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Médicos cubanos de Cachoeiro serão substituídos até o início de 2017

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Em Cachoeiro de Itapemirim, o contrato de parte dos 19 médicos cubanos que atuam na cidade e seus distritos por conta do programa Mais Médicos se encerra entre o fim deste ano e março de 2017, e não será renovado. Já há previsão de reposição dos profissionais, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, que também espera que o número de médicos do programa no município aumente para 24. Apesar disso, a situação causa incertezas, e os profissionais do país caribenho divergem quanto à vontade de permanecer e as consequências da substituição.

O caso de Cachoeiro reflete um movimento a nível nacional. O Governo Federal pretende reduzir progressivamente, nos próximos três anos, o número de médicos cubanos atuando no Brasil de 11.429 para 7.429 – no total, há 18.240 profissionais atuando pelo Mais Médicos no país atualmente. O objetivo da medida é aumentar a ocupação de vagas por brasileiros no programa, mas tudo dependerá de as vagas serem ou não atrativas para eles.

Além disso, até o fim do ano, cerca de 4 mil médicos cubanos que atuam no Brasil desde 2013 serão substituídos após o fim de seus contratos – uma demanda do próprio governo cubano, segundo informações do jornal Folha de São Paulo. Mesmo assim, a Secretaria Municipal de Saúde afirma em nota que “a substituição informada pelo governo federal é referente aos médicos do primeiro e do segundo ciclos do programa, e Cachoeiro foi contemplado no terceiro.”

Cubanos opinam

 

“Eu gostaria de ficar. Mas não tem jeito, não é uma decisão que cabe a mim”, afirma omédico cubano Alberto René Garcia Roque, que desde março de 2014 trabalha na Unidade Saúde da Família Jardim Itapemirim – a qual possui o maior número de profissionais do Mais Médicos no município, com três. Roque tem um filho que está se formando em medicina, e há grande possibilidade de ele vir atuar no Brasil.

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Marileleidys Navarro Gil, colega de Alberto Roque em Jardim Itapemirim e que, junto com o marido, também veio atuar no Brasil por conta do Mais Médicos em fevereiro de 2014, opina que a falta de continuidade do trabalho dos médicos é ruim para o país.

“A cada substituição, todo o ciclo de adaptação do profissional e da unidade de saúde tem que começar novamente”, diz ela. Apesar disso, Gil quer voltar ao seu país de origem por causa da filha de oito anos que ficou por lá. “O mais difícil para nós é ficar longe da família”, complementa.

Navarro avalia ainda que a estrutura de trabalho que recebeu foi, no geral, muito boa. Mas aponta um grande desafio da saúde pública não só de Cachoeiro, mas do Brasil: a dificuldade de marcar exames.

“Em Cuba, se precisamos fazer um ultrassom, por exemplo, conseguimos realizar na hora. Aqui há muita dificuldade em relação a isso, o que atrapalha no momento de dar o diagnóstico de alguma enfermidade”, diz ela.

Já Anaíris Nora Solís, médica que chegou de Cuba há menos de um mês para ficar três anos em Cachoeiro, se diz contente e entusiasmada com a experiência. “Estou muito feliz de estar aqui. A unidade de saúde aqui de Jardim Itapemirim tem uma estrutura muito boa”, afirma.

Idioma complica

Por parte dos pacientes brasileiros, a principal dificuldade em relação aos médicos cubanos é com a diferença de idioma. “Não acerto muito com o que eles falam, àsvezes até a letra da receita é difícil de entender. Mas são muito atenciosos, o atendimento é bom. E é melhor ter eles do que não ter nenhum”, afirma a aposentada Maria Candida Moura, moradora de Jardim Itapemirim.

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Noélia Motta da Silva, moradora do bairro Boa Esperança, afirmaque também já teve dificuldades com a fala dos cubanos, mas foi um problema superado. “Falando mais devagar a gente consegue entender”, complementa. Já o seu marido, Paulo Madeira da Silva aprova o atendimento dos médicos de Cuba e da estrutura da USF de Jardim Itapemirim. “Aqui é um dos melhores postos de Cachoeiro. Tem tudo o que a gente precisa aqui”, afirma.

Problemas

 

Apenas uma paciente ouvida pelo Aqui Notícias, e que preferiu não se identificar, relatou ter passado por uma situação ruim durante um atendimento de um médico de Cuba. “Eu não entendi o ele falou e pedi para repetir. Daí ele me perguntou irritado: ‘Você é surda?’”, afirma.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 12 médicos cubanos deixaram de atuar no município por problemas diversos. Dois deles foram mandados embora por indisciplina. Mais dois pediram o encerramento do contrato antes do previsto. E oito abandonaram os postos de trabalho sem avisar previamente ou comunicar para onde iriam.

