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Impeachment de Bolsonaro é positivo para o mercado, avalia consultoria canadense

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Marcos Corrêa/PR

Analistas canadenses avaliam que impeachment seria bom para o mercado e veem o vice Mourão como uma boa opção

Nesta sexta-feira (26), a BCA Research, casa de análise do mercado financeiro independente do Canadá, afirmou que o impeachment de Jair Bolsonaro seria positivo para os mercados.

O relatório pontua que “a escalada da crise política, culminando no impeachment de Bolsonaro, seria favorável para os mercados financeiros”.

Além disso, os analistas dizem que o otimismo seria reforçado pela perspectiva de o vice-presidente, Hamilton Mourão, substituir Bolsonaro no Planalto. Mourão é descrito, no relatório, como alguém apoiado pelas Forças Armadas e com uma visão mais moderada sobre diversos temas, o que ajudaria a pacificar o ambiente político no país.

A análise é assinada pelo estrategista-chefe da BCA, Arthur Budaghyan, e pelo analista Juan Egaña.

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Fechamento do mercado desta sexta-feira (26)

Hoje, o dólar fechou em  R$ 5,465,  tendo alta de 2,58%. É a cotação mais alta desde o dia 22 de maio, quando tinha fechado em R$ 5,574.

Foi a terceira alta  consecutiva do dólar, que operou em subida durante toda a sessão. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou nesta sexta aos 93.834 pontos, tendo recuo de 2,24%.

A queda semanal da bolsa foi de 2,83%. No Brasil, o Banco Central (BC) atuou no mercado, mas mesmo assim não conseguiu segurar a cotação. 

No exterior, o reaparecimento de casos de Covid-19 nos Estados Unidos também foi decisivo para a sessão de hoje – principalmente no estado do Texas, que ordenou o fechamento de diversos setores.

Além disso, o pessimismo no mercado norte-americano cresceu com a decisão do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) de aumentar o requerimento mínimo de capital que os bancos não podem emprestar e de limitar o pagamento de dividendos pelas instituições financeiras.

A decisão mostra que a saída da crise será mais longa que o previsto na maior economia do mundo.

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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril; confira

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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril; confira
Lorena Amaro

Inflação desacelera para todas as faixas de renda em abril; confira

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda registrou, em abril, uma desaceleração para todas as faixas de renda, interrompendo a tendência de crescimento sentida em dois meses consecutivos.

O estudo foi divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta sexta-feira (14), e revelou que as taxas de inflação das famílias de renda média alta e alta, que possuem renda domiciliar entre R$ 8.254,83 e 16.509,66 e acima desse valor, passaram de 1,08% e 1,0% em março para 0,20% e 0,23%, respectivamente, em abril. Já as famílias de renda muito baixa, com renda domiciliar inferior a R﹩ 1.650,50, tiveram um menor alívio inflacionário, com uma variação dos preços passando de 0,71% para 0,45%

Diferente do ocorrido em janeiro e março, o segmento com a maior contribuição inflacionária deixou de ser o de Transportes e passou a ser o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais. Esse impacto veio pelos 2,7% de aumento dos preços dos produtos farmacêuticos.

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Para as famílias de renda mais baixa, além do preço dos remédios, o grupo alimentos e bebidas foi o segundo com maior foco inflacionário para essa classe, principalmente por conta do aumento do preço das carnes (1,0%), das aves e ovos (1,5%) e dos leites e derivados (1,5%).

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As famílias mais pobres tiveram um alívio, por outro lado, nas quedas das tarifas de energia elétrica (-0,04%) e dos ônibus intermunicipais (-0,11%), e com a redução do preço do botijão de gás (de 5,0% em março para 1,1% em abril).

Inflação

Além de terem menor impacto com o aumento dos medicamentos e alimentos, as famílias mais ricas contaram com a deflação de 0,9% dos combustíveis e de 11,3% dos transportes por aplicativo e também com a desaceleração dos preços dos serviços pessoais. Esse alívio só não foi maior para esses domicílios por causa do aumento de 6,4% do preço das passagens aéreas.

A variação acumulada do ano, já com os resultados de abril incorporados, revela que a inflação sofrida pela classe de renda mais baixa está menor do que o segmento mais rico da população, com taxas de 2,1% e 2,5%, respectivamente.

Essa diferença é explicada pela desaceleração dos alimentos e pela alta dos combustíveis registradas no primeiro trimestre de 2021. Já a variação acumulada em doze meses revela que a taxa de inflação das famílias mais pobres (7,7%) segue em um patamar bem acima que a observada no segmento mais rico da população (5,2%).

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