Saúde

Medicamento 3 em 1 para HIV chega ao Espírito Santo

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Por | 24.01.2015

O medicamento 3 em 1 para tratamento de pacientes com HIV chegou ao Espírito Santo. O Ministério da Saúde (MS) enviou para o Estado 139,5 mil comprimidos, que serão fornecidos a pessoas que ainda vão iniciar o tratamento.

A fórmula em dose única é composta pelos medicamentos tenofovir (300 mg), lamivudina (300 mg) e efavirenz (600 mg), que possuem alta eficácia na redução da carga viral, segundo a coordenadora do Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, Sandra Fagundes, e por isso são a primeira opção de tratamento para o paciente soropositivo.

Além de melhorar o quadro clínico do paciente, outro benefício é que os medicamentos geram menos efeitos colaterais. O Sistema Único de Saúde (SUS) distribui atualmente os três comprimidos, que são consumidos separadamente pelos pacientes. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, Sandra Fagundes, o tenofovir e o efavirenz são usados uma vez por dia, e a lamivudina é administrada 150 mg de 12 em 12 horas.

“Os comprimidos têm que ser tomados em horários rígidos, portanto, o fato de ter os três medicamentos em dose única combinada possibilita a ingestão apenas uma vez ao dia, aumentando assim a adesão ao tratamento por diminuir a quantidade de comprimidos que o paciente toma ao longo do seu dia”, comenta a coordenadora.

Sandra Fagundes salienta que, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde, os pacientes que estiverem em tratamento com os três comprimidos fornecidos separadamente continuarão assim até novas orientações do ministério. Inicialmente, a dose única será fornecida para pacientes recém-diagnosticados com HIV.

A fórmula 3 em 1 está disponível no setor de dispensação de medicamentos da Secretaria de Estado da Saúde e pode ser retirada pelos Serviços de Referência e Assistência Especializada em Aids e Hepatites Virais (SAE) – unidades em funcionamento nos municípios –, e pelos hospitais que prestam atendimento a pacientes soropositivos, como Hospital das Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Hospital da Polícia Militar, Hospital Estadual Dório Silva e Hospital Estadual Infantil de Vitória.

Diagnóstico

Pelo menos 5.114 pessoas vivendo com Aids recebem, atualmente, os medicamentos antirretrovirais no Espírito Santo e fazem acompanhamento nos 22 SAEs distribuídos em todas as regiões do Estado.

A coordenadora do Programa Estadual de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids ressalta que todas as pessoas que têm vida sexual ativa devem se submeter ao teste de HIV, pois quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais rápido poderá ser iniciado o tratamento e melhor será a qualidade de vida do paciente.

“Basta a pessoa procurar atendimento nos Serviços de Referência e Assistência Especializada em Aids e Hepatites Virais. Ela poderá tirar todas as dúvidas e receberá todo o suporte necessário caso receba um diagnóstico positivo”, finaliza a coordenadora, enfatizando que, nos SAEs, tanto os teste de HIV quanto os medicamentos antirretrovirais são ofertados gratuitamente para os pacientes.

 

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Saúde

Fiocruz alerta que incidência de covid-19 mantém patamar elevado

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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam que a incidência da covid-19 se mantém em um patamar elevado no Brasil, o que dá oportunidade para o surgimento de novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 e torna o risco de uma terceira onda “ainda mais grave”. A análise consta no boletim divulgado ontem (12) pelo Observatório Covid-19, que aponta também uma ligeira redução nas taxas de mortalidade e na ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). 

“A observada manutenção de um alto patamar, apesar da ligeira redução nos indicadores de criticidade da pandemia, exige que sejam mantidos todos os cuidados, pois uma terceira onda agora, com taxas ainda tão elevadas, pode representar uma crise sanitária ainda mais grave”, avalia o boletim.

Desde o fim de abril, há uma tendência de queda de 1,7% nos óbitos por dia, enquanto os casos aumentam 0,3% por dia. O número de mortes, porém, continuava muito elevado na semana de 2 a 8 de maio, próximo das 2,1 mil vítimas por dia. 

O percentual de pessoas diagnosticadas que vão a óbito (letalidade) também caiu, de 4,5% em março para cerca de 3,5% na última semana, o que pode indicar um aumento na capacidade de diagnóstico e no tratamento de casos graves. 

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“Neste momento da pandemia cabe o reforço das ações de vigilância em saúde para fazer a triagem de casos graves, o encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, bem como a identificação e aconselhamento de contatos. Nesse sentido, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, recomendam os pesquisadores. 

Leitos 

O boletim divulgado ontem aponta uma melhora significativa na ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na Região Norte, onde Roraima (37%), Acre (57%) e Amazonas (55%) estão na zona de alerta baixo. Fora esses três estados, a Paraíba é a única que apresenta ocupação na zona de alerta baixo, com 59%.

Apesar disso, sete estados de outras regiões têm ao menos 90% dos leitos ocupados: Piauí (90%), Ceará (90%), Rio Grande do Norte (95%), Pernambuco (96%), Sergipe (97%), Paraná (93%) e Santa Catarina (91%). Também estão na zona de alerta crítico para a ocupação de UTIs: Roraima (88%), Bahia (80%), Mato Grosso do Sul (85%), Distrito Federal (81%), Tocantins (81%), Rio de Janeiro (87%) e Goiás (84%). 

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O número de estados na zona de alerta médio é o maior desde 22 de fevereiro. São nove as unidades da federação com as UTIs entre 60% e 80% de ocupação: Amapá (72%), Pará (69%), Maranhão (67%), Mato Grosso (79%), Alagoas (74%), Minas Gerais (79%), Espírito Santo (77%), São Paulo (79%) e Rio Grande do Sul (73%). 

O boletim sugere que a nova conjuntura da pandemia “pode permitir a readequação dos serviços de saúde, com atuação mais intensa dos serviços de Atenção Primária de Saúde, bem como o esclarecimento da população, empresas e gestores locais sobre a importância de se intensificar as práticas de proteção individuais e coletivas, como o uso de máscaras, higienização pessoal e de ambientes domiciliares”.

Os pesquisadores reforçam que locais e atividades de interação social, principalmente em ambientes fechados e com grande números de pessoas devem continuar sendo evitados. “Somente essas medidas, aliadas à intensificação da campanha de vacinação, podem garantir a queda sustentada da transmissão e a recuperação da capacidade do sistema de saúde”.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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