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João do Papel pensa em candidatura para ano que vem

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Pré-candidato em Cachoeiro

Amigos mais próximos confidenciaram à Coluna que João tem planos sim de disputar, mas está aberto para composição

Por Ilauro Oliveira | 31.05.2019

Homem do povo, simples, e com a vida pessoal, profissional e financeira resolvida, João do Papel tem falado abertamente a amigos próximos que ainda lhe falta uma missão: ajudar Cachoeiro através da vida pública.

Por isso, João tem dito que é pré-candidato. Mas a qual cargo? Isso ainda está em análise, segundo ele: “Tenho pensado muito”, diz com aquele jeito de mineiro.

“Tenho sido sondado por partidos e por pessoas de bem, por amigos e pela gente mais humilde, que é com quem eu mais  convivo no meu dia a dia”, despistou para esse repórter.

Amigos mais próximos confidenciaram à Coluna que João tem planos sim de disputar, mas está aberto para composição à Câmara Municipal, ou mesmo a uma candidatura a vice-prefeito ou até de prefeito, dependendo do movimento de articulação que for feito. Uma coisa é certa, avisa um: “ele é pré-candidato hoje”.

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Atualmente no MDB, João do Papel não atrela seu futuro necessariamente ao partido. Avisa que é preciso ter um projeto grande, coisa que os emedebistas estão devendo, e que, caso decida disputar, isso pode ser dentro ou fora da sigla.

Recado dado.  

 

 

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Cultura conhece livro sobre Cotaxé

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A Comissão de Cultura conheceu na reunião desta segunda-feira (8) o livro “Palavras do Cotaxé”, apresentado pelo organizador da obra, Vander Costa. Lançado em 2021, o material reúne relatos de 36 pessoas que participaram de seminários realizados nesse distrito de Ecoporanga, entre 2013 e 2017, sobre os registros históricos locais e outros assuntos relacionados à luta pela terra. 

Álbum de fotos da reunião da Comissão de Cultura

Muitos dos temas abordados na obra têm relação com a resistência de camponeses locais que se uniram para enfrentar a repressão e armados defenderam as suas posses, analisou Vander. Segundo ele, esse episódio é pouco conhecido. “A gente sentia que era uma história pouco contada e queria levar para mais gente”, contou. 

Sobre esses conflitos, Vander revelou que o livro apresenta novas narrativas, diferentes do entendimento histórico tradicional. “O que tem mais impacto é justamente essa coisa de ter sido colocado em questão o Estado União de Jeovah”, revela. Além disso, “ninguém falava que o Udelino era negro”, completa o organizador, ao analisar a importância dessa liderança para o movimento negro. 

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O baiano Udelino Alves de Matos foi a autoridade político-religiosa responsável pela criação do Estado União de Jeovah, segundo os registros históricos conhecidos, nos anos de 1952 e 1953. O movimento não tinha autorização legal e envolveu a região do Contestado, área de 10 mil km² entre Minas Gerais e Espírito Santo reivindicada por esses dois estados.

Segundo Vander, havia necessidade dos interessados em ocupar as terras dos camponeses e posseiros e reprimir o movimento de Udelino. “Mas você tinha que criar uma narrativa que justificasse isso. Então você tinha que falar que o Udelino não respeitava um pacto federativo porque queria criar um novo estado naquela região”, afirmou. 

No entanto, nas palavras dele, “muito material” mostra que não é possível obter informação das pessoas falando do Estado União de Jeovah, inclusive o próprio Udelinio.

Embora a questão histórica tenha destaque na obra, ela não fica restrita a esse tema. “A ideia é que as pessoas falassem da sua experiência (nos seminários). Então alguns vão falar das palestras, outros das atividades culturais, outros vão falar da beleza natural”, explica Vander. 

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A presidente da Comissão de Cultura, deputada Iriny Lopes (PT), colocou o colegiado à disposição para a divulgação de trabalhos relacionados a Cotaxé na Assembleia Legislativa (Ales) e sugeriu que filhos e netos dos que vivenciaram o conflito também possam dar seus depoimentos na comissão. 

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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