Análise Política

Itapemirim tem rol heterogêneo de possíveis vices 

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Dando sequência às matérias que tratam da escolha que Thiago Peçanha (prefeito de Itapemirim) tem pela frente em relação ao nome do seu vice-prefeito, cabe aqui debruçar sobre os personagens.

Os bastidores estão voltados para a escolha de um nome que deve reunir algumas qualidades: baixa rejeição, experiência, confiabilidade e, acima de tudo, proximidade com a população da sede e do interior.

Na disputa, além do advogado Nilton Cesar, temos: vereador Bill, Dra. Ana Paula Mehzer, Coronel Gazzani, o secretário de Obras Thiago Leal e Evandro Paiva (primo do prefeito afastado).

Fazendo uma análise sumária é possível constatar que se Thiago levar em consideração aqueles requisitos quem sai na frente é o vereador Bill. Experiente, com inegável histórico de estabilidade e lealdade, aliado a um passado administrativo muito bem avaliado.

Bill, que é da Vila, de família humilde, reside naquele reduto desde que nasceu, aliás, permanece na mesma casa desde o início do seu mandato (esse é o 3º). Presidente da Câmara conduziu com sabedoria o Poder Legislativo numa das fases mais sombrias da história do município, conseguindo sair do outro lado maior do que entrou. O único quesito que teria um senão é a rejeição, que só pode ser medida por pesquisa. Vamos aguardar.

Quem possui um perfil bastante parecido com o vereador Bill, é o Dr. Nilton Cesar, o Niltinho. Nascido em Itapemirim, advogado, de família humilde, é pessoa querida. O que desfavorece a sua escolha é a ligação que tem com o grupo do rival direto do prefeito Thiago, como o grupo de Alcino Cardoso. Nilton é advogado de Alcino, sogro do concorrente de Thiago na disputa. Pesa também o fato de que Dr. Niltinho possui residência em Marataízes, onde morou até umas semanas atrás, alugando uma residência próxima a Vila (Candéus), da família Bechara, que também possui membros adversários do prefeito.

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Thiago Leal é um excelente quadro, secretário de Meio Ambiente, Governo e agora ocupa o cargo de secretário de Obras nas gestão  de Peçanha. De todas as qualidades, ainda lhe falta um pouco mais de experiência no campo político. É um nome a se observar de perto e pode surpreender nas próximas eleições.

Ana Paula Mehzer é uma médica respeitadíssima, de família tradicional, da oligarquia de Itapemirim. Reúne a seu favor rejeição zerada, talvez pela crueza no nome no cenário político. Algo que também precisa ser medido. Mas não transita bem entre alguns atores políticos locais.

O ex-deputado Coronel Gazzani também está na disputa. Apesar de ter raízes na sede, há muito mora em Marataízes, onde já contou com uma eleição na qual sua esposa Dona Ida Gazzani foi eleita para um mandato. Gazzani recentemente deixou a pasta de Defesa Social para colocar o nome a disposição. Por ser político tradicional, pode trazer consigo uma rejeição que não ajudaria em nada o projeto de reeleição. Mas a experiência política conta em seu favor.

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A principal dúvida paira sobre o nome de Evandro Paiva. A grande moeda dele é a relação próxima com Dr. Luciano, que, em tese, é seu fiador nesse processo político. Mas quem ajuda também pode atrapalhar. O crescimento político do prefeito deixa uma dúvida: hoje Dr. Thiago Peçanha precisa de Dr. Luciano para ser prefeito? Qual o custo político da manutenção desse laço? Existe confiança entre os dois grupos?

Afastado do cenário político por força da Justiça, Dr. Luciano vê no seu primo Evandro figura importante para continuar vivo no cenário municipal, sem ser esquecido. Por isso quer impô-lo. É preciso saber se o grupo de Dr. Thiago quer continuar alimentando essa lembrança. Escolher Evandro de vice é manter vivo um mito político e ter sempre essa sombra por perto.

Dr. Thiago tem uma grata tarefa nas mãos, com esse rol a sua disposição. Resta saber qual será a escolha que está prometida para ser anunciada em maio. É ver para crer. Um vice mal escolhido pode atrapalhar o projeto eleitoral de qualquer um. Deverá ser uma sábia escolha.

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Análise Política

Se a missão é salvar vidas, o Espírito Santo não deve nada ao mundo

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Entende-se, claro, a pressão de diversos setores produtivos pela reabertura do comércio de uma forma geral. Há o medo da bancarrota, do desemprego e etc. Também fica compreensível que haja por parte de alguns o descontentamento com a forma com a qual o governo do Estado vem conduzindo as ações contra a pandemia Covid-19 no setor econômico.

Contudo, o desejo pela reabertura ampla da economia não pode tapar os olhos de quem deve, ainda que não queira, enxergar o Espírito Santo como um estado que vem se saindo bem entre os demais quando o assunto é salvar vidas, gerir os gastos ante a pandemia, e tomar atitudes certas na rede de saúde.

A frase escrita pelo governador Renato Casagrande hoje, em seu twitter,  não deixa dúvida:

“Enquanto hospitais de campanha estão sendo desmontados, aqui no ES os recursos foram aplicados para ampliar a nossa rede hospitalar. Hoje, iniciamos a reversão dos leitos Covid para atender a outras enfermidades. É o legado para os capixabas do trabalho com bom planejamento”.

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Se alguns estados gastaram milhões de reais com hospitais de campanha que sequer foram usados, ou nem saíram do papel, caso do Rio de Janeiro, nosso estado fez uma gestão eficiente na saúde. Gerenciou a rede hospitalar que tem, abrindo leitos pontuais apenas diante da necessidade, com um acompanhamento rigoroso do aumento dos caos.

E tudo isso com total transparência. Tanto assim que teve  reconhecimento nacional como o mais transparente na divulgação de dados referentes ao novo coronavírus.

Essa condução trouxe como resultado não só a economia, evitando gastos desenfreados e precipitados, como também um legado que ficará permanentemente que é a utilização desses leitos abertos para atender nossos enfermos daqui para frente.

Porém, o maior legado de todos com certeza foi não ter notícia de que um capixaba tenha morrido por falta de leito, falta de atendimento.

Enquanto muitos estados apresentaram seus hospitais sobrecarregados, deixando pessoas à própria sorte, no Espírito Santo não faltaram a força, coragem, e a competência de um profissional de saúde, como também não faltou uma rede hospitalar eficiente….ainda que pela primeira vez.

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Quem tem de dizer se o Espírito Santo vem conduzindo bem as ações contra o Covid-19 são os profissionais de saúde. São eles que entendem de salvar vidas. Perguntar a um empresário, que com razão, anda aborrecido, ou a um político de oposição, que torce pelo quanto pior melhor, certamente se obterá uma resposta caolha.

Sugiro ao capixaba não perguntar a ninguém. Apenas olhar para dentro de si e buscar a resposta. Porque até aqui se o principal objetivo foi salvar vidas, o Espírito Santo não fica devendo nada ao mundo. Perdemos irmãos, sim! Muitos porque o vírus é mortal. Mas não pela vergonha de não tê-los atendido dignamente.

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E vou viver as coisas novas / Que também são boas / O amor, humor das praças / Cheias de pessoas / Agora eu quero tudo / Tudo outra vez” – Tudo Outra Vez (Belchior)

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