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Maio Amarelo: deputados alertam para segurança no trânsito

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A prevenção aos acidentes de trânsito é o tema do Maio Amarelo. Deputados usaram a tribuna do plenário na sessão desta segunda-feira (3) para abordar a importância de um tráfego mais humanizado e seguro. Os parlamentares lembraram os números da violência nas vias estaduais e pediram mais responsabilidade ao volante.

O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido) destacou que, de janeiro a março deste ano, 165 pessoas morreram em desastres envolvendo veículos automotores no Espírito Santo. “A violência no trânsito é outra pandemia que enfrentamos”, disse. Bahiense também destacou que mais de 60% das vítimas tinham entre 15 e 44 anos. “São pessoas jovens, que poderiam estar contribuindo com suas famílias”, lamentou.

Para o deputado Dary Pagung (PSB), é preciso jogar luz sobre esse problema. Ele avalia que a união entre administração pública e população é fundamental para combater a violência no trânsito. “É preciso uma ação coordenada entre poder público e sociedade civil, colocar em pauta a segurança viária e mobilizar todos os órgãos e segmentos sociais”, enfatizou.

O deputado Doutor Hércules (MDB) lembrou a luta do Legislativo por um tráfego mais seguro. “Maio Amarelo foi um trabalho árduo aqui. O senador Contarato (Rede) trabalhou conosco para mudar a legislação no trânsito. Quem bebe e dirige sabe que pode matar alguém e não podemos concordar com isso”, pontuou.

Maio Laranja

O quinto mês do ano também é destinado ao enfrentamento da violência sexual contra a criança e o adolescente. O Maio Laranja foi escolhido por ser o mês do brutal assassinato da menina Aracely Cabrera Crespo, em 18 de maio de 1973, aos oito anos de idade. Nessa data, para lembrar o crime, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

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Bahiense informou que é possível denunciar casos de maus tratos, abuso e violência sexual contra esse segmento via telefone, por meio do número 100. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido, conforme informa o portal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). O parlamentar também disponibilizou o número (27) 99969-0988 para denúncias sobre este tipo de violênciade. A Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente pode ser acionada pelo telefone (27) 3382-3610.

“Precisamos estar atentos ao comportamento de crianças e adolescentes. Se ficarem retraídos é preciso observar. Muitas vezes a violência contra crianças acontece no seio do próprio lar”, relatou Danilo Bahiense.

Enfermagem

O presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Erick Musso (Republicanos), falou sobre a importância da valorização dos profissionais de enfermagem. O parlamentar informou que fez uma indicação ao Poder Executivo para que seja enviado para a Assembleia projeto de lei para conceder R$ 5 mil de bonificação para os trabalhadores da área ativos no combate ao novo coronavírus. Ele ainda explicou que não pode propor projeto de lei com esse teor porque a iniciativa seria considerada inconstitucional, uma vez que gera despesa ao Executivo.

Segundo Musso, o aporte seria a título de agradecimento, de incentivo a esses profissionais que têm se dedicado integralmente a salvar as vidas dos capixabas acometidos pela doença. Ele explicou que apoia o PL 2.564/2020, em tramitação no Senado, que institui o piso salarial nacional para os trabalhadores da enfermagem. Para Musso, a categoria merece reconhecimento e estímulo.

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“Estamos falando de bravos guerreiros e guerreiras que estão na linha de frente da Covid-19 durante essa pandemia, que tem assolado o Brasil e o mundo, e não é muito diferente aqui no Espírito Santo. A todos os profissionais que atuam em todo o sistema de saúde, aqui vão nossos sinceros e profundos agradecimentos enquanto capixaba, enquanto deputado e chefe do Legislativo Estadual”, enfatizou.

Prevenção

O deputado Dr. Emílio Mameri (PSDB) voltou a abordar a necessidade de manter os cuidados para evitar o contágio pela Covid-19. O deputado, que é médico, pontuou que o momento ainda é crítico e o risco de contaminação ainda é alto. Ele explicou que, como não há doses de imunizantes suficientes para toda a população, a segurança das pessoas fica comprometida.

“Temos estrutura para vacinar, mas não temos os imunizantes e a população deve praticar o isolamento. Existe a questão econômica. Os pequenos negócios desapareceram. O governo deve ser forte e firme para ajudar as pessoas nessa travessia. Eu entendo o gestor. De um lado é o compromisso com a vida, e do outro lado é o compromisso com a economia, com a geração de empregos. Eu tenho o compromisso com a vida. Essa doença não escolhe vítimas, toda pessoa está suscetível”, disse. 

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CPI da Sonegação mira empréstimo milionário

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A CPI da Sonegação de Impostos vai investigar a atuação do grupo inglês Infinity Bio-Energy no Espírito Santo, empresa do setor sucroalcooleiro que teve falência judicial decretada. Durante a reunião virtual desta terça-feira (10), o colegiado aprovou pedido de quebra de sigilo bancário referente a uma transação financeira realizada no ano de 2007 entre o Banestes e o grupo inglês. A transação é referente a um empréstimo, na época, no valor de R$ 57 milhões.

O pedido de cópia integral do contrato de empréstimo é do deputado Marcos Garcia (PV), vice-presidente do colegiado. Na justificativa, o solicitante argumenta que o caso aponta para “fortes indícios de que o grupo aplicou um golpe no Estado”.

A sede do grupo, criado em 2006, é no distrito de Victoria Street, na Ilha das Bermudas, território ultramarino britânico. A empresa entrou em recuperação judicial em 2009. O grupo atuava na área de produção de etanol e chegou a ter seis usinas em funcionamento no país, sendo duas no Espírito Santo, em Conceição da Barra e em Pedro Canário. O pedido de Marcos Garcia (PV) foi aprovado pelo presidente do colegiado, deputado Marcelo Santos (Podemos) e pelo relator, deputado Adilson Espindula (PTB).

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Obras públicas paralisadas

Outro assunto da agenda de trabalho da CPI da Sonegação são obras públicas que estão paralisadas no Estado. De acordo com o deputado Marcelo Santos, são 219 obras paralisadas, muitas abandonadas há décadas. “O governo criou um grupo de trabalho, eu faço parte desse grupo como coordenador, juntamente com vários outros órgãos e setores, com um único objetivo: aprimorar as normas existentes com relação às obras públicas. A paralisação de muitas obras é fruto da burocracia. Eu queria propor que nós fizéssemos um encaminhamento, colocando a CPI à disposição e cobrando do governo celeridade com relação ao tema. A CPI pode dar uma excelente contribuição a esse trabalho”, propôs Marcelo Santos. O pedido do presidente da CPI foi aprovado. 
 

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