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Kia Sportage 2023 tem estilo arrojado e conforto, mas será suficiente?

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Kia Sportage da linha 2023 muda de geração e passa a ficar com estilo mais arrojado por dentro e por fora
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Kia Sportage da linha 2023 muda de geração e passa a ficar com estilo mais arrojado por dentro e por fora

A Kia lança a quinta geração do SUV Sportage no Brasil, modelo que completa 30 anos de história no país, chegando a ser o importando mais vendido. Mas o mundo virou do avesso a partir do início da pandemia, há quase dois anos e meio.

E a vida do utilitário esportivo ficou bem mais dífícil por uma série de fatores, até mesmo ligados aos itens do próprio modelo, como constatamos nas primeiras impressões ao dirigir.

Não estamos falando do visual arrojado , que para alguns pode parecer polêmico, mas nos agradou ao vivo e em cores. Além disso, o novo Kia Sportage conta com itens funcionais, como o sistema da tampa do porta-malas que se abre automaticamente bastando ficar em frente dela por alguns segundos, sem precisar passar um dos pés sob o para-choque ou algo parecido. Os faróis e lanternas de LED mudaram bastante, mas continuam eficientes.

Por dentro, o novo Sportage ficou bem mais moderno, com uma bela e curva tela que faz as vezes de cluster e central multimídia na versão topo de linha EX Prestige (R$ 259.990). O acabamento nos pareceu caprichado e a ergonomia adequada e com alguns componentes interessantes, como as entradas USB-C embutidas nas laterais dos bancos dianteiros para carregar o celular, o botão giratório no lugar da alavanca de câmbio e os práticos controles do ar-condicionado.

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Mas o espaço interno é praticamente igual ao da geração anterior. A distância entre-eixos de 2,68 metros quase não mudou, deixando a área para os ocupantes com poucas mudanças. Apenas o porta-malas cresceu um pouco, de 503 litros para cavernosos 536 litros. Ponto positivo também para a visibilidade, com boa área envidradada (o que inclui o vidro traseiro com limpador escondido atrás do defletor de ar) e bom ângulo de visão dos retrovisores com luz de alerta para ponto cego.

Os problemas do novo Kia Sportage começam pela falta de três itens que já estão se tornando comuns nos SUVs que passam dos R$ 200 mil. Um deles é o carregador de celular por indução (o que está sendo providenciado em breve), outro é o pareamento sem fio (idem) e o terceiro o multimídia com acesso à internet nativo.

Kia Sportage vem com tela curva de boa resolução que funciona como cluster e central multimídia na versão topo
Divulgação

Kia Sportage vem com tela curva de boa resolução que funciona como cluster e central multimídia na versão topo

Ao acelerar, o motor 1.6 turbo, com injeção direta, movido apenas a gasolina, é auxiliado por um elétrico, mas apenas para vencer a inércia, o que caracteriza, basicamente, um híbrido leve . É uma boa ajuda, mas não o suficiente para tornar o SUV um exemplo de economia de combustível. Segundo dados do Inmetro, o novo Kia Sportage 2023 é capaz de fazer 11,5 km/l na cidade e 12,1 na estrada, o que são números apenas razoáveis.

Some-se a isso o tanque um pouco menor que o Sportage da quarta geração (54 litros ante 62 litros) e você terá uma autonomia na estrada até menor que a do modelo que foi substituído (653 km ante 707 km), ainda tomando como base os dados do Inmetro.

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Na cidade, o novo Kia tem uma ligeira vantagem (621 km ante 546 km). Mas, esperava-se mais eficiência energética do novo Sportage, que tem três modos de condução: Sport, Normal e Eco, que leva a uma redução de 8% no consumo, conforme a fabricante.

O câmbio de dupla embreagem, de 7 marchas, funciona melhor que o de automático de 6 do Sportage anterior, com conversor de torque. Tem trocas mais rápidas e ajuda a economizar combustível, assim com o menor arrasto aerodinâmico (Cx de 0,31 ante 0,35), mas os ganho não dos mais significativos na prática.

Porém, na parte de segurança, houve um avanço maior, com utilização de 51% de aço de ultra resistência e com o emprego de várias assistências eletrônicas, inclusive alertas de colisão frontal e de mudança de faixa.

Com a carroceria nova, houve ganho de 24% na rigidez torcional , o que com a nova suspensão multibraço, conseguiu-se um bom nível de conforto ao rodar, como podemos notar no breve teste drive em Araxá (MG), mesmo com as rodas de aro 19 com pneus 235/50R 19 da versão EX Prestige .

No Brasil, o Sportage é disponibilizado em sete cores – Verde Aventura (metálico), Vermelho Infra (metálico), Branco Casa (sólido), Branco Luxo (perolizado), Preto Perola (perolizado), Prata Lunar (metálico) e Cinza Penta (metálico). Aos acabamentos de pintura metálico e perolizado são acrescidos R$ 2.800,00. E a garantia do Sportage é de 5 anos, incluindo a bateria 48V e o sistema MHEV.

Além disso, o novo Kia Sportage passa a ser trazido da Eslováquia e já está com todas as cerca de 400 unidades previstas até o final de agosto vendidas. A marca também sofre com a falta de componentes na indústria , principalmente alumínio líquido para o câmbio. Em setembro, a fabricante coreana espera ter mais algumas unidades para vender, mas ainda não sabe quantas serão.

Fonte: IG CARROS

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Audi Q3 nacional: Como é no dia a dia e como se compara ao importado?

