim-MG, foi afinador de piano, relojoeiro, saltimbanco, redator de jornal, etc. Formado em odontologia, por exigência do seu pai, Massena jamais exerceu a profissão, sua paixão maior era a pintura, as artes, a natureza. Pintou desde os 15 anos, deixando um legado artístico maravilhoso, tendo mais de dez mil telas espalhadas pelo país. Sua arte explode nas pinceladas, que em um primeiro momento podem parecer despreocupadas com o primeiro plano, mas transmitem ao expectador várias imagens, dependendo do ângulo e distancia da obra.

Teve a sua arte exposta na galeria Rembrandt, em Paris no período de 1906 a 1909, e em 1930. Noticiava a imprensa em 1939: “Poucas vezes tivemos a oportunidade de nos deleitar num ambiente de pura arte como a que ora se apresenta. Homero Massena, nome consagrado na vida nacional, como uma de suas impressões de mais alto e honesto valor, pondo em seus quadros pedaços do Brasil que ele vai vendo e que sabe fazer ver como verdadeiro artista que é”.

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A crítica da época era unanime em afirmar: “Massena surpreende, no que o termo valha na maior força e significação tanto aos leigos quanto aos entendidos em arte. Artista de processos simples, e por isso mesmo, legitimamente belo, as suas pinceladas são precisas, largas e limpas. Não existem distorções para reverenciar o inédito. Nem tão pouco se oferecem “chromos” para enternecer o vulgar”.

Kleber Galveas, um dos idealizadores do Museu Atelier Residência Homero Massena, artista plástico capixaba e seu pupilo afirma: “a obra de Massena possui unidade, que é produto de uma sensibilidade que se mantem por mais de um século, que transcende ao dualismo vertical-horizontal da tela, e ganha profundidade no espirito do intelectual como no mais rude observador, não é apenas um patrimônio histórico da nossa cultura, é universal, é Arte”. Galveas luta para a manutenção do acervo e divulgação das obras de mestre Massena, hoje é um grande especialista na restauração dos muitos “Massenas” que recebe, necessitando de cuidados, em seu atelier, na cultural Barra do Jucu, terra dos tambores de Congo e imortalizada pela “Madalena do Jucu”, música de Martinho da Vila.

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Os visitantes poderão contemplar pequenos detalhes da vida do Massena, quando a casa onde viveu, transformado em museu, reabrir após a sua restauração. Lá estarão: os seus óculos, seus pincéis, inúmeras cartas, livros, diplomas, e as camas do casal separadas por causa da idade e da doença, onde ele e a sua Edy dormiam, separados mas tão juntos, dando a impressão que eles ainda habitam este lugar. As marcas do amor do casal estão espalhados por toda a casa, nos afrescos das paredes, nos diversos pássaros desenhados sobre finas rachaduras nas paredes, genialmente aproveitadas como galhos de imaginárias árvores. Simplesmente genial!

*Manoel Goes – escritor e diretor no IHGES Instituto Histórico e Geográfico do ES.

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