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Márcio Appel segue na briga pela vaga na segunda Olimpíada da carreira

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O cavaleiro paulista Márcio Appel, de 41 anos, tem um foco: fazer parte da equipe brasileira do Concurso Completo de Equitação (CCE), modalidade que reúne provas de adestramento, cross country e salto, nos Jogos de Tóquio em 2021. “Estou animado. É claro que agora é voltar às provas e ao ritmo anterior”, comentou à Agência Brasil o atleta. A vaga da equipe na olimpíada foi conquistada com a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos do ano passado. Márcio Appel foi um dos cinco atletas (quatro titulares e um reserva). Falta ainda definir os nomes que irão compor o time. “As provas são divididas em estrelas, dependendo do nível da disputa. No nosso caso, como os cavalos já são mais ambientados às disputas, nós já temos a classificação até as três estrelas. E agora é chegar até o próximo nível para estar apto a participar da Olimpíada”, explicou o cavaleiro.

Para tornar realidade o sonho de estar em Tóquio representando o Brasil, Márcio, que além de atleta é empresário do setor alimentício, está tendo que se tornar um verdadeiro “gestor do tempo”. “É preciso ter muito foco para não estar no escritório pensando nos cavalos. E não estar pensando no escritório andando a cavalo. Não é fácil conciliar a vida de empresário, atleta, pai de dois filhos pequenos. Acordo todo dia às 05h30, faço academia, às 08h já estou no escritório. Almoço rapidinho para poder treinar. Volto ao escritório às 15h e fico por lá até às 19h”, disse Márcio, que começou a andar a cavalo aos seis anos de idade.

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Se esse esforço e dedicação o levarem aos Jogos, essa será a segunda experiência olímpica do brasileiro. Na Olimpíada do Rio de Janeiro ele foi titular na campanha do sétimo lugar no CCE, a melhor da história do país na modalidade, ao lado de Carlos Paro, Marcio Carvalho Jorge e Ruy Fonseca, além do reserva Nilson Moreira. “Sem dúvida, foi o momento mais especial. Maior do que ser um atleta olímpico, é só ser um medalhista olímpico. Consegui realizar o sonho de milhares de esportistas. Claro que depois fui para o Mundial, integrei a equipe no Pan, ganhei o Brasileiro, fiquei entre os 100 no ranking mundial. Mas nada se compara à Olimpíada”, lembrou.

Mudança do salto para o CCE em busca do sonho olímpico

O hipismo olímpico tem três modalidades: o salto, o adestramento e o CCE. A escolhida do paulista Márcio foi o salto até os 33 anos de idade. A mudança para o CCE se concretizou em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres. “Eu nunca tive coragem de fazer o CCE. É uma modalidade considerada perigosa. É uma espécie de triatlon. Para ter uma ideia, uma prova de salto leva em torno de um minuto, com uma velocidade aproximada de 350 metros/minuto. O cross country leva de dez a 12 minutos, com uma velocidade de 570 metros/minutos. O cavalo precisa ser um atleta mesmo para suportar os seis quilômetros e os obstáculos do circuito. Mas eu me lembro muito bem de ter assistido à neta da Rainha praticando durante os Jogos de 2012. E “me caiu a ficha”. Nunca tinha visto nada, nem sabia direito as regras do CCE. Mas, a partir daquele dia, eu mudei em busca do sonho de estar na Olimpíada”, explicou Márcio.

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Atualmente, Márcio Appel tem quatro cavalos, três deles estão alojados no Clube Hípico de Santo Amaro, o Favorito JT, o Nektar, e a PP Tarca. O “titular” da Olimpíada do Rio, do Mundial e do Pan-americano de Lima, o Iberon Jmen, está na Inglaterra. “Dois cavalos têm chances de estarem comigo em Tóquio. O Iberon Jmen e a égua PP Tarca, que foi campeã brasileira comigo. Um outro cavalo mais jovem pode ter alguma chance com o adiamento dos Jogos. E tenho também um outro cavalo que está sendo preparado para os Jogos de Paris”, adiantou o cavaleiro. Márcio lembra que todos eles são da raça “Brasileiro de Hipismo”. Segundo ele, a criação nacional tem evoluído muito. “No nosso esporte, não adianta você ser um bom cavaleiro se você não tiver um bom cavalo e está ficando cada vez mais difícil para os brasileiros terem um cavalo estrangeiro. Inclusive, eu com o Iberon fomos o único conjunto 100% brasileiro nos Jogos Olímpicos”, revelou Márcio.

Edição: Verônica Dalcanal

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CRB e Oeste fecham rodada desfalcada da Série B do Brasileirão

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CRB e Oeste se enfrentam às 17h (horário de Brasília) desta quarta-feira (12), no estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), pela Série B do Campeonato Brasileiro. A partida encerra uma segunda rodada desfalcada, já que o duelo entre Chapecoense e CSA, que também seria nesta quarta, foi adiado devido aos 18 casos confirmados do novo coronavírus (covid-19) no elenco do Azulão.

Atual campeão alagoano, o CRB foi superado pelo Juventude na estreia, em Caxias do Sul (RS), por 2 a 1, de virada. O prejuízo só não foi maior porque o goleiro Victor Souza defendeu um pênalti ainda no primeiro tempo. Na ocasião, o técnico Marcelo Cabo poupou alguns titulares que, dias antes, atuaram na conquista do Estadual, contra o CSA. Entre eles, o zagueiro Gum, ex-Fluminense. Os 24 atletas submetidos a testes para detecção de covid-19 foram liberados. Os desfalques, portanto, são o zagueiro Ewerton Páscoa e o lateral Igor, contundidos.

O Oeste, que largou na Série B empatando sem gols com a Chapecoense, perdeu o atacante Bruno Paraíba, que foi para o Confiança. O técnico Renan Freitas repetirá a dupla de ataque da estreia, com Kalil, que estava na Portuguesa Santista, e Bruno Lopes, que retornou ao time paulista em março, contratado junto ao próprio CRB. Na segunda divisão nacional, o Rubrão tenta a volta por cima, após o rebaixamento no Campeonato Paulista. O treinador não tem desfalques para o jogo na capital alagoana.

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Cruzeiro 100%, mas zerado

A segunda rodada foi aberta na terça-feira (11), com oito partidas. Na mais movimentada delas, o Cruzeiro venceu o Guarani por 3 a 2, em Campinas (SP). Além da Raposa, só o Juventude venceu duas vezes até aqui na Série B. Devido à punição cruzeirense, o time de Caxias do Sul lidera a competição, com seis pontos – confira AQUI a classificação. Na noite de terça (11), os alviverdes derrotaram o Sampaio Correia por 1 a 0, em São Luís (MA). Mesmo placar das vitórias de Cuiabá sobre o América-MG, em Belo Horizonte, e do Paraná sobre o Avaí, em Curitiba. Já em Ribeirão Preto (SP), o Botafogo-SP fez 2 a 0 no Confiança.

Os outros três jogos terminaram empatados. Em Pelotas (RS), o Brasil ficou no 1 a 1 com a Ponte Preta. Já em Florianópolis e em Recife, o placar não saiu do zero para Figueirense e Vitória e Náutico e Operário, respectivamente.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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