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Maior enchente da história de Cachoeiro completa 1 ano

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O dia 25 de janeiro de 2020 ficará marcado para sempre na história de Cachoeiro de Itapemirim. Foi nessa data que ocorreu a maior enchente já registrada no município, quando as águas do rio Itapemirim alcançaram mais de 12 metros acima do nível normal, provocando destruição em residências, estabelecimentos comerciais, edificações históricas e prédios públicos. Desde então, a Prefeitura de Cachoeiro realiza ações para recuperar o município, em meios ao trabalho para superar, também, os efeitos da pandemia.

A atuação da Prefeitura teve início antes mesmo da enchente. No início daquela semana, foi estabelecido um gabinete de gestão de crise para monitorar a situação meteorológica, tendo em vista o cenário de fortes chuvas e alagamentos. Na noite do dia 24, foi assinado um decreto de “Situação de Emergência”.

Nas primeiras horas do dia 25, a Defesa Civil emitiu comunicados de alerta para evacuação das áreas ribeirinhas e providenciou a retirada de moradores em regiões de maior risco, como no distrito de Pacotuba. Após as ocorrências, uma força-tarefa, liderada pelo órgão, realizou 2.271 vistorias em imóveis afetados, na sede e no interior.

Durante a enchente, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) atendeu 4.202 pessoas de 1.441 famílias afetadas, fornecendo 1.428 cestas de alimentos, 2.232 colchões e diversos outros itens essenciais, além proporcionar acolhimento aos desabrigados. O investimento foi de R$ 236 mil.

Posteriormente, a secretaria realizou 1.624 cadastros no Cartão Reconstrução, um auxílio do governo estadual de até R$ 3 mil para famílias afetadas pelas chuvas. Os cartões entregues resultaram em um repasse de R$ 3,855 milhões do benefício. Com o Mutirão da Cidadania, foram feitos, ainda, 3 mil atendimentos a pessoas que necessitavam da segunda via de documentos perdidos, dentre outros serviços.

Além disso, 2.831 consumidores receberam subsídio na conta de água do mês de maio, após aprovação de projeto de lei (desconto correspondente ao valor de consumo de 10 metros cúbicos) e prazo de pagamento do IPTU de imóveis atingidos foi prorrogado. A prefeitura também fez a mediação para a liberação do saque do FGTS de vítimas da enchente, em março.

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Outra ação de destaque foi a ação contra hepatite A e outras doenças, tendo em vista a possibilidade de surgimento de doenças infecciosas em quem teve contato com água suja e lama.

Limpeza e recuperação de vias

Logo após a enchente, deu-se início à limpeza de ruas e de outros locais públicos, em mutirões e ações individuais, resultando na retirada de mais de 14 mil toneladas de entulho e lama. Também houve a recuperação de trechos danificados de vias públicas.

Entre elas está a avenida Beira Rio. Após os primeiros reparos, foi retomada a reforma do calçadão, concluída em agosto. A revitalização do calçadão possibilita melhores condições para pedestres e praticantes de atividades físicas. Houve aplicação de granilite no piso – material mais apropriado para a prática de caminhada que o antigo piso de pedras portuguesas –, construção de rampas acessibilidade, construção de Espaço Viva Mais, recuperação dos guarda-corpos, melhorias na iluminação e intervenções de jardinagem e paisagismo.

Também foram colocados os guarda-corpos definitivos nas pontes Carim Tanure, no Centro; João dos Santos Filho, que liga os bairros Baiminas e Independência; e na ponte de pedestres que serve de travessia entre a avenida Beira Rio, em frente à rua Pedro Dias (Guandu), e a rua Samuel Levy, no bairro Aquidaban.

A Prefeitura de Cachoeiro solicitou, ao Departamento de Edificações e Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), a reconstrução da ponte da localidade de Usina São Miguel e da ponte de Cachoeira Alta, sobre o rio Fruteiras, ambas no distrito de São Vicente. Equipes da própria Prefeitura construíram as cabeceiras das pontes e fizeram o aterramento do local, restando, agora, a colocação das vigas de sustentação e demais intervenções pela empresa contratada pelo DER-ES.