Bairros e distritos de Cachoeiro com unidades de saúde nos quais 19 médicos cubanos (dez homens e nove mulheres) atuam:

Abelardo Machado – 1

Aeroporto – 1

Amaral – 2

Burarama – 1

Conduru – 1

Coutinho – 1

Gironda – 1

Itaoca -1

Jardim Itapemirim – 3

Otton Marins – 1

Pacotuba – 1

Alto União -1

Valão -1

Village da Luz -1

Zumbi – 2

fonte http://www.aquinoticias.com/

 

 

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Presidente do SindiRochas acredita que mercado de Cachoeiro irá se desenvolver

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O presidente do SindiRochas, Tales Pena Machado, é outro que vê Cachoeiro em desenvolvimento no mercado futuro. Líder de um setor por quem os cachoeirenses nutrem críticas ou elogios, sempre fortes, Tales tem a visão otimistade um amanhã melhor para a Capital Secreta, mas faz uma ressalva: “As condições políticas e econômicas mudaram nos últimos anos e lembrem que o Estado ficou muito afastado do apoio federal. Todas as ações feitas aqui no Sul do Estado são esforços dos governantes estaduais”, diz Tales para justificar a espiral negativa na qual se vê a economia de Cachoeiro há algum tempo.

Trocando em miúdos, o líder do SindiRochas acredita que o Sul vá se recuperar desde que melhore a logística na região, especialmente em Cachoeiro. “Você tem a obrigação de pensar positivo, mesmo que seja conservador”, disse. No seu entendimento, precisa haver maior participação da comunidade nas decisões políticas da cidade, com cobranças e questionamentos.

No seu entendimento, há até outros fatores para explicar este fato. “Com o passar do tempo, com a confirmação da área da Sudene, o Norte do Estado passou a receber muito mais investimento do que o Sul, sem falar que lá existem muito mais áreas planas. Raríssimos investimentos vêm para cá”, reforçando o fato de que a região Central tem a vantagem de estar perto de  várias rodovias do porto. “O Sul do Estado passou a ser terceira opção”, disse.

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A falta de logística também incomoda Tales Machado. Em relação ao Porto de Açu, ele diz que só trará benefícios para a região se for um porto de contêineres, embora ele não acredite nisso. “Temos ainda as questões da ferrovia EF-118 e do Porto Central. Isso não depende do Estado e sim da União”, disse.

Para vencer este problema, Tales Machado lembra que é preciso maior dedicação do povo cachoeirense e agilizar os trâmites burocráticos. “A impressão que eu tenho é que parece que a cidade está deitada em berço esplêndido. É preciso ter atração para uma empresa. Ser ágil como o capital do investidor”, disse.

Tales entende que Cachoeiro precisa deixar de olhar para trás. “O cluster aqui do setor de rochas foi considerado o mais completo do País. Só que apareceu uma empresa em Santa Catarina que vende uma máquina muito melhor”, disse. Na verdade, Tales quer dizer que a cidade precisa rever seu caminho de desenvolvimento e como exemplo cita o turismo que é mal explorado.

“Levei um amigo meu, um megaempresário, à casa de Roberto Carlos. Ele ficou super encantado com o que viu. Ele falou que tinha de aproveitar mais o espaço fazendo um sarau, trazendo os grandes valores da Jovem Guarda. Fazer atrações para este lugar”, disse. No entender de Tales, se existe a oportunidade, não se pode perder. “Se pudesse fazer uma vez por ano um show como aquele do Roberto Carlos, a cidade só iria ganhar”, sentenciou.

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Os ganhos com o show foram tão grandes que Tales Machado disse que viu, no exterior, notícias sobre o show do Rei, o que significa mídia espontânea para a Capital Secreta.

Tales lembra que as empresas do setor de rochas estão presentes em quase todos os movimentos da cidade. “As empresas participam de forma individualizada, não de forma coordenada. Mas estamos presentes em quase todas as ações sociais da cidade”, informou, destacando o movimento Rocha Ativa, que cuida de cerca de 700 crianças. “Existem mais projetos sociais que patrocinamos”, disse. A Rocha Ativa é uma Associação de Atividades Sociais do Setor de Rochas Ornamentais do Espírito Santo, com sede e foro no município de Cachoeiro de Itapemirim.  Nossa missão é acolher crianças e adolescentes inseridos nas escolas através de práticas esportivas e culturais, promovendo a formação humana e integrando-os na família e comunidade.

Tales lembrou ainda que a cidade precisa – e muito – de um líder independente. “Que quando este líder fale de sua cidade, ele esqueça de seus negócios. Que foque só nos problemas da cidade”, disse. Tales entende que este líder tem que aglutinar as ideias e não precisa ser necessariamente espalhafatoso.

fonte http://www.aquinoticias.com/

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