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Mandetta desiste de concorrer à Presidência e União Brasil pode negociar aliança

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Luiz Henrique Mandetta
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Luiz Henrique Mandetta

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta desistiu de se candidatar à Presidência da República em 2022 e deve concorrer ao Senado ou como deputado federal pelo Mato Grosso do Sul, o seu estado. As informações são da agência de notícias Reuters .

Dessa forma, de acordo com o presidente do PSL, Luciano Bivar, Mandetta abre espaço para que o União Brasil — partido formado pela fusão do PSL com o DEM — apoie outro nome para a chamada ‘terceira via’.

Após a junção das siglas, o União Brasil terá a maior bancada da Câmara, o maior fundo eleitoral e tempo de televisão e rádio para propaganda eleitoral.

Bivar afirmou que ainda foi descartada a apresentação de um nome próprio à Presidência justamente pelo porte do novo partido. No entanto, eles ainda devem conversar com o Podemos (que lança o ex-ministro Sergio Moro) , com o PSDB (que ainda define se lançará o governador João Doria ou Eduardo Leite) e com o MDB (que vai lançar a senadora Simone Tebet formalmente no próximo mês).

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O presidente do PSL disse que ainda não falou com Moro ou com os outros partidos, mas afirmou que as alianças são possíveis desde que haja um “alinhamento programático” e um espaço condizente com o tamanho do partido. “Qualquer aliança que o União Brasil for entrar, será para ocupar um espaço de protagonista”, disse Bivar.

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O vice-presidente do PSL, deputado Junior Bozella, porém, disse que tem tentado aproximação com Moro e conversado dentro do partido sobre uma possível aliança com o Podemos e o ex-juiz.

Na última quarta-feira (24), Bozella organizou um jantar com os deputados do PSL não-bolsonaristas e Moro.

“Eu não vejo surgir nos próximos meses um candidato fora da polarização que tenha uma densidade eleitoral maior e que possa tirar Bolsonaro do segundo turno, que para mim é o principal”, disse o deputado. “Se aparecer outro nesse meio tempo tudo bem, o Moro pode entrar como vice. Mas eu não vejo.”

“Mandetta já tinha indicado o que faria ao ir na filiação de Moro ao Podemos. Acho que é inteligente a postura dele”, afirmou Bozella.

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Ida de Bolsonaro para PL é condicionada ao apoio à Lira

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Arthur Lira pretende se candidatar às eleições da Câmara em 2023 e conta com PL para conseguir apoio
O Antagonista

Arthur Lira pretende se candidatar às eleições da Câmara em 2023 e conta com PL para conseguir apoio

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar na terça-feira (30) a sua filiação com o Partido Liberal (PL), após resolver divergências sobre apoio às candidaturas de estados do Nordeste e de São Paulo com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. Entretanto, o acordo foi costurado com o aval do Presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), na condição de que o partido apoie sua candidatura à reeleição para o comando da casa em 2023.

A expectativa do PL é de se transformar em uma das maiores bancadas da Câmara após as eleições de 2022. A previsão é de eleger pelo menos 65 deputados, 22 a mais dos atuais 43 parlamentares do partido nesta legislatura. Lira, então, estaria de olho nessa quantia para conseguir apoio e se manter na Mesa Diretora.

Para isso, o Presidente da Câmara negociou um acordo entre Bolsonaro e Costa Neto para firmar a filiação do presidente junto ao PL. As negociações ultrapassaram os desejos do próprio Progressistas, partido de Arthur Lira,  que sonhava ter Bolsonaro em seus quadros.

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No entanto, as desavenças sobre costura de acordos estaduais com os quadros do Nordeste travou a negociação. Historicamente, o PP apoia candidatos de esquerda nos estados nordestinos.

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Lira também se posicionou contra a filiação de Bolsonaro ao Progressistas. Embora seja o principal articulador das pautas governistas na Câmara, o deputado analisou que a entrada do presidente ao seu partido poderia atrapalhar seus planos na presidência da Casa, caso seus adversários fossem eleitos.

Nesse cenário, Lira poderia convencer seus pares a negociar um acordo com a bancada governista para apoiá-lo em seus objetivos. Se Bolsonaro estivesse no PP, a negociação ficaria mais difícil.

Jair Bolsonaro está sem partido desde 2019. Nesse meio tempo, já flertou com Patriotas, Republicanos, Progressistas e PL. O PTB também foi cogitado, mas o presidente desistiu após aconselhamento da ala política.

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