Economia

Para contribuir para a recuperação econômica de comerciantes afetados, a prefeitura deu apoio ao Bazar Solidário, evento que possibilitou que lojistas faturassem R$ 560 mil comercializando itens recuperados da enchente, e ao Feirão da Solidariedade, de venda de produtos novos com preços diferenciados (especialmente direcionados às famílias atingidas), que resultou em 8 mil visitantes e R$ 900 mil de faturamento.

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A Sala do Empreendedor da Prefeitura de Cachoeiro também ofereceu apoio a empreendedores. Em 2020, foram movimentados mais de R$ 3,4 milhões em do programa Nossocrédito, programa oferece suporte a empreendimentos por meio de empréstimo com juros baixos. Grande parte desse valor se refere a linhas de crédito emergenciais, tanto para os afetados pela enchente, quanto para superar impactos da pandemia.

Em junho do ano passado, foi formado, no município, um grupo de trabalho com representantes da prefeitura, do setor empresarial e de outras instituições, para elaborar um plano de retomada econômica do município que, além da enchente, enfrentou a queda na atividade econômica decorrente da pandemia.

Entre propostas compiladas, boa parte delas já colocada em prática, estão: a oferta de cursos de qualificação profissional; incentivo à participação de empresas locais em compras governamentais; campanha de estímulo ao consumo no comércio local; prorrogação de licenças, alvarás e prazos de processos administrativos fiscais para empresas.

Prevenção

A Prefeitura de Cachoeiro também tem atuado para aperfeiçoar mecanismos de prevenção de desastres naturais. Desde fevereiro de 2020, a administração municipal coopera com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) no projeto para implantação de um sistema de alerta de eventos críticos na região da bacia do rio Itapemirim.

Já foram mapeados pontos estratégicos para instalação de equipamentos (pluviômetro e estações hidrológicas) que vão permitir a verificação do volume de chuvas e do comportamento da vazão do rio, informações que podem antecipar cenários e ações preventivas, em caso de risco de enchentes.

Agora, estão sendo desenvolvidas as etapas necessárias para definição do melhor modelo de rede de monitoramento. Como algumas das áreas apontadas para receberem as estações hidrológicas são privadas, será necessário a cessão de uso pelos proprietários.

Após a conclusão do projeto construtivo pela Agerh, a Prefeitura fará as obras necessárias para instalação dos equipamentos de monitoramento. De acordo com cronograma elaborado pela agência estadual, a previsão é de que o Sistema de Alerta entre em operação no fim de março deste ano.

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Equipes da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH) cumprem agendas no Sul do Espírito Santo

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A secretária de Estado de Direitos Humanos, Nara Borgo, juntamente com as equipes da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Social, Gerência de Políticas para as Juventudes e Assessoria Especial, cumprem agendas em Cachoeiro de Itapemirim nesta sexta-feira (26).

Pela manhã, a secretária Nara e o secretário de Estado de Planejamento, Álvaro Duboc, irão se reunir com o prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho. O objetivo é dialogar sobre o Eixo de Proteção Social do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, que integra o município.

Outra pauta da reunião serão os Centros de Referência das Juventudes (CRJ), projeto que também integra o Programa Estado Presente, sendo a principal ação do Eixo de Proteção Social. Está prevista a construção de um Centro no município. Participam também da conversa a assessora especial Raiana Rangel e a gerente de Políticas para as Juventudes, Fabrícia Barbosa.

A implementação de um Centro de Acolhimento de Atenção Integral sobre Drogas (CAAD) em Cachoeiro também será pauta na reunião com o prefeito Victor Coelho. Já existe uma unidade em Vitória, e o projeto de abertura de mais dois no interior do Estado também está inserido no Programa Estado Presente em Defesa da Vida.

