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Maju Araújo, a modelo com Down que está revolucionando as passarelas

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Maju de Araújo já acumula mais de seiscentos mil seguidores nas redes
Foto: Divulgação

Maju de Araújo já acumula mais de seiscentos mil seguidores nas redes


Ensaios fotográficos, desfiles na passarela, viagens internacionais, palestras e comerciais: essas são apenas algumas das tarefas semanais da modelo Maju de Araújo (19). Como pessoa portadora da síndrome de down, a carioca desafia os padrões nas passarelas e na mídia diariamente.

Maju se destacou, em 2019, como a primeira influenciadora com síndrome de Down a desfilar na Milão Fashion Week. Além da participação na semana italiana, a jovem também integrou o escopo de modelos da São Paulo Fashion Week e da Brasil Eco Fashion Week.

Apesar da carreira da carioca só ter iniciado em sua adolescência, a moda sempre esteve presente em sua infância. “Desde os 4 anos de idade, ela ficava posando, sabe? Fazendo altas poses e pedindo para a gente apresentar ela na passarela’’, conta a mãe da influencer, Adriana de Araújo.

Por mais que a jovem manifestasse o desejo de se tornar modelo desde cedo, os custos para investir na carreira eram altos para a família, e o capacitismo nas escolas de moda agravou a situação. “Tive que falar não muitas vezes, já que algumas escolas negavam pelo simples fato dela ser uma pessoa com deficiência’’, declara.

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Para a mãe, o momento de transformação foi quando Maju, com apenas 16 anos, entrou em coma por conta de uma meningite bacteriana. Depois de lutar contra a doença no hospital, a jovem só tinha um pedido quando acordou: queria se tornar uma modelo.


Foi nesse momento que Adriana percebeu que precisava atender os pedidos da filha. “Depois do coma, eu aprendi que o céu era o limite. Não me importei mais com o que as outras pessoas achariam, eu comecei a quebrar isso dentro de mim. Assim, consegui ver o caminho que a Maju iria percorrer e brilhar como profissional’’.

Assim que saiu do hospital, a carioca começou a participar de seletivas e iniciou os estudos na área. ‘’Em 2018, ela começou a estudar e ganhou mais oportunidades. Nessa época, começamos a ajudá-la a entrar nesse mercado, que é bem difícil’’, afirma Adriana.


Maju se formou, em 2019, na School Models, maior escola de modelos de Niterói (RJ). No local, as alunas são ensinadas a posar para fotos, se comportarem diante das câmeras e desenvolvem técnicas para desfiles nacionais e internacionais. 

Crescimento 

A pandemia pode ter afastado as modelos das passarelas, mas foi com o isolamento que Maju ganhou notoriedade. ‘’Maju teve destaque porque foi quando a gente começou a trabalhar nas redes sociais sobre essa temática do preconceito, do capacitismo e da falta de oportunidades, né?’’.

maju
Foto: Divulgação/Luana Chaves

Maju de Araújo também tem uma linha de joias em collab com a marca Ahmi


O sucesso foi imediato. Em apenas um ano, a jovem conquistou mais de 300 mil seguidores nas redes e, com o sucesso, assinou um contrato com a agência de imagem Mynd.

Com o agenciamento, a carreira da modelo disparou, e, em junho de 2021, Maju conquistou o cargo de embaixadora da multinacional de cosméticos L’Oreal Paris. ‘’Ela conquistou tudo isso sendo ela mesma’’, comenta a mãe.

No mesmo ano, a modelo também foi honrada com um grande convite: o de participar da Forbes Under 30, lista que reconhece os brasileiros mais revolucionários com menos de trinta anos de idade. ‘’Foi uma grande surpresa’’, diz Adriana. ‘’A história da Maju carrega uma representatividade importante na lista’’ 

‘’Essa posição na Forbes mostra que estamos no caminho certo. Também mostra que nosso trabalho é importante sim, diante de uma sociedade que precisa ser educada’’, finaliza.

''Eu amo o que faço'', afirma Maju
Foto: Divulgacao

”Eu amo o que faço”, afirma Maju

Atualmente, Maju conta com mais de 600 mil seguidores em seu perfil no Instagram e coleciona projetos para o fim do ano. Para o futuro, ela só tem um desejo: ‘’Quero muito visitar Paris’’.

Fonte: IG Mulher

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Novo estudo identifica três tipos de orgasmo feminino

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Os orgasmos receberam o nome de
Ana Melo

Os orgasmos receberam o nome de “onda”, “avalanche” e “vulcão”

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Charles em Praga, na República Tcheca, e do Centro de Saúde Genital e Educação, identificou três tipos de orgasmo feminino: “onda”, “avalanche” e “vulcão”. A descoberta foi publicada na revista científica Journal of Sexual Medicine.

Os nomes se referem à maneira como os movimentos do assoalho pélvico ocorreram durante a preparação para o orgasmo e a liberação da tensão no orgasmo.

Os cientistas caracterizaram como “onda” quando o assoalho pélvico apresenta ondulações ou contrações sucessivas de tensão e liberação no orgasmo. Já a “avalanche” ocorre quando há uma tensão mais elevada do assoalho pélvico com contrações que diminuem a tensão durante o orgasmo. Já o “vulcão” é caracterizado pelo assoalho pélvico permanecendo em uma tensão mais baixa antes de aumentar drasticamente no clímax.

Para o estudo, 54 mulheres usaram um vibrador conectado por Bluetooth, chamado Lioness, detecta a força das contrações do assoalho pélvico em dois sensores laterais, para que esses padrões possam ser analisados.

As mulheres, que realizavam as tarefas em casa, foram instruídas a se masturbarem até chegarem ao orgasmo e desligar o aparelho dois minutos após alcançarem o clímax. As voluntárias repetiram as ações por vários dias. Elas também foram solicitadas a realizar um teste de controle, no qual inseriam o vibrador, mas não se estimularam.

Os resultados apontaram que quase 50% das mulheres (26) tiveram orgasmos de “onda”, enquanto 17 tiveram “avalanches” e 11 tiveram “vulcões”.

Uma descoberta importante foi que cada mulher experimentou consistentemente apenas um dos três tipos. Alguém que tem um padrão de orgasmo provavelmente não será capaz de experimentar nenhum dos outros, embora não tenha sido estabelecido se isso é ou não possível ter outros movimentos do assoalho pélvico ou se isso é apenas menos comum.

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“Estamos fazendo um estudo de longo prazo de mulheres usando o Lioness para ver como esses diferentes padrões de orgamos são experimentados, quais são os níveis de prazer e de onde vem a estimulação que os induz”, disse James Pfaus, professor de neurociência da Universidade Charles e principal autor do estudo, em comunicado.

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Fonte: IG Mulher

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