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Lula diz que Bolsonaro tem ‘medo do povo’ e o chama de ‘troglodita’

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Lula diz que Bolsonaro tem 'medo do povo' quando critica urnas eletrônicas
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Lula diz que Bolsonaro tem ‘medo do povo’ quando critica urnas eletrônicas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT ao Palácio do Planalto, reagiu neste sábado aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal e às urnas eletrônicas e atribuiu ao “medo” do adversário de sofrer uma “surra” nas eleições deste ano. Em discurso durante evento em Fortaleza, no Ceará, o petista ainda chamou o atual presidente de “troglodita” e “mentiroso”.

“O Bolsonaro está todo dia brigando com a Suprema Corte e a Justiça, dizendo que a urna não presta. Ele ja foi eleito dez vezes. Ele não está com medo da urna, está com medo do povo nordestino, do Sul, que vai dar uma surra nele que ele nunca mais vai esquecer”, afirmou Lula.

No evento em que lançou a candidatura de Elmano Férrer (PT) ao governo cearense, Lula disse que “está voltando” e que Bolsonaro criou Auxílio Brasil — programa de transferências de renda que substituiu o Bolsa Família — para tentar ganhar as eleições.

“Queria dizer que esse troglodita, se conhecesse o povo brasileiro, ia saber que se cair dinheiro na conta pegue e coma, porque se não eles tomam, vão ficar com o dinheiro. A lei diz que (o auxílio) é só até dezembro, e quem pode garantir benefício pelo resto da vida é quem você conhece, que já fez o Luz para Todos, a transposição do São Francisco, mais universidade, escolas técnicas, quem aumentava ao salário mínimo todo ano”, afirmou o petista.

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A ida de Lula ao Ceará ocorre em um contexto de racha da aliança histórica entre PT e PDT no estado. O rompimento entre os partidos no cenário local ocorreu após Ciro Gomes (PDT), adversário de Lula na disputa nacional, minar a candidatura à reeleição da atual governadora, Izolda Cela (PDT), para lançar o nome de Roberto Cláudio (PDT) ao cargo. O ato de Ciro gerou desavença entre a própria família Gomes, uma vez que seus irmãos Cid Gomes (PDT) e Ivo Gomes (PDT), aliados do ex-governador petista Camilo Santana (PT), apoiavam o nome de Cela.

Durante seu discurso, Camilo, que é candidato ao Senado, mandou recados sobre a rusga com Ciro e prestou “solidariedade” a Cela.

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“Gostaria de saudar uma pessoa que não está aqui, e que durante 7 anos e 3 meses esteve ao meu lado em todos os momentos. Uma mulher extraordinária, que é responsável pela educação do Ceará. Queria pedir uma salva de palmas para a primeira mulher governadora do estado do Ceará, Izolda Cela” disse Santana.

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“Se tem uma coisa que aprendi na minha vida é gratidão e queria fazer uma homenagem a um irmão-amigo que fez muito por esse Ceará. Ninguém vai me separar dele jamais, queria pedir salva de palmas ao querido Cid Gomes, ex-governador do Ceará, e dizer a ele que ninguém nos separa. (Queria dizer) da minha amizade e gratidão a esse cearense que tanto fez pelo estado do Ceará”, concluiu.

A governadora e Cid Gomes foram citados também por Lula. Segundo o ex-presidente, a governadora “sofreu um impeachment sem ser impeachment” ao ter sua candidatura rejeitada pelo PDT de Ciro.

“Quero deixar um beijo para companheira Izolda, que, na verdade, sofreu impeachment sem ser impechment. Ela só queria dar sequência (ao governo), porque no Brasil não tem ninguém com a competência educadora que tem a companheira Izolda. Minha solidariedade à companheira”, elogiou Lula, que também mandou recados a Ciro.

“A gente tem que ser leal a quem é leal com a gente, ser companheiro de quem foi companheiro da gente. E a gente não tem que falar mal de quem fala mal de nós. A gente tem que falar bem de quem fala bem de nós, porque falar bem é muito mais proveitoso”.


Fonte: IG Política

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Brasília: defesa de hacker da Lava-Jato relata ameças após reunião

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Walter Delgatti e Carla Zambelli
Reprodução: Twitter – 14/08/2022

Walter Delgatti e Carla Zambelli

Após acompanhar o hacker Walter Delgatti, conhecido como “Vermelho”, em reuniões em Brasília na semana passada, o advogado Ariovaldo Moreira registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo alegando estar recebendo ameaças de morte.