Visita a comunidades quilombolas

Durante a tarde, a secretária Nara Borgo e a equipe da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial têm uma agenda no Quilombo de Graúna, no município de Itapemirim. Haverá uma roda de conversa sobre políticas públicas do Governo do Estado que são voltadas para essa população.

No sábado (27), pela manhã, a equipe da gerência também irá ao Quilombo de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, também para uma roda de conversa sobre políticas públicas.

As visitas fazem parte de um projeto da SEDH, por meio da Subsecretaria de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos Humanos, que visa a um contato mais próximo com as comunidades quilombolas no Espírito Santo.

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Juventude

Ainda na sexta-feira, no período da tarde, a equipe da Gerência de Políticas para as Juventudes e Assessoria Especial irão se reunir com coletivos juvenis do município de Cachoeiro de Itapemirim sobre o projeto dos CRJs.

A reunião vai ocorrer na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e tem como objetivo o diálogo com as juventudes, uma vez que a metodologia de trabalho do CRJ está baseada nessa construção conjunta com as juventudes, no ouvir e conversar sobre as demandas que esses jovens possuem, para que o CRJ de fato chegue atendendo às necessidades deles no que se relaciona à garantia de direitos e criação de possibilidades e oportunidade de educação e trabalho.

Por esta razão, a SEDH tem realizado reuniões nos municípios do Programa Estado Presente, com os coletivos juvenis e lideranças jovens, tais como membros dos Conselhos de Juventudes.

Ainda na tarde de sexta também estão previstas visitas a possíveis espaços de implementação do CRJ em Cachoeiro de Itapemirim.

Sobre os CRJs

Os Centros de Referência das JuventudES (CRJs) estão em fase de implementação. Serão espaços de integração social e potencialização da faixa populacional que mais sofre com os índices de violência: as juventudes, sobretudo as juventudes negras.

Serão 14 CRJs em funcionamento até 2021, com capacidade para atender anualmente uma média de 65 mil jovens.

Os Centros funcionarão nos seguintes municípios: Vila Velha, Serra, Cariacica, Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Linhares, São Mateus, Aracruz, Colatina e Guarapari. Os dois primeiros Centros serão implementados nas regiões do Polígono Feu Rosa – Vila Nova de Colares – Ourimar, em Serra, e na Região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha.

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Buscando ampliar a garantia de direitos e diminuir os índices de crimes violentos sofridos e cometidos por jovens, o CRJ ofertará uma gama de serviços, incluindo o acompanhamento integral de jovens para construção de Planos de Vida e Trabalho, tendo como princípios o respeito à diversidade e ao diálogo. Disponibilizará ainda espaços de trabalho compartilhado, com laboratório temático para geração de renda (LABPoca), oficinas, eventos artístico-culturais e esportivos, vivências extra-território, passagens interestaduais entre outros, tendo a gestão compartilhada como premissa, e se configurando como a principal entrega pública para as Juventudes já realizada no Espírito Santo.

Os Centros são fruto de uma parceria do Governo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Sobre o CAAD

O CAAD faz parte do eixo “Tratamento” do Programa Estadual de Ações Integradas sobre Drogas (Rede Abraço). Por meio do Centro, pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas e seus familiares têm acesso a profissionais especializados e a uma gama de serviços para serem acolhidos de acordo com suas especificidades e necessidades.

 

O CAAD é um serviço de porta aberta que recebe pessoas com necessidades advindas do uso de substâncias psicoativas e seus familiares, ofertando acolhimento e cuidado. No Centro, a pessoa recebe atendimento psicológico, social, médico, testagem rápidas de ISTs, bem como outros expedientes. Além disso, o acolhido e seus familiares podem participar de grupos, bem como serem encaminhados para a gama de serviços das políticas públicas.

A interiorização do CAAD surge da necessidade de fortalecer ações de cuidado e tratamento para outras microrregiões do Estado do Espírito Santo, para além da região Metropolitana.

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