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Mãe é intubada com Covid-19 um dia após ter trigêmeos e espera alta dos filhos

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Caroline Gotardo durante a gravidez os trigêmeos e após alta hospitalar
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Caroline Gotardo durante a gravidez os trigêmeos e após alta hospitalar

Caroline Gotardo já era mãe de três filhos quando deu à luz trigêmeos . Além da complicação de um parto de três crianças, ela precisou ser intubada com Covid-19 um dia após o nascimento dos bebês. A mãe, natural de Chapecó, teve alta no fim de março após passar um mês internada e espera que seus filhos sejam liberados do hospital em breve.

Segundo o G1, os três recém-nascidos estão no Hospital Regional do Oeste e recebem a visita da mãe duas vezes por semana. Théo, Manoela e Alice já saíram da unidade de tratamento intensivo (UTI) e estão no berçário do hospital. A previsão é que eles estejam em casa no final de abril.

Caroline foi internada no dia 22 de fevereiro após sentir sintomas da Covid-19. Ela utilizou aparelhos para respirar e deu à luz no dia 24 com o auxílio de uma máscara de oxigênio. No dia seguinte ao parto, a mãe precisou ser intubada e ficou 22 dias nessa situação.

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Os trigêmeos nasceram prematuros e a mãe aguarda ansiosamente para recebê-los em casa. “Agora é viver a segunda chance que a gente teve. A gravidez inteira a gente imaginou como iria ser com os três. Vamos viver o que tivemos que retardar”, diz.

A mãe só conseguiu segurar as filhas no colo no domingo de Páscoa e Théo no último domingo (11). Ela saiu do hospital em uma cadeira de rodas e sem força muscular. Caroline está fazendo fisioterapia e já consegue andar com o auxílio de uma bengala. “Foi algo maravilhoso, sem dúvidas. Uma emoção surreal. Foi o meu melhor presente [dar colo para as meninas no domingo de páscoa] e pela primeira vez segurar ele. Consegui segurar firme eles, foi emocionante”, lembra.

Para poder receber os bebês em casa, Caroline, o marido e os filhos mais velhos precisarão passar por um novo teste para Covid-19. Como os trigêmeos são prematuros, eles precisam ter cuidados redobrados. “A gente está com tudo pronto para eles. Enxoval está todo pronto, só faltam eles em casa”, finaliza a mãe das crianças.

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Fonte: IG Mulher

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77% das mulheres sofrem alteração na menstruação durante a pandemia

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77% das mulheres sofrem alteração na menstruação durante a pandemia
Sora Shimazaki

77% das mulheres sofrem alteração na menstruação durante a pandemia











A pandemia do novo coronavírus tem causa diversos impactos na saúde coletiva. Entre eles, está a alteração na saúde íntima das mulheres, como mudanças nos  ciclos menstruais e aumento dos sintomas da TPM.

Desde o começo da pandemia, um grupo de pesquisadores da  Universidade Federal de Lavras (UFLA) analisou os impactos da pandemia de covid-19, no Brasil, sobre a saúde mental  e o ciclo menstrual de mulheres em fase reprodutiva. Os resultados mostram que 97% das mulheres relataram o surgimento de novos sintomas relacionados à saúde mental e/ou alterações em seus ciclos menstruais (77%). 

As mudanças mais citadas foram: alteração no número de dias do ciclo menstrual, número de dias de menstruação, fluxo menstrual, coloração e odor da menstruação, além de apresentarem escapes menstruais (sangramentos fora de época). Além disso, muitas também relataram mudanças na Tensão Pré-Menstrual (TPM) e na libido (que, para a maioria delas, diminuiu).

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“Minha menstruação e TPM estão mais intensas”

Clélia Maria de Oliveira e Silva
Arquivo pessoal

Clélia Maria de Oliveira e Silva

A cientista social e terapeuta Clélia Maria de Oliveira e Silva (38) relata que sempre teve um ciclo regulado sem o uso de anticoncepcional. “Desde a pandemia muitas coisas mudaram aqui. Percebi uma mudança não só no fluxo, mas toda a TPM, dores e sentir ficaram mais intensas. Sinto que estou mais ansiosa e eufórica”, relata.

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“Sempre fui muito regrada e tinha um fluxo leve, que durava dois a três dias. Minha saúde ginecológica era ok. No primeiro ano da pandemia eu engordei muito (10 quilos) e com isso eu comecei a sofrer com desconfortos em geral.

A consultora esotérica Viviane Juruna (38) conta que também está passando por essas alterações. “Tenho candidíase, meu fluxo aumentou e eu nunca sei o dia que vou menstruar”. Ela está aguardando o resultado de exames para averiguar se isso é realmente um reflexo da pandemia ou algo a mais.

Quem também sentiu a TPM bagunçar as emoções foi a terapeuta corporal holística Bruna Gomes Correia (28), que atualmente vive em Portugal. “Eu sinto que ficou muita coisa (para lidar). Eu tenho cólicas fortes todos os meses, já tive três infecções urinárias e candidíase, coisas que não eram um problema antes da pandemia”, desabafa.

Segundo o ginecologista e obstetra César Patez, não é preciso ter tido uma infecção pelo vírus para notar alterações no ciclo menstrual, uma vez que viver durante uma pandemia já é uma experiência estressante e pesada o suficiente. “Sabemos que isso pode afetar negativamente os padrões de menstruação, alterar a duração dos ciclos, provocando uma TPM mais acentuada e menstruações mais dolorosas”, diz.

Ele também aconselha que mulheres com sintomas a mais de três meses devem buscar ajudar profissional. “Caso a mulher apresente um ciclo menstrual alterado por mais de 90 dias, como ciclos muito curtos, muito longos ou sangramento excessivo, procure um ginecologista o mais rápido possível. Investigar os motivos dessa variação é fundamental para iniciar um tratamento desde o início da doença. Assim, sua saúde e fertilidade ficarão seguras”, completa.

Fonte: IG Mulher

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