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Lula mira dissidentes do MDB até o Centrão para ampliar alianças

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Ricardo Stuckert Ricardo Stuckert/Divulgação

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Além da ofensiva em busca dos partidos de centro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua pré-campanha têm feito esforços para atrair individualmente lideranças dessas legendas. Alguns nomes já embarcaram na candidatura do petista e há expectativa de novos apoios a depender da consolidação do quadro eleitoral nas próximas semanas. Em relação aos partidos, os focos de Lula no momento são MDB, PSD e União Brasil.

O avanço do ex-presidente sobre apoios fora da esquerda inclui até uma liderança de um partido do Centrão que está na aliança do presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado federal Neri Geller (PP) vai disputar o Senado pelo Mato Grosso em uma coalização que inclui o PT. Geller é integrante da bancada ruralista e deve tentar restabelecer pontes do petista com o agronegócio, o que tem incomodado aliados como a ex-ministra Marina Silva (Rede).

Foram do MDB e do PSD, que vieram a maioria das adesões individuais até agora. No MDB, fazem parte do grupo de lulistas, entre outros, os líderes da sigla na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL), e no Senado, Eduardo Braga (AM), além dos ex-presidentes do Senado Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE). Essa ala pressiona a legenda a desistir da candidatura presidencial da senadora Simone Tebet (MS) para apoiar o petista ainda no primeiro turno.

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No PSD, já se engajaram na campanha de Lula os senadores Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA) e o deputado federal Marcelo Ramos (AM). O presidente do partido, Gilberto Kassab, recomendou que a convenção aprove a neutralidade na disputa presidencial. Ele, porém, disse que anunciará, no futuro, a sua posição individual. A expectativa dos petistas é que ele declare voto em Lula.

Há ainda lideranças que optaram por um caminho solitário em seus partidos. É o caso do ex-ministro Aloysio Nunes no PSDB. Os aliados de Lula acreditam que se a candidatura da senadora de Tebet não se mostrar viável, outros tucanos podem embarcar no projeto do ex-presidente. São vistos como mais propensos a aderir no PSDB o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ), o pré-candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo e outros nomes da velha guarda. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é considerado um possível apoiador. Lula se reuniu com FH em maio do ano passado.

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Fonte: IG Política

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TSE excluiu do grupo de fiscalização coronel que divulgou fake news

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TSE excluiu do grupo de fiscalização coronel que divulgou fake news
Fernando Frazão/Agência Brasil – 14.11.2020

TSE excluiu do grupo de fiscalização coronel que divulgou fake news

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que decidiu excluir do grupo de fiscalização do processo eleitoral o coronel do Exército Ricardo Sant’Anna.

No documento, assinado pelo presidente do TSE, Luiz Edson Fachin, e pelo vice-presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, a Corte informa que o coronel será excluído do grupo por divulgar nas redes sociais fake news sobre as urnas eletrônicas.

“Cumprimentando-o, trago ao conhecimento de Vossa Excelência notícia veiculada a respeito de um dos militares designados como representante de fiscalização por esse Ministério, a saber, o Coronel do Exército Ricardo Sant’Anna, segundo a qual perfis por ele mantidos em redes sociais disseminaram informações falsas a fim de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro”, diz o ofício.

O TSE menciona reportagem do portal Metrópoles, que na última sexta-feira revelou “mensagens compartilhadas pelo coronel rotuladas como falsas e que se prestaram a fazer militância contra as mesmas urnas eletrônicas que, na qualidade de técnico, este solicitou credenciamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fiscalizar”.

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Segundo a Corte, a resolução que trata das entidades fiscalizadoras prevê que “as entidades fiscalizadoras apresentarão as pessoas que as representam para credenciamento pela Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE (STI/TSE) no ato de seu primeiro comparecimento ao Tribunal”.

“Notadamente, a regra prevê o credenciamento daqueles que frequentarão as dependências do TSE para examinar a especificação e o desenvolvimento dos sistemas eleitorais, considerando a necessidade de segurança e de isenção dos que se arvoram como fiscalizadores”, explica a Corte.

Diz ainda o TSE ao Ministério da Defesa: “Conquanto partidos e agentes políticos tenham o direito de atuar como fiscais, a posição de avaliador da conformidade de sistemas e equipamentos não deve ser ocupada por aqueles que negam prima facie o sistema eleitoral brasileiro e circulam desinformação a seu respeito. Tais condutas, para além de sofrer reprimendas normativas, têm sido coibidas pelo TSE através de reiterados precedentes jurisprudenciais”.

Segundo a matéria do Metrópoles, um vídeo compartilhado pelo coronel compara o exercício do voto à compra de um bilhete de loteria. No esquete, um homem pede o comprovante impresso do seu jogo na loteria e se revolta ao ouvir do funcionário que ele precisa “confiar no sistema”.

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O coronel Ricardo Sant’ana também publicou posts colocando em dúvida os resultados das pesquisas eleitorais e fazendo campanha escancarada contra adversários de Bolsonaro. “Votar no PT é exercer o direito de ser idiota”, dizia um dos cards reproduzidos pelo coronel. Ao comentar um texto no qual a presidenciável Simone Tebet, do MDB, defendia que mulheres devem votar em mulheres, ele escreveu nos comentários: “Vaca vota em vaca”.

“A elevada função de fiscalização do processo eleitoral há que ser exercida por aqueles que funcionam como terceiros capazes de gozar de confiança da Corte e da sociedade, mostrando-se publicamente imbuídos dos nobres propósitos de aperfeiçoamento do sistema eleitoral e de fortalecimento da democracia”, afirma o TSE.

Diante da exclusão do coronel, Fachin ainda informa ao Ministério da Defesa que, caso entenda necessária nova designação, substitua o militar por técnico habilitado para as funções.

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Fonte: IG Política

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