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Inflação alta e renda baixa: queijo ralado ‘fake’ surge nos mercados

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Imagem do 'quase queijo ralado' ganhou as redes sociais
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Imagem do ‘quase queijo ralado’ ganhou as redes sociais

Após os clientes darem de cara com soro do leite nas gôndolas dos supermercados , agora está sendo vendido a mistura alimentícia com queijo ralado, que ganhou destaque no Twitter. A embalagem de 50 gramas do produto, da marca paranaense Seleti, é vendido por R$ 1,65. Mas o que para internautas parece motivo de espanto tem sido utilizado pela indústria alimentícia: a forma de aproveitar os subprodutos de alimentos, como o leite utilizado na fabricação do queijo, por exemplo.

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Lorena Coimbra, mestre em Ciências e Tecnologia de Alimentos pela IFRJ e Engenheira de Alimentos pela UFRRJ, e diretora e Fundadora da Foodtech Consultoria, explica que o soro de leite nada mais é que um subproduto das produções de queijo, que antes era descartado.

“Quando se faz a massa de proteína e gordura, que dá origem aos queijos, há uma sobra do soro de leite que é riquíssimo em proteínas, elas sempre foram utilizadas em bebidas lácteas. No Toddynho, por exemplo, a base é soro de leite. Outros alimentos também podem levar a mistura para dar viscosidade, aumento de massa e também um ganho proteico. Então não é um produto ruim, o consumidor pode comprar sem susto”, diz Lorena.

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Ela avalia que com a alta da inflação a indústria precisa repensar a forma de ofertar os produtos como forma de minimizar os impactos no bolso do consumidor, como as bebidas lácteas, a diminuição das embalagens e a reformulação de alguns produtos. Dados de inflação divulgados pelo IBGE mostram que o preço do leite disparou 41,8% de janeiro a junho deste ano.

“A mistura alimentícia com queijo ralado leva o soro do leite na produção do parmesão. Por isso, e seguindo as normas da Anvisa, o produtor informa que se trata de uma mistura e não de queijo parmesão ralado”, explica a especialista.

Segundo ela, a medida foi tomada para diminuir os custos e continuar ofertando o produto, principalmente para as classes C e D. Além do soro de leite, o leite condensado já tem sido substituído por “mistura láctea condensada com soro de leite e amido” em algumas categorias de preço, finaliza Lorena.

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Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

MP que autoriza exploração de urânio por empresas privadas é aprovada

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Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares
Divulgação/Eletrobras

Usina de Angra 3. Exploração privada pode abastecer combustível para usinas nucleares

O governo Jair Bolsonaro publicou nesta sexta-feira uma medida provisória (MP) que libera a mineração de urânio para empresas privadas, por meio de parcerias com o setor público. Atualmente, a mineração de urânio no país é feita apenas pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A Constituição Federal diz que compete exclusivamente à União “explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados”.

Por isso, as atividades de pesquisa, lavra, enriquecimento, industrialização e comércio de minérios nucleares e derivados são exercidas exclusivamente pela INB. A empresa atua em toda cadeia produtiva: da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica para as usinas nucleares brasileiras.

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A MP permite que sejam feitos novos modelos de associação entre a INB e empresas privadas para exploração de jazidas de minérios nucleares e também a produção, a conversão e o enriquecimento do material.

O texto publicado nesta sexta-feira permite que a INB firme contratos com companhias para a exploração de urânio em todos os níveis da cadeia e remunere essas empresas com o percentual do valor arrecadado na comercialização do produto da lavra; com o direito de comercialização do minério associado; com o direito de compra do produto da lavra com exportação previamente autorizada; ou outros arranjos definidos em contrato.

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“Com a atualização da legislação, espera-se que a INB, em parceria com o setor privado, aumente investimentos em pesquisa e lavra e a capacidade de produção nacional de urânio”, informou em nota o Ministério de Minas e Energia.

Atualmente, quando o titular de autorização para pesquisa ou de concessão de lavra encontra elementos nucleares associados a uma substância mineral, ele é obrigado a comunicar à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à INB. Caso os elementos nucleares tenham valor econômico superior a outra substância mineral, toda a jazida é incluída no monopólio estatal e o titular perde a autorização de pesquisa ou concessão de lavra. Com a edição da MP, independentemente do valor econômico dos elementos nucleares presentes numa jazida mineral, será possível parcerias entre o minerador e a INB, para o aproveitamento de todos os recursos minerais presentes na jazida.

A MP autoriza ainda que a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBpar) passe a ser controladora da INB. A ENBpar foi criada para controlar as usinas nucleares de Angra e a hidrelétrica de Itaipu, antes pertencentes a Eletrobras e que não podem ser privatizadas.

“Com responsabilidade socioambiental, a MP busca atrair capital privado e desonerar o contribuinte, gerando emprego e renda para a população e consolidando o Brasil como um porto seguro para investimentos”, afirma o MME.

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O Brasil é dono da sétima maior reserva de urânio no mundo, segundo a INB. São 309.000 toneladas do minério distribuídas entre os estados da Bahia, Ceará, Paraná e Minas Gerais. Porém, o governo estima que as reservas brasileiras sejam ainda maiores, já que menos de um terço do território nacional foi alvo de pesquisas em busca do minério.

Embora estando entre as dez maiores reservas de urânio do mundo, Brasil vem importando tudo o que consome de países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Reino Unido. Outros países com grandes reservas são Austrália, Canadá e Rússia.

No Brasil, a exploração desse mineral ocorria na mina de Caetité, na Bahia, a mais de 600 quilômetros de Salvador. A produção nacional parou em 2015 e voltou em 2020. Agora, a INB tenta buscar recursos para voltar a explorar o minério em novas minas na região e em outras áreas.

O urânio é matéria-prima, principalmente, para a geração da energia nuclear. Ele passa por um processo químico, gerando um pó amarelo (chamado de yellow cake), que posteriormente é enriquecido para permitir a geração de energia elétrica nas usinas nucleares. No Brasil, há duas usinas desse tipo em operação: Angra 1 e 2. O governo também tenta concluir Angra 3, em construção há décadas. A Constituição também determina que a energia do urânio só pode ser usada no país para fins pacíficos. Além da produção de eletricidade, a energia nuclear vem sendo utilizada em outras áreas: na medicina, no meio ambiente, na engenharia, na produção de radiofármacos e na agricultura.

Fonte: IG ECONOMIA

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