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Incentivos de campeões impulsionam carreira de paratleta potiguar

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Atualmente com 28 anos, a jovem nadadora potiguar Dayanne Silva, que possui uma má formação congênita nos membros superiores, é dona de uma respeitável coleção de conquistas. O primeiro capítulo foi escrito em 2009, aos 17 anos, e logo na primeira viagem internacional. Dayanne voltou do Parapan juvenil de Bogotá (Colômbia) com um ouro e um bronze.

Logo depois, já na categoria adulta, iniciou a série de três conquistas em três edições seguidas de Parapans. Uma medalha de cada cor na classe S6 (atletas com deficiências físico-motoras são divididos em 10 classes, e, quanto menor a classe, maior a deficiência). Nadando os 50 metros estilo borboleta, ela foi bronze em Guadalajara 2011 e ouro em Toronto 2015, com direito ao recorde do campeonato. No revezamento 4×100 medley levou a prata em Lima 2019. Ela faturou ainda outras três medalhas no Parapan Universitário de 2018 em São Paulo (dois ouros e uma prata).

Além disso, a potiguar também é detentora dos recordes brasileiros da classe S6 nos 50 metros borboleta (41s08) e nos 100 metros costas (1min44s). Estes resultados ela atribui à ação de um anjo. É desta forma que ela se refere a Francisco Avelino, vizinho da família da atleta no Rio Grande do Norte e dono de três medalhas paralímpicas nos Jogos de Sydney e Atenas: “Antes mesmo do meu nascimento, as famílias já se conheciam. Foi quem me apresentou o paradesporto. Ele me incentivava demais. Dizia que viajaria bastante através do esporte e traria muitas conquistas. O Clodoaldo Silva e ele treinavam comigo no meu início. E sempre diziam que a natação não tinha segredo. Era só treinar muito. E isso acabei sentindo na pele”.

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Em 2013 chegou a hora de a nadadora sair do Rio Grande do Norte e morar sozinha, longe dos pais. A primeira parada foi em Uberlândia (Minas Gerais) para defender o Praia Clube até 2016. Em 2017 seguiu para São Paulo e ingressou na equipe da seleção brasileira que treina no Centro de Treinamento Paralímpico da capital paulista: “Meus pais sempre ficaram torcendo por mim lá de Natal. É difícil tirá-los lá do Nordeste, pelo trabalho deles e também porque eles gostam de lá. Mas estou muito bem aqui”.

Atualmente, além de treinar no CT paulista, ela também faz parte da equipe do Grêmio Náutico União de Porto Alegre, por indicação da Susana Schnarndorf, medalhista paralímpica e campeã mundial: “Ela é demais. É dona de uma das histórias mais inspiradoras do esporte. E me passa muitas dicas. Foi através dela que, depois de passar também pelo Vasco, que ingressei na equipe do União. A Ana Carolina Santiago, campeã mundial em Londres no ano passado nos 50 metros livre da S12 (deficientes visuais), também está na equipe. Um time muito forte. É bom fazer parte dele”.

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Sonho de disputar Jogos Paralímpicos

É assim que a jovem corre atrás do principal sonho da carreira, estrear nos Jogos Paralímpicos em Tóquio, mas com cautela: “Estamos passando por um período de muitas dúvidas, né? Não sabemos nem mesmo se os Jogos acontecerão. Mas é claro que gostaria muito de estar lá”.

Com as competições paradas desde março em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), e sem previsão de data para retomada, as certezas da Dayanne Silva são duas: A prova na qual buscará o índice, os 50 metros borboleta, e a marca a ser alcançada, 39s16. “Em 2016 fiquei na reserva, e acabei não participando. Agora é melhorar cada vez mais meus próprios tempos para ficar cada vez mais perto de carimbar o passaporte para Tóquio”, encerra.

Edição: Fábio Lisboa

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Douglas Lorite, do basquete 3×3: “queremos chegar bem preparados”

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O Pré-Olímpico de Basquete 3×3 (modalidade estreante no Programa Olímpico em Tóquio) vai ocorrer entre os dias 26 e 30 de maio de 2021, na cidade austríaca de Graz. O anúncio foi feito na última semana pela Federação Internacional de Basquete (FIBA).

Serão 20 equipes em cada naipe divididas em quatro grupos, com cinco seleções cada um. As duas melhores de cada grupo seguem adiante até a definição das três melhores que estarão garantidas em Tóquio.

“Ainda estamos aguardando algumas definições por parte da FIBA. Mas, de qualquer forma, temos os atletas em stand-by. Existe uma programação para fazermos uma etapa legal de treinos no ano que vem. O adiamento da Olimpíada foi bom. Talvez até consigamos viajar antes do torneio para disputar amistosos. O orçamento já foi mandado. Dependemos da aprovação. Mas a ideia é chegarmos com uma equipe bem preparada”, comentou à Agência Brasil o técnico da seleção masculina, Douglas Lorite.

O comandante brasileiro considerou positiva  também a ida de alguns atletas do 3×3 para o basquete tradicional, como aconteceu com o ala Jefferson Socas, do Blackstar de Joinville. “É importante que os atletas possam se manter ativos enquanto não estamos na temporada de 3×3 aqui no Brasil. Prefiro até que eles consigam conciliar a vida deles jogando o tradicional e depois possam voltar mais fortes”.

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Outra dúvida é sobre os grupos do Pré-Olímpico. Sorteio realizado no ano passado colocou o Brasil ao lado da Mongólia, Polônia, República Tcheca e Turquia. “Ainda aguarmos a confirmação oficial. Mas é uma chave sem um destaque. Talvez a Polônia e a Mongólia tenham um pouco mais de experiência. Mas são equipes equilibradas. Eu costumo dizer que é mais fácil ganhar uma medalha olímpica do que se classificar para os Jogos. Precisamos de um pouco mais de “rodagem”, temos que treinar mais e ter um intercâmbio maior com jogadores internacionais”.

Uma preocupação específica do técnico brasileiro é a seleção espanhola. Já que, recentemente, o pivô Marc Gasol, jogador do Toronto Raptors e da seleção do país europeu, anunciou que vai investir na formação de uma equipe profissional de basquete 3×3 no Girona Basket, clube do qual ele é proprietário. “A gente sabe da estrutura que eles têm e o dinheiro que o Marc tem para investir no esporte. E eles ainda estão no nosso grupo. Mas não tem jeito. Vamos treinar para conseguir essa vaga”.

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Ainda vai ocorrer um outro classificatório, em Budapeste, na Hungria, sem data definida, com as seleções nacionais que não participaram das edições olímpicas de 2012 e 2016 no basquete tradicional. O Brasil não vai participar desse torneio, já que esteve presente nas disputas do basquete 5×5 em Londres e no Rio de Janeiro.

Pelo ranking mundial do 3×3, China, Japão, Sérvia e Rússia estão garantidos em Tóquio no masculino. E, entre as mulheres, China, Mongólia, Romênia e Rússia já têm a vaga.

Edição: Liliane Farias

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