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Audi Q3: Modelo de mostra versátil, com conforto, tecnologias e bom desempenho
Guilherme Menezes /iG Carros

Audi Q3: Modelo de mostra versátil, com conforto, tecnologias e bom desempenho

Faz alguns anos que o mercado de SUVs iniciou uma ascensão notável nos rankings brasileiros de emplacamentos. Depois da pandemia e das últimas crises, o valor agregado dos automóveis subiu, decorrente do encarecimento dos custos de produção e da diminuição da oferta no mercado.

Em meio a tudo isso, vemos demandas maiores no segmento premium, que, inclusive, faz sucesso também com os SUVs com ares de cupê. Esse cenário motivou a Audi a prosseguir com a reinauguração da fábrica no Brasil, em São José dos Pinhais (PR). Por lá, são feitos os novos Q3 Sportback (que representa 70% do mix, segundo a marca) e o Q3 tradicional, que é o carro dos nossos testes.

Como se sai no dia a dia? A unidade testada é a versão topo de linha Performance Black , que sai por R$ 315.990. Entre os destaques, vemos a presença do pacote S-Line , que adiciona bancos de couro com Alcântara e volante com base plana e rodas de 19 polegadas.

Na lista de opcionais , há o piloto automático adaptativo com funções de assistência em congestionamento, aviso de saída de faixa, sistema de som Sonos 3D com 15 alto-falantes e subwoofer, que entrega 680W de potência.

Tivemos a oportunidade de entender se há diferenças entre o nacional e o anterior, que era da mesma geração, mas importado da Hungria. A resposta é que, com exceção a um item, não há diferenças.

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Isso se explica pelo fato de que sua produção é baseada no regime SKD (Semi Knock-Down), que consiste na chegada dos componentes individualmente, mas já montados por completo. No Brasil, são reunidos no carro para, assim, um novo Q3 nacional ficar pronto.

Duas vantagens dessa estratégia são a redução de custos de produção, ao mesmo tempo que fica mais fácil manter o padrão de qualidade.

Qual é a única diferença que observamos do Q3 húngaro para o nacional? A ausência do carregador por indução. Antes mesmo de notarmos isso, a própria equipe da Audi destacou esse ponto, logo que nos concederam o carro para teste.

Conforme apuramos com eles, isso se deve à escassez de suprimentos que a indústria enfrenta, mas que, futuramente, o item deverá retornar.

O SUV é equipado apenas com motor 2.0 turbo, de 231 cv e 34,7 kgfm de torque a 1.700 rpm,  que funciona com tração integral. Pelo o que notamos durante os nossos testes, o modelo deixou claro que tem desempenho convincente e faz jus até para os que apreciam mais desempenho.

Não é por menos, uma vez que acelera de 0 a 100 km/h feita em 7 segundos e chega aos 240 km/h. E, isso, sem abandonar a marca razoável de consumo de combustível. O Q3 faz 8 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada), segundo o Inmetro.

Outro aspecto que chamou atenção no teste drive foi a boa estabilidade, bem como a agilidade e a rapidez dos principais comandos. O carro atual (seja o húngaro, ou o brasileiro) é, de fato, uma evolução notável do seu antecessor, com sistemas de direção, suspensão e freios sempre precisos.

Fora os itens que já mencionamos, todo o Audi Q3 traz o painel de instrumentos com tela digital 10,25”, ar-condicionado de duas zonas, porta-malas com abertura e fechamento elétrico com sistema hands-free , chave presencial para acesso e partida, luz ambiente , retrovisores elétricos e rebatíveis automaticamente, bem como teto solar elétrico panorâmico, oferecido como opcional.

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As linhas afiladas do carro, tanto fora quanto dentro, transmitem a ideia do carro “afiado” que realmente é. Além disso, ponto positivo para a escolha dos acabamentos, que são sensíveis ao toque em todo o carro.

A posição ao dirigir pode ser a que você quiser, com inúmeras possibilidades de combinação entre altura e profundidade de volante e postura do banco, que tem ajustes elétricos.

O único ponto que poderia ser diferente é a acessibilidade do sistema multimídia . Em nossos testes, não conseguimos ativar a conectividade com o celular via Bluetooth. Se não fosse pelo adaptador USB C cedido pela organização do evento de lançamento, também não teríamos como fazer conexão via cabo.

Conclusão

A versão nacional do Audi Q3 se mostrou versátil, bem equipada e com bom desempenho, deixando claro que se mantém como um dos SUVs médios de luxo recomedáveis hoje em dia.

Mas sentimos falta de alguma eletrificação no modelo, algo que vem se tornando um item importante no segmento,  no qual um itens essencias tem sido a questão da eficiência energética.

Preços da linha Q3

Q3 Prestige quattro 2.0 TFSI R$ 273.990

Q3 Performance quattro 2.0 TFSI R$ 290.990

Q3 Performance Black quattro 2.0 TFSI R$ 315.990

Q3 Sportback Performance quattro 2.0 TFSI R$ 315.990

Q3 Sportback Performance Black quattro 2.0 TFSI R$ 339.990

Ficha técnica Audi Q3

Motor: 2.0 TFSI, 231 cv e 34,7 kgfm

Câmbio: automático, 8 marchas, tração 4×4

Direção: elétrica

Suspensão: McPherson (diant) e múltiplos braços (tras)

Freios: disco ventilado nas quatro rodas

Pneus: 235/50 R19

Dimensões: compr. 448,4 cm; larg. 184,9 cm; alt. 161,6 cm; entre-eixos 268 cm;

peso 1.776 kg

Porta-malas: 530 litros

Consumo: 8 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada)

0 a 100 km/h: 7 segundos

Vel. Max: 240 km/h

Fonte: IG CARROS

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