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MEC: Pastor lobista se diz em ‘reflexão’ e com ‘coração quebrantado’

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Pastor Gilmar Santos em evento realizado no Palácio do Planalto
Carolina Antunes/PR

Pastor Gilmar Santos em evento realizado no Palácio do Planalto

O pastor Gilmar Santos, um dos suspeitos de ter atuado como lobista no Ministério da Educação (MEC), escreveu em uma rede social nessa quinta-feira que, após da prisão, estava em “profunda reflexão e com o coração quebrantado”. Ele e outras quatro pessoas, incluindo o ex-ministro do MEC Milton Ribeiro, foram alvos de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

O pastor negou ter praticado qualquer irregularidade, afirmou que o país está tomado pelo “ódio e fome de poder, com interesses políticos” e citou uma suposta manipulação da verdade e transparência dos fatos.

“Nosso País está tomado pelo ódio e fome de poder, com interesses políticos manipulando a verdade e a transparência dos fatos. Como sabemos, existe uma luta incansável para enfraquecer o governo eleito”, diz um trecho da publicação.

Nessa quinta-feira, um dia depois da prisão de Gilmar Santos e Milton Ribeiro, o desembargador federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), aceitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-ministro e mandou libertá-lo. Os pastores também foram soltos. A decisão é liminar e vale até o julgamento do caso pela Terceira Turma do TRF-1. A defesa de Ribeiro nega as acusações e diz que não havia motivos para o ex-ministro ser preso.

No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “exagerou” ao dizer que colocaria a “cara no fogo” por Milton Ribeiro, mas disse que colocaria “a mão no fogo” por ele e por todos os seus ministros. Ele também disse que continua “acreditando” em seu ex-ministro do MEC que, segundo ele, “nem devia ter sido preso”.

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Política Nacional

PGR pede multa a Bolsonaro por ataque às urnas

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Jair Bolsonaro criticou o sistema eleitoral em encontro com embaixadores
Clauber Cleber Caetano/PR – 25.07.2022

Jair Bolsonaro criticou o sistema eleitoral em encontro com embaixadores

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) propôs ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro pela realização de uma reunião com embaixadores onde promoveu uma série de ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral.

Na representação, o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, pede a remoção de 13 links contendo os vídeos da reunião das plataformas de redes sociais e a aplicação de multa contra o presidente em razão da ocorrência de propaganda eleitoral antecipada.

De acordo com o Ministério Público, “os dados constantemente apresentados pela Justiça Eleitoral não podem ser omitidos em discurso que queira ser crítico do sistema de votação, máxime quando as eleições se avizinham e à vista da circunstância de, recentemente, os representantes do povo terem mantido o sistema de votação eletrônico”.

No evento, que ocorreu dentro do Palácio do Planato no dia 18 de julho e teve transmissão ao vivo, o chefe do Executivo também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao TSE.

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Na avaliação da PGR, as declarações proferidas pelo presidente contra o sistema eleitoral e contra as urnas eletrônicas “não são inéditas”. Mas observa, no entanto, que na reunião com os embaixadores foram “lançadas em período próximo das eleições, veiculando noções que já foram demonstradas como falsas, sem que o representado haja mencionado os desmentidos oficiais e as explicações dadas constantemente no passado”.

“Algumas frases, ainda, apresentam à audiência fatos que, descontextualizados, mostram-se engendradas para abalar a confiança no sistema”, ressalta Gonet.

No encontro com embaixadores, Bolsonaro voltou a levantar suspeitas com alegações de fraude não comprovadas nas eleições de 2018. A certa altura do discurso, disse haver “mais de cem vídeos” de eleitores que tentavam​ ​apertar o número 17 na votação​ ​de 2018, mas a urna registrava​ ​o número 13. Nunca houve comprovação de fraudes nas eleições brasileiras desde que as urnas eletrônicas foram implantadas, em 1996.

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Fonte: IG Política

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