Ariovaldo e Delgatti viajaram a convite da deputada bolsonarisa Carla Zambelli (PL-SP) , no domingo passado. Na capital federal, participaram de reuniões com integrantes da campanha do presidente Jair Bolsonaro e com o chefe do PL, Valdemar Costa Neto. Delgatti também esteve no Palácio da Alvorada para uma agenda com Jair Bolsonaro.

O plano de Zambelli, segundo ela relatou a interlocutores, era de que o hacker que ficou famoso por revelar mensagens de integrantes da Operação Lava-Jato integrasse uma equipe de consultores contratados para fiscalizar as urnas eletrônica.

A deputada, porém, se desentendeu com o advogado, a quem acusa de ter cobrado uma compensação financeira — o que o advogado nega.

O Boletim de Ocorrência relatando as ameaças foi registrado às 22h14 deste sábado, na delegacia da Polícia Civil de Araraquara, cidade onde o advogado mora. No documento, obtido pelo GLOBO, o advogado diz que, após abdicar da defesa de Delgatti, e retornar a Araraquara, “recebeu ameaças de morte envolvendo seus familiares”.

O advogado informou ao delegado de plantão que as ameaças aconteceram “após retorno de reunião com autoridades relacionadas ao governo federal em Brasília”.

As ameaças chegaram via mensagens de texto e também por meio de áudios. O destinatário se identificava, no perfil, apenas pelo nome de “morte”. Ao GLOBO, Ariovaldo disse estar assustado.

“Eu nunca fui ameaçado na minha vida. Disseram que vão matar todo mundo”, relatou o advogado, que defendeu Delgatti em outros casos, antes mesmo da Operação Spoofing vir à tona.

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Procurada para comentar o caso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não se manifestou.

Ida a Brasília Preso em 2019 na Operação Spoofing, Delgatti foi o responsável por invadir o Telegram e copiar diálogos de integrantes da Operação Lava-Jato. Conforme O GLOBO mostrou, o plano de Zambelli era que ele fosse contratado como um especialista em ataques cibernéticos pelo Instituto Voto Legal, indicado pelo PL ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para auditar as eleições em outubro — a instituição ainda aguarda o credenciamento da Corte.

Segundo ela detalhou a pessoas próximas, o principal argumento para contratá-lo era que ninguém dos partidos de esquerda iria querer contestar o trabalho do hacker que revelou a chamada “Vaza Jato”— os dados vazados contribuíram para mudar o entendimento sobre as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que fez com que o petista retomasse os direitos políticos e pudesse concorrer neste ano.

Duas pessoas do PL confirmaram a história, antecipada na quarta-feira pelo site G1. A parlamentar não quis falar sobre o assunto, mas revelou que pagou a hospedagem de Delgatti e do advogado Ariovaldo Moreira, no hotel Phenícia, em Brasília, cujas diárias custam em torno de R$ 200. Moreira defendeu Delgatti na ação da Spoofing.

Delgatti foi à reunião com Valdemar na última terça-feira para falar justamente sobre esse trabalho que ele poderia exercer como “fiscalizador das eleições”. Já a audiência com Bolsonaro tratou de outro assunto, que é mantido em segredo.

Questionada sobre o teor dessa reunião no Alvorada, a deputada confirmou que ali foram tratadas “informações valiosas” às quais ela se recusou a revelar.

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“Isso eu não posso falar”, disse ela.

Na versão de Zambelli, Moreira pediu uma compensação financeira para que as tratativas continuassem, mas ela recusou. O advogado, por sua vez, nega qualquer pedido de dinheiro.

“Ele virou para perguntar para mim quanto valia a democracia. Eu falei a ele que a democracia não tinha preço. E ele: “mas eu queria ouvir um valor”, relatou a deputada ao GLOBO.

Ela ainda afirmou que o advogado ficou “nervosinho” com a recusa, decidiu ir embora e tentou levar o hacker com ele.

“E o Walter (Delgatti) falou: “não, eu vou ficar”. E aí ele vazou (o encontro) para a imprensa, porque ele ficou nervosinho e queria dinheiro”, completou.

Ao GLOBO, o advogado Ariovaldo Moreira negou que tivesse pedido dinheiro à deputada e a acusou de estar mentindo.

“Em momento algum foi pedido dinheiro. Pelo contrário, ela pediu que ele (Delgatti) fizesse coisas que eu achei que ele não devia fazer”.

O advogado, porém, não explicou qual foi o pedido de Zambelli.

“Eu não vou falar o que ela pedia. O que ela queria eu não ia fazer, só isso. Não pedi dinheiro em momento algum. Ela pode fazer a acusação que ela quiser. Agora, se eu queria dinheiro e o Walter ficou lá? Não é estranho isso?”, questionou ele.

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Fonte: IG Política

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